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terça-feira, 18 de maio de 2010

Mais pedágio!


Havia antecipado há alguns meses a determinação do governo estadual 'cada vez melhor' em aumentar os pontos de cobrança de pedágio nas rodovias da região central de São Paulo. Eram 40 nas mãos de Mário Covas (PSDB) em 1994. Hoje ultrapassam 160. Ano passado 21 novas praças foram construídas.
A caixa de Pandora, deixada pelo ex-governador paulista e  atual pré-candidato José Serra (PSDB) à presidência, finalmente foi aberta.
Começamos por Rio Claro, que implantará em quatro praças a cobrança ida e volta.
A Artesp, a agência-cabide que permitiu tamanha pouca vergonha desde 1996 com as privatizações das estradas paulistas, argumenta que não aumentará, mas dividirá pela metade o valor cobrado. Bonzinhos!
Corre nos bastidores que o pedágio de Araraquara, cuja tarifa é de R$10,80 na ida e volta (um dos mais caros do planeta), será diluído com a construção de uma nova praça de cobrança entre São Carlos e a morada do sol.
Resta saber se ficará entre São Carlos/Ibaté ou Ibaté/Araraquara. Do jeito que Araraquara é 'cagada de araque', imagine onde será fincado este belíssimo empreendimento tucano.
Outra informação (ainda) não confirmada é que, após recentes obras de recuperação, o trecho Araraquara-Jaú da SP 255 será duplicado, nas mãos de uma concessionária que construiria primeiro os pontos de cobrança e depois executaria a obra.
Assim é fácil.
Após as eleições talvez venha também a fatura das novas pistas e pontes da Marginal Tietê [executada às pressas em época de chuva e entregue mal sinalizada], com um provável pedágio urbano, o primeiro no Brasil.
É isso o que o paulista e o paulistano querem?

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Sem pedágio

A repercussão na mídia foi pequena diante da notícia sobre a suspensão da cobrança de pedágio em nove praças instaladas nas rodovias da Marechal Rondon Leste.
A justiça de Conchas (SP) concedeu liminar atendendo pedido no Ministério Público.
A suspensão atinge uma estrada (SP 101) que divide Monte Mor pelo pedágio. Os moradores afirmam que têm que pagar para transitar dentro da cidade.
Por sua vez, a Agência Reguladora de Serviços Públicos de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) se limitou a dizer que o pedágio é “o principal recurso para ampliar e modernizar a malha, o que inclui obras, serviços e manutenção”.
Toda liminar é efêmera, mas todo pedágio em São Paulo é eterno e caro. Muito caro.

Para inglês ver 3

Passageiros de ônibus intermunipais questionam a verdadeira função de funcionários da Agência Reguladora de Serviços Públicos de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) nos principais terminais rodoviários.
Em duplas e usando coletes com a inscrição ‘agente operacional Artesp’ nas costas, entram nos coletivos com uma prancheta.
Andam por todo o corredor, olham o banheiro, o bagageiro e descem, sem dizer nada.
Veem por você. Tão e somente.