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sábado, 17 de abril de 2010

Maionese

Dia desses estava no centro de Araraquara (SP) e com o forte calor dos últimos dias do verão, decidi tomar vitamina em uma lanchonete.
Por três vezes retornei ao mesmo comércio para matar a sede e a fome até o almoço, já que cumpria algumas tarefas pessoais na região.
Conversando com a proprietária, soube que havia adquirido o ponto comercial há três meses. Aprovei a bebida, o preço e atendimento até então.
Sempre existe o 'até então'.
Da última [e foi mesmo a última] vez, convidei Rosi a conhecer o lugar, pois estávamos no trecho da Rua Nove de Julho fazendo algumas compras e estava calor, como sempre.
Ela relutou um pouco em aceitar meu convite, mas cedeu.
Aquele não era o dia. Ou era para nunca mais ser novamente.
A proprietária, que tão bem me atendeu nas outras ocasiões não estava naquela manhã.
Percebi que o atendimento estava bastante atrapalhado. Os balconistas pareciam fazer o que bem entendiam.
De qualquer forma, pedimos suco e pão de queijo.
A fornada saía naquele exato momento.
Pensei: que sorte!
Em uma mesa, enquanto comíamos e tomávamos os sucos, olhamos o balcão, e atrás dele, uma cena de fazer brochar até uma cadela no cio: a funcionária abastecia uma bisnaga de maionese sem luvas, derramando metade das colheradas em cima da mão que segurava a bisnaga.
O restante mergulhava no balde plástico e retornava ao talher.
Para mim a ausência da comerciante foi decisiva para que aquela balbúrdia se instalasse nas mãos dos funcionários.
Uma catástrofe.
Infelizmente o setor de comércio e serviços araraquarense ainda caminha de forma mambembe. Teima em não aprimorar, pois alguns creem que treinamento não é investimento; é gasto.
Se fosse um visitante, apenas de passagem pela cidade, qual impressão carregaria e transmitiria aos outros sobre o que vivi aquele dia?
Como diz minha amiga paulistana Paula: "Ai, que nojo!"