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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Rápidas & Ácidas

- Nem bem retorno a Araraquara (SP) e ligo a tv no primeiro telejornal regional. Uma das manchetes é sobre o furto de pés de alface e mandioca em Santa Cruz das Palmeiras.
- Em outro, a abertura do noticioso avisa: "Atenção emissoras que monitoram nosso sistema de comunicação", seguida de uma contagem regressiva.
Quem monitoraria uma afiliada que sequer dá a mínima para a macrorregião, a não ser o próprio umbiguinho em Ribeirão Preto?
Numa semana, início da safra de batata e os preparativos da festa do milho em um distrito como notícia importantíssima para 40 cidades de uma região.
Hoje, matérias sobre furto de pés de alface e mandioca. Além, é claro, a vinheta do monitoramento.
A imprensa regional precisa parar com essa pasmaceira e dar um basta nessa megalomania.
Afinal, se fossem emissoras que não vivessem à sombra de uma geradora na capital paulista ou carioca, esturricariam pela falta de visão e criatividade.
Surpreende a TVM (TV Matão), que abrange sua cidade e consegue dar conta do recado: é local e ponto.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Galinha e galinhada


Se todo jornalista é chato,
galinha serve para...
No cinema era Kramer versus Kramer.
Este seria Galinha versus Galinhada?

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Cybertúmulo


Na última viagem entre São Paulo e Araraquara, uma passageira, mãe de um menino de seis anos, saía do banheiro do ônibus , quando ouviu a seguinte pergunta do garoto:
-"Mãe, olha lá! É alí que o vô, pai do papai está! Não é, mãe?", apontando o dedo para o interior do cemitério de São Carlos, trajeto entre a estrada e o terminal rodoviário.
Não sei se a intenção dela era sentar-se logo ou não queria estender conversa sobre a curiosidade do filho, mas apressou-se em conduzi-lo pelo braço através do corredor: "Vem, filho", sem deixá-lo parar no corredor para esticar o olhar curioso sobre a última morada de todos nós.
Quando era criança e passava alguns dias na casa de uns primos, ficava intrigado ao ver que eles moravam próximos ao cemitério da Vila Mariana em São Paulo (SP).
À noite, da janela de um dos quartos, jurava que conseguia enxergar luzes piscando dos túmulos.
Velas deixadas acesas pelos últimos visitantes no final da tarde, muito provável fosse isso.
Mas na minha visão infantil, poderia ser alguém querendo me dizer algo.
Imagino o que aquele menino possa ter pensado naquele momento em que passamos ao lado do cemitério da capital da tecnologia. Cybertúmulo?

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

E o Ricoy?


Todas vezes que se entra em São Carlos, é inevitável o questionamento ao deparar com uma das duas lojas do extino Supermercado Gimenes terem sido reinauguradas com a bandeira Carrefour Bairro em tão pouco tempo.
A imagem da esquerda foi feita sábado (3/10) e da direita no início de maio, em frente à loja Ricoy do Cambuci.
A diferença é que em São Carlos tudo andou rápido, juntamente com as lojas que o Carrefour adquiriu na região.
Curiosamente, a Folha de S.Paulo publicou ontem uma matéria em seu caderno Ribeirão sobre a reinvasão de grandes grupos supermercadistas no interior.
E o Ricoy de Araraquara? Quando abre suas portas?
E aquele espaço comercial que foi ocupado pelas Americanas e pelo Paulistão?
E o do Jaraguá?
E o imóvel que o Savegnago adquiriu e demoliu na Via Expressa com a Sete de Setembro.
Araraquara, neste ponto, dorme demais...