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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Pauluição



Imagens feitas por mim no Bosque da Saúde na tarde desta segunda (26/04) às 17h e 18h, evidenciam a poluição que paira sobre a capital paulista.
Mas o que dizer sobre a fuligem da queimada de cana e urbana em Araraquara (SP)?

Abadiânia
Termino de escrever sobre Abadiânia (GO) amanhã (27/04) e posto material por aqui, mas as fotos da cirurgia espiritual com João de Deus já estão no Orkut.
Antecipo: foi uma experiência única.




sexta-feira, 23 de abril de 2010

Abadiânia, incrível

Cheguei no final da tarde em Araraquara, vindo de Abadiânia (GO).
Estou bastante cansado, mas feliz com a cirurgia espiritual na Casa de Dom Inácio.
Amanhã postarei algo sobre minha experiência.
Até.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Episódios estranhos

Usei aparelhos ortodônticos durante minha infância para correção da mordedura. Ao mesmo tempo, comecei um tratamento de fonoaudiologia.
Era uma clínica instalada na Vila Mariana em São Paulo (SP), um antigo e enorme sobrado de esquina reformado.
Minhas sessões com a fonoaudióloga aconteciam três vezes por semana.
Lembro-me do lugar: o pé direito do antigo imóvel havia sido transformado em recepção e espera. As amplas salas de estar e jantar deram espaço a divisórias eucatex para algumas salas de fono, assim como o corredor que terminava em uma grande cozinha.
Um enorme hall ficava no topo da escada, com acesso a três suítes, um quarto e um banheiro, enormes.
Este espaço me intimidava.
Meu tratamento começou em uma das salas ao lado da recepção. Em determinada sessão, a fono foi transferida ao andar superior, no antigo quarto de hóspedes, adaptada aos pacientes.
Cada sessão durava cerca de uma hora.
Na metade de uma delas, pedi para ir ao banheiro.
Como não era suíte, perguntei qual a porta do banheiro antes de sair até o hall.
Segunda porta à esquerda, disse minha fonoaudióloga.
Vi a porta entreaberta. Por educação, aproximei e dei três batidas leves. Nada. Bati novamente.
-"Tem alguém aí?", perguntei.
"Não!" foi a resposta de uma voz gutural, assustadora.
Saí correndo de volta à sala, chorando.
A fonoaudióloga quis saber o que havia acontecido.
Contei. Ela quis me tranquilizar. Não teve jeito.
Mesmo pegando em minha mão direita e mostrando que não havia ninguém ao empurrar a porta do banheiro e mostrar que as suítes estavam todas trancadas, não houve solução.
Nem banheiro, nem xixi, nem o resto da sessão. Só soluço.
Ela desceu comigo e explicou [ou tentou] à minha mãe o ocorrido.
Aquela casa me dava arrepios toda vez que entrava. Desde o primeiro dia.
Tinha oito ou nove anos.

No jornal, outro evento bizarro.
Em uma reportagem no Parque Pinheirinho em Araraquara (SP), um fato inusitado atrapalhou a conclusão da matéria.
Estava ao lado de uma lagoa onde uma criança havia se afogado no final de semana.
Era segunda-feira. Os bombeiros estavam no local.
Ao iniciar a transmissão pelo rádio da unidade móvel, fiz um breve apanhado do registro policial. O nome da vítima, idade, onde residia etc.
Depois de conversar rapidamente com um dos bombeiros envolvidos nas buscas do corpo do menino, passei a entrevistar um dos familiares.
No momento em que ele começou a falar, o barulho de alguém serrando um cano de ferro entrou subitamente no ar, a ponto de encobrir o que ele falava.
Do estúdio, José Carlos Magdalena -âncora do jornal-,  interveio para perguntar quem estava serrando um cano perto de mim, prejudicando nossa transmissão.
Quando Magdalena começou a falar, o 'serrote' parou.
Expliquei que não havia ninguém executando serviço de serralheria nas proximidades e retomei minhas perguntas ao pai do garoto afogado.
Ao começar a responder, o barulho do serrote recomeçou no ar, mais agudo ainda.
Magdalena parou novamente a entrevista [o barulho parou de novo] e desta vez foi mais incisivo:" Álvaro, tem certeza  que não há ninguém por perto com um serrote fazendo isso?"
-"Magdalena, ao meu lado estão os bombeiros se preparando para entrar na lagoa e o pai do menino. Ninguém mais", respondi.
"Então conclua sua reportagem, por favor", disse.
Minha última pergunta ao pai do menino foi ao ar sem interferências, mas assim que ele começou a responder, o serrote no cano de ferro voltou tão estridente como da vez anterior.
Sem chance. Tive que desistir. Devolvi a bola ao estúdio.
Até hoje não consigo encontrar explicação para a voz assombrada que escutei do banheiro e como aquele ruído de um serrote avançando sem dó em um cano de ferro entrou limpinho no ar, sem causar qualquer tipo de falha na transmissão da unidade móvel ao estúdio.
Quando alguns radioamadores encontram a frequência da nossa unidade móvel é fácil, com um rádiocomunicador, interferir nas transmissões, mas percebe-se o chiado de entrada e saída dessas intervenções.
No caso do Parque Pinheirinho o barulho do serrote era limpo, sem 'picotes' de entrada e saída de interferência, causando a impressão que alguma pessoa estava a cinco metros de mim, levando tudo ao ar.

sábado, 10 de abril de 2010

Chico Xavier

Noite fria de sexta-feira (09/04) em Araraquara.
Uma semana após a estreia, Rosi e eu decidimos assistir ao filme sobre Chico Xavier, que leva o mesmo nome.

Filme nacional: cáca? Em termos...
O cinema brasileiro sempre foi marcado, em minha memória, pela baixa qualidade de suas produções. De um  Mazzaropi, passando pelos Trapalhões, Xuxa, Dona Flor E Seus Dois Maridos às pornôchanchadas com Helena Ramos, Matilde Mastrangi, Nuno Leal Maia, tudo muito mambembe.
Melhorou nos últimos 15 anos? A entrada das Organizações Globo na área enriqueceu e elevou o nível dos filmes, atraindo um público que sempre torceu o nariz aos filmes tabajaras. Incluo-me no time. Há boas produções, mas muita porcaria ainda insiste invadir as telonas e ludibriar o público.
Só um marciano para achar que 'Xuxa e o mistério de Feiurinha' é um filme magnífico.
Tropa de Elite é um exemplo a ser festejado. Chico Xavier cumpre seu papel de mais novo blockbuster (estouro de bilheteria, arrasa-quarteirão).
Baseado no livro 'As vidas de Chico Xavier', de Marcel Souto Maior, o filme conta com estrelas de primeira grandeza e teve o mérito de encontrar atores com feições semelhantes às de Chico em suas várias fases retratadas.
Vale a pena.

Religiosidade
Sou suspeito para tecer qualquer comentário a respeito do filme e Chico Xavier, pois deixei o catolicismo há muitos anos, depois da primeira cirurgia (2002).
Os escabrosos casos de pedofilia, o incompreensível celibato, a temeridade a Deus, os dogmas e muitas perguntas sem respostas lógicas abriram o caminho da mudança, sempre respeitando quem ainda segue e pratica a fé católica.
Vez por outra assisto missa dominical da igreja católica, minha formação familiar [algo parecido como relembrar tempos de infância].

Seicho-No-Ie
Também assimilei muitos ensinamentos em contato com a seita Seicho-No-Ie, pois meu avô materno seguia e era preletor de uma das unidades na capital paulista.
Antes que me perguntem, não tenho parentesco com o fundador da seita, Massaharu Taniguchi, apesar do sobrenome idêntico.

Umbanda e descarrego
Em uma ocasião, quando criança, acompanhei uma sessão mediúnica mais voltada à umbanda, inclusive recebendo 'passe' com baforadas de cigarro pelo corpo.
Após o término fui perguntar à médium onde ela ficava quando incorporava um espírito. Isso aos dez anos...
Já adulto, conheci, pelos idos de 1994, o banho de descarrego [creio que seja isso] de Pai Sílvio em Araraquara (SP), utilizando pipoca, canjica, pétalas de flores e sal grosso.

Kardecismo
Já no início deste século o contato semanal com o kardecismo se intensificou aos sábados, quando o professor Ruy Gibim fazia uso de seus cinco minutos para responder questionamanentos a respeito do espiritismo nos instantes finais do jornal [que também era levado ao ar aos sábados].
Após a primeira cirurgia, uma brain storm (tempestade cerebral, o tal flash que nos dá em momentos criativos ou de inspiração) me direcionou de vez ao kardecismo, mas não nego minhas raízes católicas. Já fiz tratamento espiritual.
Respeito a religião, o credo (ou a descrença) de cada um. Convicções a respeito disso são personalíssimas e não é minha intenção doutrinar ninguém, fique bem claro.
Apenas considero-me ecumênico para falar com Deus. Quando faço, prefiro o silêncio, tal qual em 'Se Eu Quiser Falar Com Deus', de Gilberto Gil.