Estava no segundo ano do colegial (atual ensino médio) e não havia voto facultativo para menores de 18 anos, urna eletrônica, muito menos o segundo turno.
Lembro-me que a então petista Luiza Erundina (hoje deputada federal no PSB-SP) foi a zebra das eleições municipais daquele ano em Sampa.
As pesquisas de intenção de voto apontavam como favorito Paulo Maluf (ex-PDS, hoje deputado federal pelo PP-SP), seguido de João Leiva (PMDB, falecido em 2000 aos 65 anos) e o tucano José Serra no recém-criado PSDB, uma dissidência do PMDB de Fernando Henrique e Ulisses Guimarães.
De repente a surpresa: Luiza Erundina, em quarto lugar nessas pesquisas duvidosas, deixou seus oponentes comendo poeira e foi eleita prefeita da capital paulista.
Os institutos de pesquisa não souberam (até hoje) explicar o que houve.
Os anos passam e parece que a história quer se repetir. Temos empatados Serra e Dilma (PT) em todos levantamentos feitos até agora.
Lá atrás figura Marina Silva (PV), no espelho retrovisor dos oponentes.
A única mudança é que temos voto eletrônico, facultativo e dois turnos, que nos dá trabalho em dobro.
Para mim, que justifico o voto, tanto o faz.
Vença quem vencer, que tenha vergonha na cara e leve as coisas mais a sério.
Tanto no Executivo como Legislativo.
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domingo, 13 de junho de 2010
Rápidas & Ácidas
- Reafirmo minha posição em justificar o voto nas eleições. Não tenho simpatia alguma por candidato A,B,C; tampouco partido X,Y,Z.
Mas hoje (13/06), ao abrir a Folha de SPaulo, a foto de José Serra (PSDB) surge rasgada como o principal destaque.
O fotojornalismo se pauta em captar momentos inadiáveis, mas com tantas imagens de um único evento, não haveria outra senão esta ?
A imprensa brasileira precisa deixar a hipocrisia de lado e assumir posições:"Somos a favor deste ou daquele; disso ou daquilo", ao invés de autointitularem-se imparciais ou em nome de uma suposta isenção.
Não existe isso. Não voto em mais ninguém, cansado de decepções recorrentes. Isto me dá a liberdade de mirar minhas críticas a quem quer que seja. Da situação ou não.
Quando o voto for facultativo e distrital, quem sabe...
Acredito em meu trabalho. E só.
Do jeito que está, não dá.
Mas hoje (13/06), ao abrir a Folha de SPaulo, a foto de José Serra (PSDB) surge rasgada como o principal destaque.
O fotojornalismo se pauta em captar momentos inadiáveis, mas com tantas imagens de um único evento, não haveria outra senão esta ?
A imprensa brasileira precisa deixar a hipocrisia de lado e assumir posições:"Somos a favor deste ou daquele; disso ou daquilo", ao invés de autointitularem-se imparciais ou em nome de uma suposta isenção.
Não existe isso. Não voto em mais ninguém, cansado de decepções recorrentes. Isto me dá a liberdade de mirar minhas críticas a quem quer que seja. Da situação ou não.
Quando o voto for facultativo e distrital, quem sabe...
Acredito em meu trabalho. E só.
Do jeito que está, não dá.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Edifício Joelma
Notícia publicada nesta sexta (14/05) na Folha de SPaulo:
Por superstição, QG tucano em São Paulo, no Joelma, vai ter o número alterado
CATIA SEABRA
da Reportagem Local
O staff de José Serra contará com o apoio do aliado e prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), para se livrar da influência malévola do 13 durante a disputa eleitoral. A pedido do presidente do PMDB, Orestes Quércia, e com a autorização do proprietário do imóvel, a Prefeitura de São Paulo está trocando o número do edifício onde funcionará o comitê de campanha de Serra e Geraldo Alckmin nessas eleições: de 184 para 182.
A associação com o 13 do PT é só coincidência. Discípulo de Pitágoras --e adepto da teoria de que cada número traz um significado--, Quércia quer é afugentar os efeitos do temido 4. Como sua pronúncia se assemelha a "morte" em chinês, o 4 é evitado no Oriente. E por Quércia.
Para chegar a um resultado na numerologia, é preciso somar os algarismos de um número até que reste apenas um. É assim que 184 (1+8+4) vira 13. E, depois (1+3), 4.
Quércia recorre à numerologia cada vez que se instala num novo endereço. Como ocupará salas do edifício Praça da Bandeira --antigo Joelma--, pediu a troca. Kassab consultou o proprietário.
Com a mudança, troca-se o 4 pelo 2. Embora rechace a vinculação do 4 com a morte, a numeróloga Vera Caballero reconhece que o 2 é benéfico por sua associação à diplomacia --o 4 seria "falta de jogo de cintura".
QG do tucanato desde 2004 --quando abrigou a equipe de transição de Serra para a prefeitura--, o Joelma foi palco de trágico incêndio em 1974, com 188 mortes.
Pré-candidato do PSDB ao Senado, Aloysio Nunes Ferreira confessa que tem medo de assombração. Mas que isso não se aplica ao Joelma. Apesar disso, ele diz que os comitês do partido foram benzidos antes de ocupados.
Pobre Edifício Joelma!
Nos próximos meses, verdadeiras assombrações políticas tomarão conta do lugar com tudo a que tem direito: numerologia, jogos de interesse, mandingas, acordos etc.
A começar pela troca do número do imóvel; na verdade, um capricho pessoal.
Número por número, arrisco na loteria.
Trabalhar é mais produtivo.
É o que estes nobres políticos deveriam fazer, ao invés de se preocupar com melindres fúteis.
A tragédia do Edifício Joelma: 188 mortos
Um incêndio na manhã de 1o de fevereiro de 1974 consumiu o prédio de 25 andares, localizado na Avenida Nove de Julho em São Paulo, matando 188 pessoas e ferindo outras 300.
Um mistério cerca o terreno onde foi erguido o imóvel, reformado e rebatizado de Prédio Praça da Bandeira.
No mesmo local, em 1948, muito antes de sua construção, a polícia e o corpo de bombeiros resgataram de um poço existente nos fundos de uma residência existente à época, os corpos de um químico, suas irmãs e sua mãe.
Assassinatos e um suicídio com possíveismotivações, sem um conclusão.
Outra informação relata que o local foi um pelourinho, com fantasmas de escravos vagando na região.
O que mais chama a atenção foram os 13 corpos encontrados em um elevador do prédio incendiado, sem qualquer identificação [não havia exame de DNA]. O 'mistério das 13 almas' alimenta histórias de assombração no cemitério São Pedro, onde foram sepultados e ainda hoje recebem constantes visitas.
O incêndio foi tema do filme 'Joelma 23o andar' e foi focalizado no programa 'Linha Direta' (2005) da Rede Globo.
Para saber mais:
YouTube (6 partes)
http://www.youtube.com/watch?v=48wDpDn9SHc&feature=PlayList&p=D9119AD0F66E2DA5&playnext_from=PL&playnext=1&index=28
Por superstição, QG tucano em São Paulo, no Joelma, vai ter o número alterado
CATIA SEABRA
da Reportagem Local
O staff de José Serra contará com o apoio do aliado e prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), para se livrar da influência malévola do 13 durante a disputa eleitoral. A pedido do presidente do PMDB, Orestes Quércia, e com a autorização do proprietário do imóvel, a Prefeitura de São Paulo está trocando o número do edifício onde funcionará o comitê de campanha de Serra e Geraldo Alckmin nessas eleições: de 184 para 182.
A associação com o 13 do PT é só coincidência. Discípulo de Pitágoras --e adepto da teoria de que cada número traz um significado--, Quércia quer é afugentar os efeitos do temido 4. Como sua pronúncia se assemelha a "morte" em chinês, o 4 é evitado no Oriente. E por Quércia.
Para chegar a um resultado na numerologia, é preciso somar os algarismos de um número até que reste apenas um. É assim que 184 (1+8+4) vira 13. E, depois (1+3), 4.
Quércia recorre à numerologia cada vez que se instala num novo endereço. Como ocupará salas do edifício Praça da Bandeira --antigo Joelma--, pediu a troca. Kassab consultou o proprietário.
Com a mudança, troca-se o 4 pelo 2. Embora rechace a vinculação do 4 com a morte, a numeróloga Vera Caballero reconhece que o 2 é benéfico por sua associação à diplomacia --o 4 seria "falta de jogo de cintura".
QG do tucanato desde 2004 --quando abrigou a equipe de transição de Serra para a prefeitura--, o Joelma foi palco de trágico incêndio em 1974, com 188 mortes.
Pré-candidato do PSDB ao Senado, Aloysio Nunes Ferreira confessa que tem medo de assombração. Mas que isso não se aplica ao Joelma. Apesar disso, ele diz que os comitês do partido foram benzidos antes de ocupados.
Pobre Edifício Joelma!
Nos próximos meses, verdadeiras assombrações políticas tomarão conta do lugar com tudo a que tem direito: numerologia, jogos de interesse, mandingas, acordos etc.
A começar pela troca do número do imóvel; na verdade, um capricho pessoal.
Número por número, arrisco na loteria.
Trabalhar é mais produtivo.
É o que estes nobres políticos deveriam fazer, ao invés de se preocupar com melindres fúteis.
A tragédia do Edifício Joelma: 188 mortos
Um incêndio na manhã de 1o de fevereiro de 1974 consumiu o prédio de 25 andares, localizado na Avenida Nove de Julho em São Paulo, matando 188 pessoas e ferindo outras 300.
Um mistério cerca o terreno onde foi erguido o imóvel, reformado e rebatizado de Prédio Praça da Bandeira.
No mesmo local, em 1948, muito antes de sua construção, a polícia e o corpo de bombeiros resgataram de um poço existente nos fundos de uma residência existente à época, os corpos de um químico, suas irmãs e sua mãe.
Assassinatos e um suicídio com possíveismotivações, sem um conclusão.
Outra informação relata que o local foi um pelourinho, com fantasmas de escravos vagando na região.
O que mais chama a atenção foram os 13 corpos encontrados em um elevador do prédio incendiado, sem qualquer identificação [não havia exame de DNA]. O 'mistério das 13 almas' alimenta histórias de assombração no cemitério São Pedro, onde foram sepultados e ainda hoje recebem constantes visitas.
O incêndio foi tema do filme 'Joelma 23o andar' e foi focalizado no programa 'Linha Direta' (2005) da Rede Globo.
Para saber mais:
YouTube (6 partes)
http://www.youtube.com/watch?v=48wDpDn9SHc&feature=PlayList&p=D9119AD0F66E2DA5&playnext_from=PL&playnext=1&index=28
terça-feira, 20 de abril de 2010
Rápidas & Ácidas
- Macaco Simão em sua coluna diária na Folha de SPaulo e as tirinhas de Níquel Náusea são o início da leitura do jornal diário.
Faço igual japonês: de trás para a frente [é assim que se lê no Japão].
Começo rindo um pouco até chegar ao primeiro caderno [Brasil], com aquelas sujeiras políticas de Brasília.
Meu humor muda como um passe de mágica. Urgh!
O falecido Enéas [meu nome Enéas, do tal Prona, lembra?] seria igualado ao Mahmoud Ahmadinejad (presidente iraniano) se estivesse vivo: ele defendia a construção da bomba atômica se eleito presidente.
Entendi a ideia dele: seria para jogar em cima de Brasília.
Justifico meu voto.
Viaje no dia da eleição e justifique. É o melhor a fazer. Você descansa o dia e dorme com a consciência tranquila, sem culpa por eleger quem não presta [não são todos].
Faço igual japonês: de trás para a frente [é assim que se lê no Japão].
Começo rindo um pouco até chegar ao primeiro caderno [Brasil], com aquelas sujeiras políticas de Brasília.
Meu humor muda como um passe de mágica. Urgh!
O falecido Enéas [meu nome Enéas, do tal Prona, lembra?] seria igualado ao Mahmoud Ahmadinejad (presidente iraniano) se estivesse vivo: ele defendia a construção da bomba atômica se eleito presidente.
Entendi a ideia dele: seria para jogar em cima de Brasília.
Justifico meu voto.
Viaje no dia da eleição e justifique. É o melhor a fazer. Você descansa o dia e dorme com a consciência tranquila, sem culpa por eleger quem não presta [não são todos].
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Rápidas & Ácidas
- A charge foi publicada na Folha de SPaulo em 17/04/2010. Bloguei sobre o tema esta semana.
Repare o revólver na cintura do preso votando.Dispensa comentários.
- O novo trecho do Rodoanel paulista tem mais um capítulo digno de Brasil: apesar de o governo (PSDB) apontar o novo trecho do Rodoanel como seguro, obras de segurança ainda são feitas após a inauguração da via, inclusive para o sistema de drenagem.
Nos 12 primeiros dias de uso da estrada, os 61 km do trecho sul registravam 28 acidentes. Alguns por aquaplanagem.
Solução tucana encontrada:
O novo trecho terá instalado um equipamento de medição da velocidade do vento na ponte sobre a represa Billings. Com base nos dados fornecidos pelo aparelho, a Dersa deve determinar possíveis medidas de segurança que podem chegar até ao fechamento da rodovia em caso de ventania.
Quer dizer que se ventar, o Rodoanel fecha?
Perguntar não ofende, nem é crime:
Quem inaugurou a obra às pressas, sem sinalização [inclua-se neste pacote a tal 'nova' Marginal Tietê. Há rumores que pedágios urbanos serão instalados nas novas faixas]?
Quem torrou milhões de reais em propaganda em rede nacional de tv [o comercial lembra o filme Encurralado de Steven Spielberg, 1971] para propagandear uma obra mal feita como de primeira linha?
Estamos encurralados entre centenas de pedágios e sarobeiros que governam São Paulo desde 1994. Literalmente.
- Mas não é só isso. Matéria publicada no caderno Cotidiano:
Promotor pode ir à Justiça para fechar parque
Cem dias completados hoje, um parque que custou R$ 2,5 milhões em região de classe média de São Paulo acumula mato alto, sujeira, entulho, portas e arquibancadas quebradas, vias inacabadas, falta de funcionários e, por fim, um problema com o Ministério Público Estadual, que acaba de pedir a interdição da nova área de lazer.
No local, não há vigilantes, a sujeira e o entulho estão por toda a parte. No campo de futebol, o mato está alto e, ao lado, há pedaços de uma arquibancada de concreto quebrada. Alguns banheiros químicos têm portas quebradas.
A cerimônia de entrega do parque Leopoldina-Villas Bôas teve o então governador José Serra (PSDB), hoje candidato à Presidência, e o prefeito Gilberto Kassab (DEM). Na realidade, grande parte da estrutura de lazer -como campos e quadras- já existia e era usada por servidores da Sabesp, estatal que ainda ocupa parte da área.
Gastaram 2,5 milhões de reais para inaugurar e abandonar algo que já existia?
Refrescando a memória: Serra foi eleito prefeito da capital paulista em 2005 e jurou que cumpriria seu mandato até o final.
Não o fez. Abandonou a prefeitura, virou as costas aos eleitores que o elegeram e sagrou-se governador em 2006.
Deixou em seu lugar seu vice Kassab (DEM), eleito prefeito em 2008, do mesmo partido de Arruda e os panetones de Brasília. São as bandeiras partidárias que comporão a chapa do candidato tucano à presidência.
Ontem, 16/04:
Peritos do IC são suspeitos de vender laudos
Ao menos quatro peritos do IC (Instituto de Criminalística) de São Paulo estão sendo investigados pela suspeita de fraude em laudos que beneficiariam o Consórcio Via Amarela, que constrói uma linha do metrô, e a Igreja Renascer em Cristo.
As suspeitas apontam que laudos reduziriam a responsabilidade do consórcio pelo acidente na obra do Metrô em Pinheiros, que deixou sete mortos em janeiro de 2007, e da Renascer, em razão da queda do teto do templo no Cambuci, onde nove pessoas morreram e centenas ficaram feridas em janeiro do ano passado.
E aquele concurso público paulista ao cargo de perito do IC que aprovou candidatos que não sabiam onde se localizava o estado da Bahia? Como ficou a investigação?
Em tempo
- Uma reportagem sobre a morte de abelhas em Leme (SP) foi a principal manchete na abertura de um telejornal regional no último sábado (17/04) na região de São Carlos (SP). Que dó das operárias do mel. A manchete poderia ser: "Assassinato de abelhas em Leme: marimbondos da região na mira da polícia". E na semana que vem: "Operação policial prende quadrilha de marimbondos suspeita da morte de abelhas em Leme".
- Esta semana também foi marcada por outra sensacional matéria sobre o início da plantação de batatas em Vargem Grande do Sul e outra cidade próxima. Interessantíssimo para quem a assistiu em Araraquara, onde nada acontece.
- Sem contar aquela do bezerro supostamente albino e sobre os preparativos da festa do milho no distrito de uma cidade.
- Com 11 a 14 minutos que a cabeça de rede da emissora global destina às afiliadas, como produzir um telejornal decente? Não há jeito.
Melhor deixar aberto o SPTV da capital, que aproveitaria uma ou outra matéria relevante do interior. Seria muito mais interessante.
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sexta-feira, 16 de abril de 2010
Rápidas & Ácidas
- Dar direito de voto ao preso é um insulto ao nosso Q.I.: somos obrigados a sair de casa para 'exercer a cidadania' e participar -sem outra alternativa-, de uma tal 'festa da democracia', sob o risco de sermos punidos caso não nos apresentemos à Justiça Eleitoral, como se estivéssemos sendo caçados por termos nascido nessa ex-colônia portuguesa [qual minha parcela de culpa?].
- Os presos não necessitam se vestir decentemente e se dirigir ao local de votação: as urnas irão até eles, aumentando o risco de motins, fugas e rebeliões para melar a 'festa do voto'.
- Mesmo algemados eles ajudarão a eleger aqueles [não todos, pois os bons são minoria] que nos roubarão descaradamente por mais quatro anos.
- Repito: justifico meu voto. Arrependi em ser fiador de inquilino trambiqueiro.
- Tem razão Macaco Simão em 14/04/2010 em sua coluna na Folha de SPaulo:
"E diz que a presidente do Sindicato das Prostitutas foi fazer um discurso em Brasília, mas não sabia como começar. Aí, falaram pra ela: "Começa como quiser". E ela: "MEUS FILHOS...!".
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Rápidas & Ácidas
- A semana terminou com destaque para esta opinião publicada no Painel do Leitor da Folha de SPaulo em 8 de abril:
Campanhas
"No editorial "Chega de saudade", a Folha diz que Dilma Rousseff "erra ao voltar-se para o passado". Mas, em contradição explícita, conclui que o governo Lula teve méritos inegáveis, "muitos deles, é forçoso reconhecer, nasceram de sementes plantadas no passado".
Então, passados são assim: o da Dilma irrita a Folha; o da Folha agrada o Serra. Diante disso, seria mais elegante que o jornal assumisse, editorialmente, seu apoio à candidatura de oposição."
LÚCIO FLÁVIO V. LIMA (Brasília, DF)
Para quem não leu ou não teve a oportunidade de tomar conhecimento do tal editorial publicado em 7 de abril, aqui está:
Chega de saudade
A candidata oficial erra ao voltar-se para o passado com o intuito de forjar uma revanche na disputa particular de FHC e Lula
EM SEU PRIMEIRO discurso depois de deixar a Casa Civil, a candidata Dilma Rousseff insistiu na tentativa de comparar o atual governo com o anterior.
Não se sabe o que pesa mais nessa estratégia enviesada, se a obsessão íntima do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de se medir com o antecessor Fernando Henrique Cardoso ou a percepção de que é mais vantajoso para a representante da situação transformar eleições que decidem o futuro do país em avaliação de fatos passados.
Não é demais lembrar que um brasileiro com 18 anos completados em 2010 comemorava 10 ao término do governo FHC -e era uma criança de dois anos quando o sociólogo tucano assumiu.
Esse hipotético cidadão não terá idade para lembrar em que país se vivia no início da década de 90. Mas, se procurar informações, saberá que coube a FHC, na sequência do impeachment de Fernando Collor, e ainda no governo de Itamar Franco, lançar um plano -depois de várias tentativas frustradas- capaz de superar o perverso ciclo hiperinflacionário que havia anos dilapidava a economia popular e impedia o desenvolvimento do país.
Se pretende incursionar pelo passado, poderia a candidata lembrar a seus potenciais eleitores que o Partido dos Trabalhadores negou sustentação ao presidente Itamar Franco e bombardeou o Plano Real. Ou seja, opôs-se de maneira pueril e ideológica a uma das mais notáveis conquistas econômicas da história moderna do país, que propiciou aos brasileiros pobres benefícios inestimáveis, sob a forma de imediato aumento do poder aquisitivo e inédito acesso ao sistema bancário.
Sabe bem a ex-ministra que se alguém nesses anos mudou de pele foi antes o PT do que o PSDB. O que terá sido a famosa "Carta aos Brasileiros" senão uma providencial e pública troca de vestimenta ideológica do candidato Lula -que, eleito, sob aplausos do mundo financeiro, indicou um tucano para o Banco Central (agora no PMDB) e um ex-trotskista com plumagem neoliberal para a Fazenda?
É um exercício vão buscar comparações e escolhas plebiscitárias entre gestões que se encadeiam no tempo. Os avanços e problemas de uma transformam-se em acúmulo ou em fatos acabados na outra. Ou será que faz sentido questionar como teria sido a gestão lulista se tivesse de formular um plano para vencer a hiperinflação, precisasse sanear instituições financeiras públicas e se visse obrigada a estancar uma crise sistêmica dos bancos privados nacionais?
O Brasil precisa pensar e agir com olhos no futuro. Nada tem a ganhar com a tentativa da candidatura governista de forjar uma revanche de disputas pretéritas. Se o presidente Lula não venceu a contenda com Fernando Henrique Cardoso em 1994 não será agora que o fará -pelo simples motivo de que nenhum dos dois é candidato. O governo que se encerra neste ano teve méritos inegáveis, mas muitos deles, é forçoso reconhecer, nasceram de sementes plantadas no passado.
Interessante observar que abaixo da manifestação do leitor em 8 de abril, há a seguinte opinião:
Papel
"Em nome das empresas de celulose e papel, cumprimento a Folha pela iniciativa de utilizar, na produção do jornal, papel originado de projetos certificados de manejo florestal ou de reciclagem ("Impressão sustentável avança em jornais", Dinheiro, 27/3).
É gratificante acompanhar a adoção crescente pelos veículos de comunicação impressa de aspectos da sustentabilidade do papel. A iniciativa responde aos anseios da sociedade, cada vez mais consciente a respeito do papel dos indivíduos e das organizações na preservação do meio ambiente, e demonstra o compromisso da Folha com o desenvolvimento sustentável e a preservação do meio ambiente.
Ressaltamos também a importância de divulgar aos leitores, com clareza e transparência, informações sobre a impressão sustentável.
O Brasil é referência mundial nessa área, e estamos empenhados em mostrar esse diferencial aos brasileiros."
HORACIO LAFER PIVA , presidente do conselho deliberativo da Bracelpa -Associação Brasileira de Celulose e Papel (São Paulo, SP)
Outro dia havia blogado sobre um 'inocente' almoço na Folha, em que participaram representantes de uma construtora, uma petroquímica e diretores do jornal.
Coincidentemente, a associação que está à frente dos fornecedores de papel para jornais impressos se manifesta assim, sem querer querendo, dias após o almoço?
E mais: o Estadão passou por uma nova reformulação desde 2004.
A Folha havia anunciado a sua repaginação para maio, um pouco antes dos Mesquita soltar a sua em intervalo de poucos dias. Disputa por leitores, pura e simples? Que interessante...
A grande imprensa está (supostamente) alinhada com um dos pré-candidatos à Presidência?
Façam isso de forma assumida e objetiva! Defendam abertamente seus interesses! Há algo para esconder nestes interesses?
Campanhas
"No editorial "Chega de saudade", a Folha diz que Dilma Rousseff "erra ao voltar-se para o passado". Mas, em contradição explícita, conclui que o governo Lula teve méritos inegáveis, "muitos deles, é forçoso reconhecer, nasceram de sementes plantadas no passado".
Então, passados são assim: o da Dilma irrita a Folha; o da Folha agrada o Serra. Diante disso, seria mais elegante que o jornal assumisse, editorialmente, seu apoio à candidatura de oposição."
LÚCIO FLÁVIO V. LIMA (Brasília, DF)
Para quem não leu ou não teve a oportunidade de tomar conhecimento do tal editorial publicado em 7 de abril, aqui está:
Chega de saudade
A candidata oficial erra ao voltar-se para o passado com o intuito de forjar uma revanche na disputa particular de FHC e Lula
EM SEU PRIMEIRO discurso depois de deixar a Casa Civil, a candidata Dilma Rousseff insistiu na tentativa de comparar o atual governo com o anterior.
Não se sabe o que pesa mais nessa estratégia enviesada, se a obsessão íntima do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de se medir com o antecessor Fernando Henrique Cardoso ou a percepção de que é mais vantajoso para a representante da situação transformar eleições que decidem o futuro do país em avaliação de fatos passados.
Não é demais lembrar que um brasileiro com 18 anos completados em 2010 comemorava 10 ao término do governo FHC -e era uma criança de dois anos quando o sociólogo tucano assumiu.
Esse hipotético cidadão não terá idade para lembrar em que país se vivia no início da década de 90. Mas, se procurar informações, saberá que coube a FHC, na sequência do impeachment de Fernando Collor, e ainda no governo de Itamar Franco, lançar um plano -depois de várias tentativas frustradas- capaz de superar o perverso ciclo hiperinflacionário que havia anos dilapidava a economia popular e impedia o desenvolvimento do país.
Se pretende incursionar pelo passado, poderia a candidata lembrar a seus potenciais eleitores que o Partido dos Trabalhadores negou sustentação ao presidente Itamar Franco e bombardeou o Plano Real. Ou seja, opôs-se de maneira pueril e ideológica a uma das mais notáveis conquistas econômicas da história moderna do país, que propiciou aos brasileiros pobres benefícios inestimáveis, sob a forma de imediato aumento do poder aquisitivo e inédito acesso ao sistema bancário.
Sabe bem a ex-ministra que se alguém nesses anos mudou de pele foi antes o PT do que o PSDB. O que terá sido a famosa "Carta aos Brasileiros" senão uma providencial e pública troca de vestimenta ideológica do candidato Lula -que, eleito, sob aplausos do mundo financeiro, indicou um tucano para o Banco Central (agora no PMDB) e um ex-trotskista com plumagem neoliberal para a Fazenda?
É um exercício vão buscar comparações e escolhas plebiscitárias entre gestões que se encadeiam no tempo. Os avanços e problemas de uma transformam-se em acúmulo ou em fatos acabados na outra. Ou será que faz sentido questionar como teria sido a gestão lulista se tivesse de formular um plano para vencer a hiperinflação, precisasse sanear instituições financeiras públicas e se visse obrigada a estancar uma crise sistêmica dos bancos privados nacionais?
O Brasil precisa pensar e agir com olhos no futuro. Nada tem a ganhar com a tentativa da candidatura governista de forjar uma revanche de disputas pretéritas. Se o presidente Lula não venceu a contenda com Fernando Henrique Cardoso em 1994 não será agora que o fará -pelo simples motivo de que nenhum dos dois é candidato. O governo que se encerra neste ano teve méritos inegáveis, mas muitos deles, é forçoso reconhecer, nasceram de sementes plantadas no passado.
Interessante observar que abaixo da manifestação do leitor em 8 de abril, há a seguinte opinião:
Papel
"Em nome das empresas de celulose e papel, cumprimento a Folha pela iniciativa de utilizar, na produção do jornal, papel originado de projetos certificados de manejo florestal ou de reciclagem ("Impressão sustentável avança em jornais", Dinheiro, 27/3).
É gratificante acompanhar a adoção crescente pelos veículos de comunicação impressa de aspectos da sustentabilidade do papel. A iniciativa responde aos anseios da sociedade, cada vez mais consciente a respeito do papel dos indivíduos e das organizações na preservação do meio ambiente, e demonstra o compromisso da Folha com o desenvolvimento sustentável e a preservação do meio ambiente.
Ressaltamos também a importância de divulgar aos leitores, com clareza e transparência, informações sobre a impressão sustentável.
O Brasil é referência mundial nessa área, e estamos empenhados em mostrar esse diferencial aos brasileiros."
HORACIO LAFER PIVA , presidente do conselho deliberativo da Bracelpa -Associação Brasileira de Celulose e Papel (São Paulo, SP)
Outro dia havia blogado sobre um 'inocente' almoço na Folha, em que participaram representantes de uma construtora, uma petroquímica e diretores do jornal.
Coincidentemente, a associação que está à frente dos fornecedores de papel para jornais impressos se manifesta assim, sem querer querendo, dias após o almoço?
E mais: o Estadão passou por uma nova reformulação desde 2004.
A Folha havia anunciado a sua repaginação para maio, um pouco antes dos Mesquita soltar a sua em intervalo de poucos dias. Disputa por leitores, pura e simples? Que interessante...
A grande imprensa está (supostamente) alinhada com um dos pré-candidatos à Presidência?
Façam isso de forma assumida e objetiva! Defendam abertamente seus interesses! Há algo para esconder nestes interesses?
terça-feira, 6 de abril de 2010
Rápidas & Ácidas
Revista Veja:
- No início deste 2010, uma extensa reportagem com o 'Perfil' de José Serra, com fotografia posada e tudo mais.
Esta semana, nas páginas amarelas, entrevista com Aécio Neves e uma matéria sobre as eleições: 'O tucano [José Serra] alça voo'.
Faltou explicar que antes de alçar o tal 'voo' precisava ter construído e sinalizado por completo as obras do Rodoanel sul e da Marginal do Tietê, além das prometidas estações de metrô paulistano que estouraram os prazos.
Parece aquela criança mimada que deixa todos brinquedos no chão da sala ao saber que vai passear com os pais.
Ainda tem quem acha o máximo criar opinião lendo Veja e Estado.
Além disso, muitos estudantes de jornalismo postam na imagem desses dois péssimos exemplos o sonho de se trabalhar em um jornal.
-Quinta-feira, 1o de abril, Folha de SPaulo, coluna Painel de Renata Lo Prete, no caderno Brasil:
Visita à Folha. Marcelo Odebrecht, diretor-presidente da Odebrecht S.A., visitou ontem a Folha, onde foi recebido em almoço. Estava com Marcos Wilson, diretor de Relações Institucionais da Odebrecht S.A., e Marcelo Lyra, diretor de Relações Institucionais da Braskem S.A.
Construtoras, bancos, petroquímicas e grandes grupos de comunicação: todos suspostamente em um ingênuo almoço, a poucos meses da eleição...
Todos prestes a decolar no voo tucano?
Quem explica os 240 milhões de reais previstos para se gastar na campanha de cada um dos principais candidatos?
- Justifico meu voto e durmo tranquilo.
- Charge publicada hoje (05/04) no caderno Ilustrada da Folha:
quinta-feira, 18 de março de 2010
Rápidas & Ácidas
Não sou PT, PSDB, PMDB, DEM, PSOL ou qualquer coisa que o valha, se bem que a maioria dos políticos não justifiquem suas existências; sem generalizar, fique claro aqui.
Há várias eleições minha justifico o voto.
Mantenho meu título eleitoral domiciliado aqui em São Paulo.
Ingenuamente, ao confeccionar meu título em 89 [não existia o voto facultativo ao menor e ficava pronto em 45 dias], declarei 'estudante' minha profissão.
Pronto. Fui convocado a trabalhar em minha seção de votação no dois turnos daquele pleito na condição de suplente.
Em 1990, já em Bauru e com eleições para governador marcadas, fui novamente 'agraciado' com o chamado.
Peguei uma declaração da Unesp e apresentei para pular fora dessa escravidão a que somos submetidos.
Nunca mais fui convocado. Ufa!
Assumo que votei e arrependi por diversas vezes. Amadurecemos e aprendemos com os erros: justifico e ponto.
Por isso sinto-me à vontade para disparar minha visão crítica a quem quer que seja, político A,B,C; partido X,Y,Z.
Assim explico em parte a cobrança recebida de um leitor há algumas semanas.
Ao mesmo tempo fui 'emparedado' [paredão, reflexo desses realities shows nojentos] sob o questionamento de ser tão incisivo quanto ao governador paulista, José Serra (PSDB).
Explico: resido neste estado, nasci em sua capital e sinto-me na obrigação, no papel de jornalista diplomado [existem os que são 'dipromados' por liminar], em discordar de várias estripulias políticas a que os paulistas são submetidos desde 1994, sob a batuta do finado Mário Covas e assim até hoje.
São Paulo apequenou-se diante das hesitações politicas tucanas.
O exemplos mais recentes fiz questão de pinçá-los para ilustrar minha posição crítica -mas não ofensiva-, de se governar a 'locomotiva' do país. Se bobear a máquina terá que pagar pedágio para andar 'na linha'.
Pobres de nós, paulistas...
Vejamos:
20/05/200912/12/09
Compra de livro com palavrão vai ser punida, afirma Serra
Alguém soube da punição?
E as cartilhas com os 'Paraguais'?
27/10/2009
Livros escolares são achados no lixo em Ribeirão Preto (SP)
Como ficou?
12/12/2009
Governo de São Paulo não usa 45% de verba antienchente
Contingencia-se o dinheiro para obras, mas torra-se milhões em comerciais televisivos de dois minutos em horário nobre para o blá-blá-blá do 'cada vez melhor'.
Este comercial, postado no Youtube, dá dimensão o quanto é verdade o ditado: "Quem não conhece, compra."
Assista em
http://www.youtube.com/watch?v=RRXT8Xu25WQ
09/02/2010
Irritado com pergunta, Serra acusa TV de parcialidade
Assim é fácil, como fez o então governador Geraldo Alckmin (2001-2006), que deu as costas à imprensa em evento na Embraer em Gavião Peixoto (SP), recusando-se responder sobre a superlotação da cadeia masculina em Araraquara(SP). Parece cartilha.
11/02/2010
Serra abandona a privatização da Cesp
Dez longos anos para abandonar o que o PSDB mais gosta de fazer: privatizar. Sempre o fator indecisão.
Em um dia, uma decisão...
11/02/2010
Serra diz que voltará a limitar preço de CNH
No seguinte, o recuo: novamente o carimbo da hesitação.
18/03/2010
Nova rodovia no litoral norte de SP terá 8 túneis e 33 viadutos
Resta saber: quantos pedágios?
18/03/2010
Internos fazem três reféns em rebelião na Fundação Casa, em Campinas
Que poético! Era Febem; agora é Casa. Casa, da 'nona' Joana?
18/03/2010
Serra diz que texto da Câmara é "inaceitável"
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), chamou de "inaceitável" a divisão dos royalties aprovada na Câmara, embora não tenha criticado a distribuição por todos os Estados. Foi a primeira vez que ele se posicionou sobre o modelo de partilha da riqueza do pré-sal.
A primeira vez que se pronunciou. O assunto está em discussão há meses. Sua candidatura à presidência perdeu o timing há tempos; seu partido grita para acordar; Aécio se desinteressou e o eleitor notou isso desde que Dilma, Marina e Ciro saíram pelos quatro cantos do país em campanha (quase) aberta.
ÚItima pesquisa Ibope mostra que Serra despencou na intenção do eleitorado. É tarde.
09/02/2010
Irritação de Kassab com sujeira em piscinão disfarça má gestão, dizem especialistas
Kassab, irritado? E nós, paulistanos?
Flash back: Em 2005, Serra elegeu-se prefeito da capital com Kassab (DEM, do panetone Arruda), vice. Serra jurou que cumpriria seu mandato antes de pensar alçar voos mais altos.
Foi eleito governador em 2006, deixou Kassab no lugar, eleito prefeito em 2008.
Como disse hoje Macaco Simão, na Folha: "E tão dizendo que o Serra é um serráqueo. Terráqueo é que ele não é. Rarará!"
Há várias eleições minha justifico o voto.
Mantenho meu título eleitoral domiciliado aqui em São Paulo.
Ingenuamente, ao confeccionar meu título em 89 [não existia o voto facultativo ao menor e ficava pronto em 45 dias], declarei 'estudante' minha profissão.
Pronto. Fui convocado a trabalhar em minha seção de votação no dois turnos daquele pleito na condição de suplente.
Em 1990, já em Bauru e com eleições para governador marcadas, fui novamente 'agraciado' com o chamado.
Peguei uma declaração da Unesp e apresentei para pular fora dessa escravidão a que somos submetidos.
Nunca mais fui convocado. Ufa!
Assumo que votei e arrependi por diversas vezes. Amadurecemos e aprendemos com os erros: justifico e ponto.
Por isso sinto-me à vontade para disparar minha visão crítica a quem quer que seja, político A,B,C; partido X,Y,Z.
Assim explico em parte a cobrança recebida de um leitor há algumas semanas.
Ao mesmo tempo fui 'emparedado' [paredão, reflexo desses realities shows nojentos] sob o questionamento de ser tão incisivo quanto ao governador paulista, José Serra (PSDB).
Explico: resido neste estado, nasci em sua capital e sinto-me na obrigação, no papel de jornalista diplomado [existem os que são 'dipromados' por liminar], em discordar de várias estripulias políticas a que os paulistas são submetidos desde 1994, sob a batuta do finado Mário Covas e assim até hoje.
São Paulo apequenou-se diante das hesitações politicas tucanas.
O exemplos mais recentes fiz questão de pinçá-los para ilustrar minha posição crítica -mas não ofensiva-, de se governar a 'locomotiva' do país. Se bobear a máquina terá que pagar pedágio para andar 'na linha'.
Pobres de nós, paulistas...
Vejamos:
20/05/200912/12/09
Compra de livro com palavrão vai ser punida, afirma Serra
Alguém soube da punição?
E as cartilhas com os 'Paraguais'?
27/10/2009
Livros escolares são achados no lixo em Ribeirão Preto (SP)
Como ficou?
12/12/2009
Governo de São Paulo não usa 45% de verba antienchente
Contingencia-se o dinheiro para obras, mas torra-se milhões em comerciais televisivos de dois minutos em horário nobre para o blá-blá-blá do 'cada vez melhor'.
Este comercial, postado no Youtube, dá dimensão o quanto é verdade o ditado: "Quem não conhece, compra."
Assista em
http://www.youtube.com/watch?v=RRXT8Xu25WQ
09/02/2010
Irritado com pergunta, Serra acusa TV de parcialidade
Assim é fácil, como fez o então governador Geraldo Alckmin (2001-2006), que deu as costas à imprensa em evento na Embraer em Gavião Peixoto (SP), recusando-se responder sobre a superlotação da cadeia masculina em Araraquara(SP). Parece cartilha.
11/02/2010
Serra abandona a privatização da Cesp
Dez longos anos para abandonar o que o PSDB mais gosta de fazer: privatizar. Sempre o fator indecisão.
10/02/2010
Serra libera preço de curso para renovar CNHEm um dia, uma decisão...
11/02/2010
Serra diz que voltará a limitar preço de CNH
No seguinte, o recuo: novamente o carimbo da hesitação.
18/03/2010
Nova rodovia no litoral norte de SP terá 8 túneis e 33 viadutos
Resta saber: quantos pedágios?
18/03/2010
Internos fazem três reféns em rebelião na Fundação Casa, em Campinas
Que poético! Era Febem; agora é Casa. Casa, da 'nona' Joana?
18/03/2010
Serra diz que texto da Câmara é "inaceitável"
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), chamou de "inaceitável" a divisão dos royalties aprovada na Câmara, embora não tenha criticado a distribuição por todos os Estados. Foi a primeira vez que ele se posicionou sobre o modelo de partilha da riqueza do pré-sal.
A primeira vez que se pronunciou. O assunto está em discussão há meses. Sua candidatura à presidência perdeu o timing há tempos; seu partido grita para acordar; Aécio se desinteressou e o eleitor notou isso desde que Dilma, Marina e Ciro saíram pelos quatro cantos do país em campanha (quase) aberta.
ÚItima pesquisa Ibope mostra que Serra despencou na intenção do eleitorado. É tarde.
09/02/2010
Irritação de Kassab com sujeira em piscinão disfarça má gestão, dizem especialistas
Kassab, irritado? E nós, paulistanos?
Flash back: Em 2005, Serra elegeu-se prefeito da capital com Kassab (DEM, do panetone Arruda), vice. Serra jurou que cumpriria seu mandato antes de pensar alçar voos mais altos.
Foi eleito governador em 2006, deixou Kassab no lugar, eleito prefeito em 2008.
18/03/2010
Serra é hostilizado por manifestantes em inauguração de escola
O governador José Serra (PSDB) foi hostilizado ontem por manifestantes durante a inauguração de uma escola em Francisco Morato, na Grande SP. Na saída, o grupo lançou um ovo contra o carro de Serra.
Amanhã à tarde, a Apeoesp realiza assembleia na av. Paulista para decidir se os professores continuarão ou não a greve. O principal pedido dos grevistas é um reajuste salarial de 34,3%.
O governo de São Paulo diz que o movimento é político -em razão da provável candidatura de Serra-, e que apenas 1% dos professores aderiram à greve.
Todas paralisações são políticas, na visão dele.
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sábado, 6 de março de 2010
Renda(-se)! É um imposto ou impostor?
Acabo de enviar pela internet minha declaração de Imposto de Renda.
Como bom alemão, declarei meus iates, jatinhos, helicópteros, mansões, castelos, poços de petróleo, euros, dólares, ienes, libras esterlinas e reais (reais?) ao Fisco.
Nada como o prazer de contribuir para o progresso de meu país, sabedor dos [muito mais] devere$ que direitos a previdência social e demais serviços públicos pagos com valores justo$$$.
Isso porque vivo aqui, na Alemanha, onde vale a Lei de Gérson e pratica-se religiosamente o pagode, churrasquinho, cerveja, além da rapinagem de dinheiro público e corrupção. Política, em especial.
É o oposto do Brasil, onde tudo funciona e é motivo de vergonha familiar e prisão ser flagrado com propina.
Aqui na Deustchland sai em coluna social com manchete em letras garrafais (ou panetonianas): "Veja o estilo de vida de fulano, desfrutando sua piscina de dinheiro do povo".
Não reagimos, apenas (re)elegemos.
quarta-feira, 3 de março de 2010
INSZé
Ele mesmo: o Zé.
Zé é aquele funcionário público que trabalha. Só ele no seu departamento.
Anda sempre sobrecarregado, pois acumula o serviço de todos os outros que estão tomando café, ao telefone, jogando paciência (foto acima) ou fazendo as unhas.
Depois de cadastrar duas vezes a senha no INSS, corri o risco de invalidá-lo novamente, ao efetuar uma consulta sobre agendamento de perícia.
Depois de cadastrar duas vezes a senha no INSS, corri o risco de invalidá-lo novamente, ao efetuar uma consulta sobre agendamento de perícia.
Ao renovar a imagem das letras de verificação por quase dez vezes até torná-las legíveis, consegui ultrapassar a barreira e digitar a senha na página seguinte.
O aviso que surgiu em seguida foi: 'Impossível autenticar. Mais duas tentativas inválidas anulam a senha'.
Foi a mesma coisa da outra vez. Parei na primeira tentativa.
Parece proposital deixar um sistema acusar erro para provocar a anulação, obrigar o segurado ligar 135 e agendar data para novo cadastro de senha na agência.
Precisou do INSzé? Tenha paciência e nervos de aço. Quem está lá para atendê-lo não está preocupado. Nem um pouco.
Elimine a estabilidade no emprego e obrigue todo servidor público a mostrar produção mensal, sob pena de ser demitido sem blá blá blá.
Veja se não melhora. Na marra.
Na iniciativa privada a maioria desses funcionários não duraria uma semana.
Está na hora do brasileiro largar a mão de ser fã de BBB e começar a sacudir essa gente que decide nossos rumos de lá.
Ou seremos reféns eternos dessa máquina estatal.
Incorformar-se não basta. Eu luto para esse estado nojento das coisas mudar um dia.
Vamos brigar com vontade, saindo às ruas e empunhando a bandeira em defesa de nossos reais interesses, sofredores diários desse serviço público falido, sem interferências partidárias ou sindicais.
Saiba mais:
Homem morre na fila no INSS de Alagoas
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domingo, 28 de fevereiro de 2010
Timing e pesadelo
Uma das manchetes da Folha de SPaulo deste domingo (28/2):
Dilma cresce e já encosta em Serra
Datafolha dos dias 24 e 25 de fevereiro com 2623 pessoas em todo o país revela:
Serra(PSDB) 32%; Dilma(PT) 28%; Ciro (PSB)12%; Marina(PV) 8%;
-Já havia comentado aqui sobre a indecisão dos tucanos em apresentar seu candidato à Presidência (Serra ou Aécio).
- O timing (oportunidade, sensibilidade, sincronismo) de Serra, passou. Custará caro novamente ao PSDB. Foi assim em 2002 e em 2006 (Alckmin). É marca registrada do partido: ficar em cima do muro e tomar decisões tardias, igual ao filme Titanic, onde um dos botes salva-vidas titubeia em se aproximar dos náufragos e mais tarde muda da ideia para resgatá-los. Too late (tarde demais).
- O tucanato e os demos preferiram ficar na grita de campanha eleitoral antecipada e também tiveram que engolir um enorme 'não' do Tribunal Superior Eleitoral.
- Um dos fatores que pode ter impulsionado a subida de Dilma foi a repercussão negativa dos democratas envolvidos no escândalo do mensalão em Brasília e a prisão do governador José Roberto Arruda. O DEM é o antigo PFL, aliado de longos tempos do PSDB.
- Em São Paulo, especificamente, as enchentes e a inércia de Serra governador e Kassab prefeito [lembre-se que Serra foi eleito prefeito da capital com Kassab vice, enquanto Alckmin estava no Palácio dos Bandeirantes em 2005] para tomar decisões imediatas diante das tragédias também podem ter contribuído com o arranhão da imagem apontada nos números.
- Enquanto democratas e tucanos esquentam a moringa, Ciro ainda guarda na manga suas cartas e negocia posições junto a Lula.
- Marina Silva (PV), discretamente, marca sua presença pelos estados e pode ser uma grande surpresa. À la Heloísa Helena (PSOL), quem sabe...
Dilma cresce e já encosta em Serra
Datafolha dos dias 24 e 25 de fevereiro com 2623 pessoas em todo o país revela:
Serra(PSDB) 32%; Dilma(PT) 28%; Ciro (PSB)12%; Marina(PV) 8%;
-Já havia comentado aqui sobre a indecisão dos tucanos em apresentar seu candidato à Presidência (Serra ou Aécio).
- O timing (oportunidade, sensibilidade, sincronismo) de Serra, passou. Custará caro novamente ao PSDB. Foi assim em 2002 e em 2006 (Alckmin). É marca registrada do partido: ficar em cima do muro e tomar decisões tardias, igual ao filme Titanic, onde um dos botes salva-vidas titubeia em se aproximar dos náufragos e mais tarde muda da ideia para resgatá-los. Too late (tarde demais).
- O tucanato e os demos preferiram ficar na grita de campanha eleitoral antecipada e também tiveram que engolir um enorme 'não' do Tribunal Superior Eleitoral.
- Um dos fatores que pode ter impulsionado a subida de Dilma foi a repercussão negativa dos democratas envolvidos no escândalo do mensalão em Brasília e a prisão do governador José Roberto Arruda. O DEM é o antigo PFL, aliado de longos tempos do PSDB.
- Em São Paulo, especificamente, as enchentes e a inércia de Serra governador e Kassab prefeito [lembre-se que Serra foi eleito prefeito da capital com Kassab vice, enquanto Alckmin estava no Palácio dos Bandeirantes em 2005] para tomar decisões imediatas diante das tragédias também podem ter contribuído com o arranhão da imagem apontada nos números.
- Enquanto democratas e tucanos esquentam a moringa, Ciro ainda guarda na manga suas cartas e negocia posições junto a Lula.
- Marina Silva (PV), discretamente, marca sua presença pelos estados e pode ser uma grande surpresa. À la Heloísa Helena (PSOL), quem sabe...
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Estação Didi, Dedé, Mussum e Zacarias
Apenas o Diário de S.Paulo noticiou em sua edição de 29 de janeiro (http://www.diariosp.com.br/Noticias/Dia-a-dia/460/Metro+%91troca+as+bolas%92+nas+estacoes) a trapalhada do Metrô gerenciado pelo governo paulista -que inaugura até março a estação Paulista da nova linha 4-, a mesma que desmoronou na pressa eleitoral da escavação da estação Pinheiros em 2007 e matou quase dez pessoas.
A nova estação fica na rua da Consolação, a poucos metros da... avenida Paulista, que abriga há 15 anos a estação... Consolação da linha verde (!).
A sumidade que nomeou a estação estava tão eufórico em trabalhar por você que não percebeu o imbróglio que jogará o passageiro desavisado: PAULISTA na Consolação e CONSOLAÇÃO na Paulista.
Pouco importa, afinal, São Paulo está cada vez melhor.
As próximas estações serão Didi, Dedé, Mussum e Zacarias.
Encerrando:
A imagem de São Paulo no país chegou ao ponto de um comerciante colocar o seguinte aviso em seu estabelecimento: "Fiado só quando o Rodoanel ficar pronto".
Cada vez melhor?
São Paulo: apenas 55 estações de metrô, 61 km de linhas
Cidade do México: 175 estações, extensão três vezes maior
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terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Detento vota?
- Google ameaça encerrar as operações comerciais na China, que responde por 30% do faturamento da empresa. A alegação é censura pesada e a ação de hackers a mando do governo chinês em contas do Gmail pertencentes a ativistas de direitos humanos. O Google enfrenta também um concorrente loca, na verdade uma cópia do buscador americano: o baidu.
A China produz algum produto legítimo, 100% desenvolvido lá?
A China produz algum produto legítimo, 100% desenvolvido lá?
- Só faltava essa: o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve abrir votação aos ministros da Casa para decidir a instalação de urnas eletrônicas em presídios.150 mil presos estariam aptos a exercer o direito ao voto.
Para que presídio, então? Vivemos presos em nossas casas e eles podem votar com a urna chegando até eles?
sábado, 12 de dezembro de 2009
Vitrine eleitoral
Os reflexos da enchente provocada pela chuva que paralisou (mais uma vez) a capital paulista ainda são percebidos nesta sexta (11) em bairros como o Jardim Pantanal, ainda sob as águas do dia 8.
Renata Lo Prete, no ‘Painel’ da Folha desta quinta (10), resumiu claramente como o governo estadual trata a revitalização do rio Tietê:
Timing. Jornal do Metrô circula com propaganda do governo de SP que cita o Tietê, cujo transbordamento isolou a capital anteontem, como exemplo do trabalho de despoluição realizado pela administração. Texto: "Antes, tinha sujeira para todo lado. Agora, tem córrego limpo".
Renata Lo Prete, no ‘Painel’ da Folha desta quinta (10), resumiu claramente como o governo estadual trata a revitalização do rio Tietê:
Timing. Jornal do Metrô circula com propaganda do governo de SP que cita o Tietê, cujo transbordamento isolou a capital anteontem, como exemplo do trabalho de despoluição realizado pela administração. Texto: "Antes, tinha sujeira para todo lado. Agora, tem córrego limpo".
Não é preciso ser especialista em urbanismo e perceber o abismo entre a realidade dos fatos e a irônica propaganda veiculada aos quatro cantos com nosso dinheiro. É caso para o Conar.
As imagens que fiz quando chegava de Araraquara (SP) falam por si.
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sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Destempero
"Eu comemoro que ele tenha finalmente notado que eu existo. Pois eu, normalmente, só percebo a existência dele por meio do coisa, que não é ele, é um ectoplasma."
Já o ministro da Cultura Juca Ferreira, pressionado por uma repórter sobre a distribuição de um panfleto indicando o voto em uma lista de 250 deputados que apoiam os projetos do ministério, soltou essa:
“Meu pinto, meu coração, meu estômago e meu cérebro é [sic] uma linha só. Não sou um cara fragmentado, entendeu?”
Nos dois casos, declarações emocionais. É aí que mora o perigo. Pessoas públicas devem ter mais frieza ao se encontrarem cercados pela imprensa.
Outro caso recente de destempero foi do governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), sobre o ministro do meio ambiente, Carlos Minc:
"É veado e fuma maconha[...] Se ele viesse [a Mato Grosso do Sul], eu ia correr atrás dele e estuprá-lo em praça pública".
E o ministro:
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Acidente e festa no metrô
Dois exemplos servem para refletir como a pressa eleitoral prejudica o serviço público e o interesse maior da população, cansada de promessas e discursos, mas sempre pagando a conta: um acidente no metrô paulistano e a festa de lançamento de uma obra da companhia.
O primeiro caso ocorreu terça-feira (24), estava sob sigilo e vazou para a imprensa. Um funcionário ficou ferido no choque de dois trens entre as estações Ana Rosa e Vila Mariana.
O outro, uma solenidade de construção de uma nova linha no Parque São Lucas, com banda de música e apresentação de video. Detalhe: a licitação não terminou.
Pagamos a festa e não tem metrô. Nem obra. Os trens acidentados foram levados para manutenção.
A nota do Metrô, ao estilo tucano, fala em ‘abalroamento’, envolveu vagões novos, com danos leves, bem como os ferimentos no funcionário.
Esta linha foi inaugurada em 1974 e nunca teve a frota renovada.
A correria em arrumar o salão para o baile de gala faz ruir o lustre e desabar vigas. O que mais?
O primeiro caso ocorreu terça-feira (24), estava sob sigilo e vazou para a imprensa. Um funcionário ficou ferido no choque de dois trens entre as estações Ana Rosa e Vila Mariana.
O outro, uma solenidade de construção de uma nova linha no Parque São Lucas, com banda de música e apresentação de video. Detalhe: a licitação não terminou.
Pagamos a festa e não tem metrô. Nem obra. Os trens acidentados foram levados para manutenção.
A nota do Metrô, ao estilo tucano, fala em ‘abalroamento’, envolveu vagões novos, com danos leves, bem como os ferimentos no funcionário.
Esta linha foi inaugurada em 1974 e nunca teve a frota renovada.
A correria em arrumar o salão para o baile de gala faz ruir o lustre e desabar vigas. O que mais?
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