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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Cada vez melhor e erótico

É a cara do governo que fez tanta propaganda do 'cada vez melhor':
http://www.abril.com.br/noticias/brasil/livro-distribuido-alunos-sp-indica-site-conteudo-porno-596408.shtml
Livro distribuído para alunos em SP indica site com conteúdo pornô



Livros didáticos de inglês distribuídos para 645 mil alunos de quatro mil escolas do Estado de São Paulo na faixa dos 15 anos indicam o endereço de um site com imagens de mulheres nuas. Segundo o jornal “Folha de S.Paulo”, a distribuição foi feita pela Secretaria da Educação, que afirma que o conteúdo do endereço na internet mudou.

Ainda segundo a “Folha”, o site www.newsonline.com foi sugerido como atividade de aprofundamento para alunos do primeiro ano do ensino médio, por conter “links para jornais estrangeiros”.
No entanto, ao ser acessado, o internauta é encaminhado para o endereço da Naked News Anchors, em que apresentadoras leem notícias enquanto tiram peças de roupa. O conteúdo do site é restrito a assinantes, mas há um vídeo promocional gratuito e é possível obter o serviço sem qualquer custo por três dias, bastando ter cartão de crédito.
Procurada pelo jornal a Naked News disse que o domínio sugerido no livro é de um parceiro pago para redirecionar usuários para o site. A secretaria afirmou que descobriu o problema na última semana e já acionou o Ministério Público para retirar o endereço do ar.
Não bastasse os livros com dois Paraguais, palavrões, a progressão continuada e outras aberrações que São Paulo viveu desde 1994, querem mais quatro anos...
Paulista não merece isso.
A grande imprensa se calou diante do descalabro, limitando-se a uma nota.



segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Yakitori


Parece que foi ontem.
Domingo, 11 e pouco da manhã saímos de casa para buscar uma encomenda na Rua Galvão Bueno no bairro da Liberdade, reduto da colônia japonesa na capital paulista.
O lugar existe até hoje, é tocado pela mesma família com a qualidade e simplicidade que via dos meus tempos de menino, maravilhado com aquele forno giratório de frangos e aquele aroma inconfundível, as tesouras de corte para pedaços menores e o mesmo tempero caseiro, sem esse colorau horrível que insistem em utilizar pelos lados do Cambuci/Aclimação em algumas rotisseries. Em Araraquara (SP) nenhuma rotisserie oferta o frango assado cortado em pedaços, infelizmente.
Trata-se da rotisserie e avícola Yakitori, que em japonês nada mais é que o espetinho de frango grelhado na chapa, com cebola, pimentão e bacon.
A casa oferece vários acompanhamentos, além de carnes frescas.
O forte é o frango assado aos domingos.
É prudente reservar na véspera e ir com certa paciência para estacionar o carro, pois a região concentra movimento intenso em função da feira de artesanato na Praça da Liberdade, além de outros restaurantes típicos.
Yakitori Rotisserie e Avícola
Rua Galvão Bueno, 571, próximo ao Bunkyo, quase esquina com a Rua São Joaquim
(11)32083522

sábado, 11 de setembro de 2010

Pota pota


De tempos em tempos somos a surpreendidos com alguma novidade dos lados da Liberdade, reduto tradicional da colônia japonesa.
Mas quem me alertou a respeito de uma iguaria chamada pota pota foi uma colega de jornalismo, colaboradora da Gazeta de Américo Brasiliense (a 280km de São Paulo). Adriana Nagazako perguntou se conhecia esse biscoito 'viciante'. Nunca ouvi falar, mas quando se trata destas novidades, um desses p acotes chegou às minhas mãos.
Na embalagem a figura simpática de uma ôbátchan (avó, em japonês), com sua xícara de chá.
São três biscoitos em cada embalagem. Trata-se de 150 gramas de galetas de arroz que viraram febre da noite para o dia.
Experimentei dois biscoitos. Lembrou-me ôkaki, semelhante, porém mais duro de se mastigar.
Na barraca de um feirante que comercializa produtos orientais às sextas-feiras na Aclimação o pota pota estava em promoção: oito reais cada pacote.
Nas lojas do bairro oriental encontra-se variedade, outras marcas e preços idem.
Nada extraordinário ao meu paladar.
Prefiro castanha-de-caju salgada para distrair. Essa é nossa.
Fica a dica.


quarta-feira, 16 de junho de 2010

Abadiânia, revisão

Cheguei agora há pouco de São Paulo (início da noite).
Amanhã cedo (16) viajo para Abadiânia (GO) para a revisão da cirurgia espiritual, uma espécie de 'retorno' médico, porém um pouco diferente.
Fui procurado semana passada por um carioca que, nas suas buscas na internet, chegou ao telefone do jornal. Até mim, em consequência do contato.
Perguntava-me sobre quimioterapia para sua filha de 30 anos, portadora do mesmo glioblastoma multiforme IV que o meu, porém recidivado em 2009, após cirurgia em 2007.
Contou-me que somente o Temodal não surtiu efeito e que iniciariam uma nova etapa com aplicações de Avastin e CPT 11.
Mas ele estava com dúvidas sobre o tratamento.
Expliquei sobre os períodos de descanso e a dedicação para conseguir os medicamentos -a maioria via judicial-, infelizmente.
Citei o que passei até chegar ao final do tratamento, encorajando-o inclusive a consultá-la com o oncologista que cuidou de mim.
Demonstrou especial interesse em viajar até São Paulo para nova avaliação médica.
Passei todas informações, número de telefone inclusive.
Penso da seguinte maneira: todas possibilidades a que tive acesso foram utilizadas: quimio oral (Temodal), injetável (Avastin) e radiocirurgia estereotáxica.
Fico abismado em perceber a hesitação de alguns médicos em adotar apenas o protocolo, abrindo mão de outros caminhos para debelar o GBM.
Minha mãe ouviu, dia desses -na CBN-, a entrevista de um oncologista que esteve no congresso anual de oncologia, em que foram apresentados estudos de diversos ramos de tratamento de câncer.
Coincidiu com o que ouvi hoje de meu oncologista (que também participou do evento em Chicago): a maioria dos estudos era sobre câncer de pulmão, com dados negativos em suas conclusões iniciais. Uma pena.
O que me conforta é saber que houve alguns avanços no tratamento de tumores cerebrais, como a ideia de se estudar o DNA do GBM. E quem sabe, abrir caminhos para sua cura no futuro.
Acima de tudo, minha ressonância com espectro e perfusão de 9 de junho, na comparação com abril e março, não mostra mudanças significativas.
"Apenas uma pequena massa residual de baixo risco, não captada no contraste das imagens", disse o oncologista.
Na segunda (14), o neurocirurgião analisou as imagens e não detectou alterações, permanecendo apenas os picos de colina, mas sem capilarização ou neoangiongenese (formação de novas células tumorais). Ótimo.
Ao final da consulta de hoje, comentei com o oncologista sobre minha viagem a Abadiânia nesta quarta (16).
Expliquei-lhe o motivo da viagem e ele resumiu: o que importa é atingirmos o objetivo esperado, sem nos atermos muito àquilo que nos carregou ao resultado positivo.
Para mim, foi uma conjunção de fatores: bons médicos (amam o que fazem, atualizam-se sempre), medicamentos de ponta (que a população em geral deveria ter acesso, sem recorrer à justiça e ainda ouvir uma negativa) e a sintonia com algo muito maior, que provém de nós mesmos.
Vai ser corrido. Mas vai valer a pena.
Magdalena, não tenho palavras para agradecer.
Posso retribuir com muita dedicação ao jornalismo crítico e minha orientação para quem quer que necessite dela.
Abadiânia me atrai não sei por quê.
Até a volta.

domingo, 13 de junho de 2010

Gam...(biarra)


Sexta-feira (11/6), Unidade Básica de Saúde do Cambuci, São Paulo (SP):
Minutos antes de descobrir que reforço de dose de vacina adulto não se antecipa um só dia (venceu sábado, 12), estava de olho nas instalações do posto de saúde municipal do bairro onde nasci e cresci.
Cliquei.
Gambiarra ou não?

Por que fazer bem feito uma só vez se o serviço público pode fazer porcamente dez vezes?
E num lugar que se trata a saúde humana, em meio às crianças que também aguardavam o momento da vacinação, o que é pior...
Mandei um email ao Diário de SPaulo sobre o assunto.
Na visão de editorialista de um jornal popular, escrafuncharia as condições de instalação de algumas UBS da capital numa grande reportagem, digna de capa.
Quem sou eu, um jornalista que atua no interior paulista...

Erundina 88

Estava no segundo ano do colegial (atual ensino médio) e não havia voto facultativo para menores de 18 anos, urna eletrônica, muito menos o segundo turno.
Lembro-me que a então petista Luiza Erundina (hoje deputada federal no PSB-SP) foi a zebra das eleições municipais daquele ano em Sampa.
As pesquisas de intenção de voto apontavam como favorito Paulo Maluf (ex-PDS, hoje deputado federal pelo PP-SP), seguido de João Leiva (PMDB, falecido em 2000 aos 65 anos) e o tucano José Serra no recém-criado PSDB, uma dissidência do PMDB de Fernando Henrique e Ulisses Guimarães.
De repente a surpresa: Luiza Erundina, em quarto lugar nessas pesquisas duvidosas, deixou seus oponentes comendo poeira e foi eleita prefeita da capital paulista.
Os institutos de pesquisa não souberam (até hoje) explicar o que houve.
Os anos passam e parece que a história quer se repetir. Temos empatados Serra e Dilma (PT) em todos levantamentos feitos até agora.
Lá atrás figura Marina Silva (PV), no espelho retrovisor dos oponentes.
A única mudança é que temos voto eletrônico, facultativo e dois turnos, que nos dá trabalho em dobro.
Para mim, que justifico o voto, tanto o faz.
Vença quem vencer, que tenha vergonha na cara e leve as coisas mais a sério.
Tanto no Executivo como Legislativo.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Salsisôm, camálôn,né?

Primeiro de maio, sábado.
Sem nada para fazer, minha amiga Paula chamou para dar uma volta na Liberdade.
Na verdade, era um pretexto para comer pastel no Yoka (Rua dos Estudantes, 37, 11 3207 1795).
Fiquei intrigado ao descobrir no site http://www.yoka.com.br/ um tal pastel japonês, que leva tofu (queijo de soja), kamaboko (massa de peixe), shitake (cogumelo asiático) e cebolinha.
Achei estranha aquela composição com jeito de invenção, assim como inventaram os sushis de atum (passável) e manga (não dá!).
Mas, vamos lá.
O lugar é pequeno e vive lotado.
Paula pediu um bolinho de bacalhau e um pastel de palmito.
Arrisquei o tal 'pastel japonês'.
Meu avô materno teve, por muitas décadas, um bar e lanchonete a algumas quadras dali. Havia o pastel de carne, queijo, palmito, o especial, a esfirra de carne e os doces japoneses que produziam. Nada parecido com o que se vê por aí, com trocentos tipos de pastéis.
Antes de anotar meu pedido na comanda, perguntei à balconista se a iguaria diferente tinha bastante saída.
Respondeu que sim e foi fácil comprovar ao redor.
Havia três pessoas devorando seus pastéis de tofu.
Ainda desconfiado, esperei aqueles minutos como quem vai abrir um presente.
Nosso pedido chegou.
Ao dar a primeira mordida, a decepção: não tinha sabor de nada.
O tofu não estava temperado e não conseguia entender o que estava mastigando: kamaboko, tofu, shiitake?
Só tinha certeza dos anéis de cebolinha.
Acabei por ficar com metade do pastel de palmito que a Paula lutava para comer depois de um bolinho de bacalhau.
O Yoka é muito bom, mas essa invenção do pastel japonês não desceu legal...
Depois dessa experiência, só mesmo essa foto que fiz em seguida na feirinha da Liberdade, numa barraca de espetinhos.
Lá, Paula pediu um espetinho de camarão e ouviu de minha conterrânea a pergunta:"Camálôn, né?"
Melhor camálôn que salsi'S'ão.

Conheci ontem (09/05) o Paxtel 9 (com x mesmo) na José Maria Lisboa, 757, esquina com a Nove de Julho, 11 3884-8942.
São pastéis de 30 centímetros. Vale por uma refeição e dá para duas pessoas tranquilamente. Dica: pastel de palmito.
Tanto o Yoka como o Paxtel 9 valem a pena.
Boa semana!

sábado, 1 de maio de 2010

Oscilação de incompetência

- Manchete do caderno Cotidiano da Folha de SPaulo neste primeiro de maio: [http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u728784.shtml]:
Homicídios crescem 23% em São Paulo
ROGÉRIO PAGNAN

AFONSO BENITES
EVANDRO SPINELLI
da Reportagem Local
A cidade de São Paulo está mais violenta. Após nove anos em queda, a capital paulista voltou a enfrentar um aumento do número de homicídios no primeiro trimestre do ano em comparação com o mesmo período de 2009.

O crescimento, de 23%, surpreendeu o governo. No total, foram mortas 376 pessoas nesse período --mais de quatro por dia. Foram 1.224 homicídios em todo o Estado --alta de 7%.
Na tarde de ontem (30), a cúpula da Segurança Pública esteve reunida em torno dos números. Ninguém, porém, apresentou-se para comentá-los. O governo classificou o crescimento como uma oscilação.
No início do ano, José Serra (PSDB), que deixou o governo para disputar a Presidência da República, atribuiu o crescimento dos assassinatos no Estado em 2009 ao desemprego e à crise econômica.
Para o sociólogo José dos Reis Santos Filho, coordenador do Núcleo de Estudos sobre Violência e Políticas Alternativas da Unesp, os números apontam a necessidade de investigar mais homicídios e mostrar que há punição.
"Talvez o criminoso passe a avaliar que o custo benefício de se cometer um assassinato não valha a pena", avalia.

Já o advogado criminalista Roberto Delmanto Júnior, da Associação Internacional de Direito Penal, vê no aumento dos homicídios um recado para que o governo comece a repensar sua política de Segurança Pública. "Esse aumento é tão expressivo que não dá para atribuí-lo a problemas sociais."

Antes era a crise e o desemprego. Agora é oscilação.
Deixa a oscilação saber disso.
Desgoverno e incompetência mudaram de nome.
Pior que os três repórteres incumbidos da missão jornalística vão ouvir sempre a palavra de um estudioso da violência, sem nunca apresentar uma proposta para o problema. Estudam e não conseguem passar de ano, mas são ouvidos como entidades divinas por esta grande imprensa nauseante.
Mais próximo da realidade é o criminalista, com diversas ressalvas.
E mais fácil ainda é escrever matéria para jornal em cima de números. É o que chamam de jornalismo investigativo [entrei num curso sobre o tema pensando em sair a campo para ouvir pessoas e conhecer novos lugares -o que faço há mais de dez anos-, mas o conceito dos letrados em jornalismo investigativo é outro: debruçar sobre planilhas disponíveis na internet e vomitar reportagens sem nunca ter pisado na periferia ou sentir o cheiro de gente sofrida. Senti-me lesado ao desembolsar 80 reais à época para ficar plantado na frente do computador usando Excel, manipulando números a favor deste ou daquele lado. Escroto, no mínimo].
É muita apalpação para uma questão que precisa de chumbo de encontro: leis mais agressivas, polícias mais bem equipadas e remuneradas, com autonomia para 'derrubar' quem efetivamente enfrente a autoridade constituída.
E claro: prisão perpétua em uma mina de enxofre para presos condenados por crimes bárbaros [estupradores, pedófilos, homicidas, latrocidas e traficantes de drogas] a 500, 600 anos de prisão e pena de morte para criminosos de colarinho branco.
Mahmoud Ahmadinejad [presidente do Irã] é louco ou somos nós os grandes 'bundões' nessa história de país tropical?

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Pauluição



Imagens feitas por mim no Bosque da Saúde na tarde desta segunda (26/04) às 17h e 18h, evidenciam a poluição que paira sobre a capital paulista.
Mas o que dizer sobre a fuligem da queimada de cana e urbana em Araraquara (SP)?

Abadiânia
Termino de escrever sobre Abadiânia (GO) amanhã (27/04) e posto material por aqui, mas as fotos da cirurgia espiritual com João de Deus já estão no Orkut.
Antecipo: foi uma experiência única.




domingo, 11 de abril de 2010

Sushi

Sushi faz bem.

Matéria publicada na Folha de SPaulo, em 09/0/2009, na página Ciência:

Bactéria ajuda japonês a digerir sushi melhor do que ocidental
Micróbio em estômago de nipônicos permite extrair mais nutrientes de alga


RICARDO BONALUME NETO
DA REPORTAGEM LOCAL

Cia. Oriental, Liberdade, SP (18/02/10)

A alga marinha que envolve o sushi pode ser igualmente saborosa para um japonês ou um ocidental. Mas o nipônico vai retirar muito mais nutrição dela do que qualquer outro ser humano. Centenas de anos de consumo de algas marinhas alteraram o organismo dos japoneses a ponto de facilitar a digestão desse ingrediente.
As responsáveis foram agora identificadas por uma equipe de pesquisadores na França: bactérias do intestino que adquiriram genes comuns em suas primas que vivem nos oceanos. Os genes são a receita para a produção de enzimas que facilitam a digestão das algas pelas bactérias -no mar ou na barriga de um japonês.
Os trilhões de bactérias presentes no intestino são os amigos mais próximos e mais úteis dos seres humanos. Como lembra o grupo de Mirjam Czjzek, da Universidade de Paris 6, em um artigo na edição de hoje da revista científica "Nature", esses micróbios suprem seus hospedeiros com energia ao usar enzimas que estes não fabricam para quebrar alimentos.

Evolução conjunta
Bactérias intestinais e humanos têm evoluído juntos, em benefício mútuo. Uma estratégia de sucesso no ecossistema do intestino é se tornar proficiente em usar os nutrientes que o hospedeiro consome.
Foi o que fez uma bactéria "esperta", a Bacteroides plebeius. Ela adquiriu genes para digerir as algas marinhas do gênero Porphyra. Nenhuma outra bactéria do mesmo gênero consegue fazer isso.
Os cientistas concluíram que a Bacteroides plebeius obteve os genes por "transferência lateral" -o empréstimo um trecho de DNA adquirido diretamente- de bactérias marinhas presentes nas algas.
O resultado é um elegante exemplo da importância de hábitos culturais na evolução biológica. As bactérias se adaptaram ao ambiente intestinal repleto de uma fonte nova de alimento. E tinha que ser no Japão. Registros indicam que as algas já eram usadas ali no século 8º. E o japonês de hoje consome 14 gramas de algas por dia, um recorde mundial.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Correria

Fiz a foto a caminho de uma consulta ao neurocirurgião em São Paulo (março/2010).
A imagem nem está muio boa, mas vale pela dedicação e companheirismo do animal de estimação.
Exemplo a ser seguido, o pedestre atravessa a avenida Brigadeiro Luís Antônio com a rua Cincinato Braga, nos Jardins, acompanhado de seu cão de estimação, preso à coleira.
No meio do caos de pessoas indo e vindo apressadas, o cãozinho aprendeu como se virar na selva de pedra, leal ao proprietário.
Não é nenhum labrador, golden retriever, mas um sem raça definida. SRD como preferem alguns. Para mim é o famoso vira-lata. Minha amiga Paula prefere street dog (cão de rua).
A outra imagem foi clicada em janeiro, na feira da Aclimação, também na capital paulista.
Focinheira e coleira, dentro da lei. Cena rara de se ver.
A maioria dos jovens querem desfilar com seus pitbulls sem qualquer controle. Serve para alimentar mais e mais o preconceito contra a raça. Burrice à toda prova.
O mais curioso é que o dono se ausentou alguns minutos para fazer compras em um mercadinho em frente e deixou o animal lá, sentado, imóvel, sob os cuidados de um amigo que não teve nenhum trabalho. Fiquei observando-o e fotografando.
Aparentava ser adestrado. Muito bem adestrado, por sinal.
Muda a nomenclatura, fica a amizade que nos faz chorar igual criança quando eles partem.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Consulta e perícia

Terça-feira (23/03) retornei ao dr Carlos.
Comparou as imagens dos exames e manifestou dúvida sobre o crescimento da amina denominada colina.
Recebi informações prévias de uma leitora do blog (estudante de jornalismo) e fiz também algumas buscas no santo Google.
Minhas aulas de química e biologia dos tempos de colegial em nada contribuíram para tentar relembrar do que se tratava.
Biológicas e exatas sempre corri como o diabo faz da cruz.

Colina
No site http://neuromed88.blogspot.com/2008/09/colina-uma-amina-que-foi-sintetizada.html a colina é denominada uma amina, que foi sintetizada pela primeira vez em 1866.
Vai um pouco além: este composto orgânico é um precursor do neurotransmissor acetilcolina.
Bem, o que importa é que está na minha cachola e no laudo da ressonância há indicação de seu crescimento na região da cirurgia.
Em dúvida, o melhor a fazer -de acordo com o oncologista-, é realizar uma nova ressonância magnética com espectro e perfusão em abril para comparação com as imagens do início de março.
Poderia simplesmente dar ponto final no tratamento sem ter a certeza do amanhã. Igualzinho à piada do português, que decide cruzar o Atlântico a nado: nada, nada, nada e a cinco metros da praia em Rio Grande do Norte sente-se cansado e decide voltar.

De olho
Comprovada a normalidade do crescimento de colina e extinção do GBM IV, realiza-se exames de imagem a cada dois meses no primeiro ano. A recidiva do GBM IV é traiçoeira e devemos fica de olho o tempo inteiro.
Terminei os sete ciclos de Temodal e fiz a última aplicação de Avastin  (14 de 15 programadas). Ainda estou sob efeito dos quimioterápicos e em descanso das doses até novo exame de imagem.
Isso se refletiu no entendimento do perito do INSS ontem (quarta).

Perícia no INSS
Após quase dois meses marcada, fui preparado para ficar longas horas esperando até ser chamado na agência Santa Cruz, Vila Mariana.
No agendamento pelo 135 (em 1o. de fevereiro!) pedem chegada com 15 minutos de antecedência.

Primeira vez
Da primeira perícia, na Várzea do Glicério, solicitaram que chegasse uma hora antes. Mesmo assim, fui atendido quase uma hora e meia depois do [horário] agendado.
Com esse histórico e outras duas demoradas esperas para procedimentos simples como cadastramento de senha e requerimentos na mesma agência preidenciária, calculava sair do consultório por volta das 16,17 horas.
Minha mãe levou revista e água.
Chegamos às 12h27, marcado na senha de triagem.
Atendimento inicial para confirmação de dados pessoais e espera. 
Meu agendamento estava previsto para 13h20.
Minha senha bipou na tela às 13h10!
Nossa! O que houve?
Desta vez o perito [polido, muito educado] fez muito mais perguntas que no primeiro afastamento: histórico de evolução de astrocitoma anaplásico III para glioblastoma multiforme IV, procedimentos adotados (radiocirurgia e quimio), medicamentos etc.
Tive que demonstrar também como iniciavam as convulsões parciais da minha mão esquerda (Jorge x Miguel).
Ao analisar o laudo da ressonância, parou no trecho do aumento de colina e passou a ler, concomitantemente, o relatório médico elaborado pelo dr Carlos.
Levantou os olhos dos dois papéis à sua frente, digitou por alguns segundos e afirmou que manteria meu afastamento até final de maio, para que o oncologista tivesse tempo para comparar os exames próximos com os realizados e decidir pela alta médica ou prosseguimento da quimioterapia.

2002
Lembro-me que ao terminar a radioterapia da primeira cirurgia em 2002, passei por um médico perito do INSS em seu consultório no centro de Araraquara (SP).
Algumas coisas parecem ter mudado na concessão destes benefícios, pois precisei levar os exames para perícia após a conclusão do tratamento para obter alta médica.
Acho que era isso.

Homem?
Mas o que me deixou indignado foi a maneira como esse médico (falecido em 2009) tratou-me e pode ter feito com os mais humildes que entraram antes de mim.
Em meu caso, esse 'cavalo' [seu nome era de um humano, mas dava pinote tal qual um burro] pegava as chapas de ressonância, olhava com desdém, perguntava grosseiramente, olhava o laudo e depois jogava em cima de sua mesa, de qualquer forma, me obrigando a juntar tudo aquilo apressadamente, de qualquer jeito.
Além de 'cavalo', foi político na cidade por longos anos. Que o quinto o tenha em um bom foguinho depois de desfazer dos outros como também fez comigo.

Torcida
Tenho que aguardar, mesmo com a vontade maluca de retornar ao jornal, acordar de madrugada, fazer meu 'tour' pelas delegacias, batalhões policiais e estar com tudo em cima para entrar no ar às 7 horas.
Quanto ao GBM IV, 'cozinho' algumas propostas.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Rápidas & Ácidas

Não sou PT, PSDB, PMDB, DEM, PSOL ou qualquer coisa que o valha, se bem que a maioria dos políticos não justifiquem suas existências; sem generalizar, fique claro aqui.
Há várias eleições minha justifico o voto.
Mantenho meu título eleitoral domiciliado aqui em São Paulo.
Ingenuamente, ao confeccionar meu título em 89 [não existia o voto facultativo ao menor e ficava pronto em 45 dias], declarei 'estudante' minha profissão.
Pronto. Fui convocado a trabalhar em minha seção de votação no dois turnos daquele pleito na condição de suplente.
Em 1990, já em Bauru e com eleições para governador marcadas, fui novamente 'agraciado' com o chamado.
Peguei uma declaração da Unesp e apresentei para pular fora dessa escravidão a que somos submetidos.
Nunca mais fui convocado. Ufa!
Assumo que votei e arrependi por diversas vezes. Amadurecemos e aprendemos com os erros: justifico e ponto.
Por isso sinto-me à vontade para disparar minha visão crítica a quem quer que seja, político A,B,C; partido X,Y,Z.
Assim explico em parte a cobrança recebida de um leitor há algumas semanas.
Ao mesmo tempo fui 'emparedado' [paredão, reflexo desses realities shows nojentos] sob o questionamento de ser tão incisivo quanto ao governador paulista, José Serra (PSDB).
Explico: resido neste estado, nasci em sua capital e sinto-me na obrigação, no papel de jornalista diplomado [existem os que são 'dipromados' por liminar], em discordar de várias estripulias políticas a que os paulistas são submetidos desde 1994, sob a batuta do finado Mário Covas e assim até hoje.
São Paulo apequenou-se diante das hesitações politicas tucanas.
O exemplos mais recentes fiz questão de pinçá-los para ilustrar minha posição crítica -mas não ofensiva-, de se governar a 'locomotiva' do país. Se bobear a máquina terá que pagar pedágio para andar 'na linha'.
Pobres de nós, paulistas...
Vejamos:

20/05/200912/12/09

Compra de livro com palavrão vai ser punida, afirma Serra
Alguém soube da punição?
E as cartilhas com os 'Paraguais'?


27/10/2009
Livros escolares são achados no lixo em Ribeirão Preto (SP)
Como ficou?

12/12/2009
Governo de São Paulo não usa 45% de verba antienchente
Contingencia-se o dinheiro para obras, mas torra-se milhões em comerciais televisivos de dois minutos em horário nobre para o blá-blá-blá do 'cada vez melhor'.
Este comercial, postado no Youtube, dá dimensão o quanto é verdade o ditado: "Quem não conhece, compra."
Assista em
http://www.youtube.com/watch?v=RRXT8Xu25WQ


09/02/2010
Irritado com pergunta, Serra acusa TV de parcialidade
Assim é fácil, como fez o então governador Geraldo Alckmin (2001-2006), que deu as costas à imprensa em evento na Embraer em Gavião Peixoto (SP), recusando-se responder sobre a superlotação da cadeia masculina em Araraquara(SP). Parece cartilha.

11/02/2010
Serra abandona a privatização da Cesp
Dez longos anos para abandonar o que o PSDB mais gosta  de fazer: privatizar. Sempre o fator indecisão.


10/02/2010
Serra libera preço de curso para renovar CNH
Em um dia, uma decisão...

11/02/2010
Serra diz que voltará a limitar preço de CNH
No seguinte, o recuo: novamente o carimbo da hesitação.

18/03/2010
Nova rodovia no litoral norte de SP terá 8 túneis e 33 viadutos
Resta saber: quantos pedágios?
 
18/03/2010
Internos fazem três reféns em rebelião na Fundação Casa, em Campinas
Que poético! Era Febem; agora é Casa. Casa, da 'nona' Joana?
 
18/03/2010
Serra diz que texto da Câmara é "inaceitável"
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), chamou de "inaceitável" a divisão dos royalties aprovada na Câmara, embora não tenha criticado a distribuição por todos os Estados. Foi a primeira vez que ele se posicionou sobre o modelo de partilha da riqueza do pré-sal.
A primeira vez que se pronunciou. O assunto está em discussão há meses. Sua candidatura à presidência perdeu o timing há tempos; seu partido grita para acordar; Aécio se desinteressou e o eleitor notou isso desde que Dilma, Marina e Ciro saíram pelos quatro cantos do país em campanha (quase) aberta.
ÚItima pesquisa Ibope mostra que Serra despencou na intenção do eleitorado. É tarde.


09/02/2010
Irritação de Kassab com sujeira em piscinão disfarça má gestão, dizem especialistas
Kassab, irritado? E nós, paulistanos?
Flash back: Em 2005, Serra elegeu-se prefeito da capital com Kassab (DEM, do panetone Arruda), vice. Serra jurou que cumpriria seu mandato antes de pensar alçar voos mais altos.
Foi eleito governador em 2006, deixou Kassab no lugar, eleito prefeito em 2008.

18/03/2010
Serra é hostilizado por manifestantes em inauguração de escola
O governador José Serra (PSDB) foi hostilizado ontem por manifestantes durante a inauguração de uma escola em Francisco Morato, na Grande SP. Na saída, o grupo lançou um ovo contra o carro de Serra.
Amanhã à tarde, a Apeoesp realiza assembleia na av. Paulista para decidir se os professores continuarão ou não a greve. O principal pedido dos grevistas é um reajuste salarial de 34,3%.

O governo de São Paulo diz que o movimento é político -em razão da provável candidatura de Serra-, e que apenas 1% dos professores aderiram à greve.
Todas paralisações são políticas, na visão dele.

Como disse hoje Macaco Simão, na Folha: "E tão dizendo que o Serra é um serráqueo. Terráqueo é que ele não é. Rarará!"

quinta-feira, 4 de março de 2010

Um jogo, duas transmissões

Araraquara fica sempre com o osso para roer. Até no futebol.
Quando festejaram as obras e inauguração da Arena da Fonte, o jogo de estreia foi televisionado pela Record News.
Aqui em São Paulo, pela TVA ou NET, o sinal da RN é bloqueado, mesmo sendo uma emissora aberta e gerada a partir de Araraquara.
Fiquei sem assistir ao jogo inaugural por conta dessa arbitrariedade.
Com o início do campeonato paulista, todos da morada do sol [como Araraquara é conhecida], vibraram com a possibilidade de sediar jogos do G4: São Paulo, Palmeiras, Santos e Corinthians [outro dia puxaram minha orelha para dizer que corintiano é com 'h'. Em tempos de colegial aprendi que Corinthians, time, se escreve com 'h'; corintiano, torcedor, sem 'h'. Para quem tiver dúvida, acesse o Uol Bibliotecas e digite as palavras no dicionário Caldas Aulete para comprovar].
Os jogos vieram, mas o filé mignon da tv ficou para o restante do estado de São Paulo. A região abrangida pela Band (Clube) e Globo (EPTV Central) teve que se contentar com outro jogo gerado pela própria EPTV (no caso, Campinas). Foi assim com o jogo do Corinthians.
Enquanto todo estado assistia ao jogo na Arena da Fonte, Araraquara se contentava com o Palmeiras no Parque Antartica com geração e apresentação da EPTV.
A Clube de Ribeirão Preto cortou o sinal da Band e deixou barras coloridas durante a partida.
Mas a transmissão da afiliada da Rede Globo deixou muito a desejar: quem se acostumou com Cléber Machado ficou com um tal de Osvaldo. Quem assiste aos grafismos na tela gerados pela Globo SP teve que se contentar com algo parecido com quebra-galho diante do padrão global da emissora carioca.
Deve ter sido assim nesta quarta (03/03) com Oeste de Itápolis e São Paulo na Arena.
Aqui em São Paulo, o filé mignon. Em Araraquara, carne de pescoço.
Isso tudo para forçar o torcedor ir ao estádio em plena quarta-feira 22h. Como se a grande maioria não precisasse acordar cedo para trabalhar no dia seguinte.
Mas a tv banca ($$$) tudo isso.
Por isso os estádios ficam mais vazios.
Defendo jogos com estádios fechados.
Por que dispender policiamento reforçado e funcionários para organizar toda essa parafernália?
Evita-se brigas, os holofotes são ligados quando as equipes chegarem, disputa-se a partida sem imprevistos e todos saem de lá, felizes da vida, pois quem paga o cachê é a tv, que manda e desmanda nos horários.
Como se explica a presença maciça das torcidas nos estádios em campeonatos europeus?
Por lá joga-se baseado em planejamento, inclusive de faturamento.
Aqui pensa-se única e exclusivamente nas cotas de patrocínio televisivo...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

São Paulo, estado de calamidade

- Desde ontem (17) mais uma praça de pedágio funciona em São Paulo. Fica em Osasco, na rodovia Castello Branco, nos quilômetros 18 e 20. A agência estadual que autoriza a implantação dos postos de cobrança (Artesp) argumenta que o valor será diluído em dois valores nas pistas expressas. Apenas quem utilizava as marginais da rodovia eram os pagantes. O valor cai de R$6,50 para R$2,80 para veículos de passeio. No quilometro 33 a tarifa ‘cai’ de R$11,60 para R$5,60. A população de Jandira, Itapevi e região ficou satisfeita começar assim 2010. Todos pagam agora. E mais, claro. Que bonzinhos!
Outras dez praças de pedágio serão instaladas no complexo Tamoios-Rio-Santos, assim que privatizadas.
Três pontos de cobrança funcionam desde dezembro na rodovia D. Pedro I, região de Campinas. Assim é fácil: recupera-se, constrói-se (Rodoanel) com dinheiro público para entregar de mão beijada às concessionárias.
O plano de implantar uma praça de pedágio entre Araraquara e São Carlos na rodovia Washington Luís está sepultada mesmo? Foram rumores? E a SP 255 entre Araraquara e Jaú? Os comentários sobre a privatização deste trecho não calam.

A média é de um pedágio a cada 33 quilômetros no estado. Pior: gastam também uma montanha de dinheiro do contribuinte com propaganda aos quatro cantos.
Outro exemplo de gastança com publicidade derrubada pelos fatos: a estatal de saneamento Sabesp divulga que os córregos que margeiam o rio Tietê receberam tratamento de primeiro mundo e estão limpos e recuperados. As chuvas fortes se encarregaram de mostrar a realidade. Veja no YouTube o que disse o governador José Serra sobre o assunto em http://www.youtube.com/watch?v=F-w5JOOGiiw
A mesma estatal é apontada pela Folha por fornecer água contaminada com coliformes fecais (leia-se cocô) em Bertioga, litoral sul. A direção nega, mas o jornal prova a existência de um relatório interno com a conclusão.
- A secretaria estadual dos transportes contribuiu com sua parcela de bondade ao reconhecer que não estavam preparados para suportar sobrecarga no sistema de pagamento de IPVA nos bancos, aberto esta semana para a temporada 2010. Quem não conseguiu pagar o tributo com placa final 1 na data prevista pelo governo tem agora até o dia 21 para fazê-lo, mas apenas em parcela única. Como se todos motoristas estivessem ávidos, desesperados em pagar IPVA com prazer. A mesma situação ocorreu em 2009. Nada foi resolvido, apenas afinaram as desculpas que todos queriam pagar ao mesmo tempo. Piada sem graça.
- Na capital uma cratera abriu novamente na avenida Nove de Julho e a imprensa revelou que desde 1980 o problema é empurrado.
 Em 2004 a então prefeita Marta Suplicy (PT) assinou uma licitação para obras de construção de novas galerias de águas pluviais e um piscinão sob a avenida. Em 2005, o prefeito José Serra (PSDB) suspendeu a licitação. Neste verão a cratera surgiu novamente.
Pressionado, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) -que era vice de Serra-, decidiu reabrir a licitação. Se não foi feito em seis anos, reabrir a licitação por quê? Para inglês ver?
- Outra situação semelhante: em 2004 a prefeita ordenou a compra de contêineres de lixo para serem instalados nas principais ruas e avenidas, e assim diminuir o acúmulo de lixo. No ano seguinte Serra abandonou o projeto e Kassab simplesmente ignorou. Resultado: as cenas de montanhas de lixo pós-enchente na cidade são comuns.
- Obras de ampliação do metrô paulistano estão  com o cronograma atrasado nas estações Vila Prudente e Higienopolis-Mackenzie. A promessa é de concluir em março.
A estação Sacomã começou a operar experimentalmente este mês, mas já foi aberta ao público em horários restritos. Vale lembrar que a mesma pressa eleitoral causou acidentes com vítimas fatais, como o desmoronamento da estação Pinheiros em 2007.
Por falar nisso, e as vigas do Rodoanel que desabaram? Quem pagou a conta? Cadê a imprensa que tanto lota páginas e páginas sobre o panetone em Brasília e se cala diante disso?
São Paulo é muito mal administrada há quase 16 anos.
É assim que se trabalha por você?

domingo, 13 de dezembro de 2009

Xixi à Mr. Bean

Esta semana vim para São Paulo para exames e quimioterapia.
Além de enfrentar muita chuva e deparar com a Paulicéia de ponta cabeça com a inundação (postei fotos no Orkut e uma visão crítica neste espaço), passei por uma situação curiosa.
Na clínica de medicina diagnóstica (tucanaram o que era laboratório de análises clínicas!) fui para banheiro com o pote, copinho e tubo de amostra para exame de urina.
Estava muito além das duas horas necessárias sem ‘verter água’. Minha última ida ao banheiro foi no posto em Limeira. Resumo: estava há quatro horas sem visitar o (tão sonhado) mictório!
Orientado pela enfermeira, deveria colher e dispensar o primeiro jato e colocar a amostra do segundo no tubo.
Fico sem graça em ficar descrevendo esses procedimentos, mas quem nunca fez isso? Se estiver louco de vontade de esvaziar a bexiga, é onde mora o perigo.
Pois bem. Fiz tudo como manda o figurino: Xixi um, fora. Xixi dois, separa.
Não aguentava mais. Esvaziei a bexiga em seguida, de olho no copinho que interessava ao laboratório. Dei descarga. Pronto! Agora é só despejar o conteúdo para o tubinho, tampar, lavar novamente as mãos, entregar e adeus.
Na na ni na não! Comigo, claro, haverua de ser diferente.
Ao esticar o braço direito para apanhar o copinho em cima da pia, esbarrei a bendita mão e o copinho com meu precioso (“my preciooous” do Senhor dos Anéis, lembra?) virou na cuba!
“Não fiz isso!”, falei comigo, olhando o líquido que sumia velozmente pelo ralo, o vaso, a pia, o copinho e o tubinho vazios.
Por uns quinze segundos fiz cara de Jerry Lewis e Mr. Bean.




Forcei a bexiga na esperança de, quem sabe, dar a derradeira xixizada que me livraria ter que ficar na sala de espera por mais duas horas. Em vão.
Saí do banheiro. Contei à enfermeira, com cara de panetone. Com toda tranquilidade ela soltou:
-“Pode acontecer. É só esperar duas horas. Aproveita para tomar café, uma água”, disse.
- Minha mãe foi saber por que demorava em sair da ala de coleta:
-“Não acredito!”
-“ Nem eu!”, respondi, pensando nas duas horas perto das máquinas de café, capuccino, chocolate quente e bolachas.
É o tempo que surge a vontade de ir ao banheiro.
Vou eu de novo: pote, copinho e... tubinho.
Dispensei o primeiro jato e o segundo despejei imediatamente para o tubo. Fechei bem fechadinho, para garantir o meu precioso.
Aí, sim! Aliviei a bexiga, sem nenhuma preocupação.
Um oito de dezembro inesquecível: chuva, viagem e a tarde fazendo xixi.
Outros virão.
Aprendemos com os acertos, mas principalmente com os erros.
Bom final de semana.