Havia antecipado há alguns meses a determinação do governo estadual 'cada vez melhor' em aumentar os pontos de cobrança de pedágio nas rodovias da região central de São Paulo. Eram 40 nas mãos de Mário Covas (PSDB) em 1994. Hoje ultrapassam 160. Ano passado 21 novas praças foram construídas.
A caixa de Pandora, deixada pelo ex-governador paulista e atual pré-candidato José Serra (PSDB) à presidência, finalmente foi aberta.
Começamos por Rio Claro, que implantará em quatro praças a cobrança ida e volta.
A Artesp, a agência-cabide que permitiu tamanha pouca vergonha desde 1996 com as privatizações das estradas paulistas, argumenta que não aumentará, mas dividirá pela metade o valor cobrado. Bonzinhos!
Corre nos bastidores que o pedágio de Araraquara, cuja tarifa é de R$10,80 na ida e volta (um dos mais caros do planeta), será diluído com a construção de uma nova praça de cobrança entre São Carlos e a morada do sol.
Resta saber se ficará entre São Carlos/Ibaté ou Ibaté/Araraquara. Do jeito que Araraquara é 'cagada de araque', imagine onde será fincado este belíssimo empreendimento tucano.
Outra informação (ainda) não confirmada é que, após recentes obras de recuperação, o trecho Araraquara-Jaú da SP 255 será duplicado, nas mãos de uma concessionária que construiria primeiro os pontos de cobrança e depois executaria a obra.
Assim é fácil.
Após as eleições talvez venha também a fatura das novas pistas e pontes da Marginal Tietê [executada às pressas em época de chuva e entregue mal sinalizada], com um provável pedágio urbano, o primeiro no Brasil.
É isso o que o paulista e o paulistano querem?