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terça-feira, 18 de maio de 2010

Mais pedágio!


Havia antecipado há alguns meses a determinação do governo estadual 'cada vez melhor' em aumentar os pontos de cobrança de pedágio nas rodovias da região central de São Paulo. Eram 40 nas mãos de Mário Covas (PSDB) em 1994. Hoje ultrapassam 160. Ano passado 21 novas praças foram construídas.
A caixa de Pandora, deixada pelo ex-governador paulista e  atual pré-candidato José Serra (PSDB) à presidência, finalmente foi aberta.
Começamos por Rio Claro, que implantará em quatro praças a cobrança ida e volta.
A Artesp, a agência-cabide que permitiu tamanha pouca vergonha desde 1996 com as privatizações das estradas paulistas, argumenta que não aumentará, mas dividirá pela metade o valor cobrado. Bonzinhos!
Corre nos bastidores que o pedágio de Araraquara, cuja tarifa é de R$10,80 na ida e volta (um dos mais caros do planeta), será diluído com a construção de uma nova praça de cobrança entre São Carlos e a morada do sol.
Resta saber se ficará entre São Carlos/Ibaté ou Ibaté/Araraquara. Do jeito que Araraquara é 'cagada de araque', imagine onde será fincado este belíssimo empreendimento tucano.
Outra informação (ainda) não confirmada é que, após recentes obras de recuperação, o trecho Araraquara-Jaú da SP 255 será duplicado, nas mãos de uma concessionária que construiria primeiro os pontos de cobrança e depois executaria a obra.
Assim é fácil.
Após as eleições talvez venha também a fatura das novas pistas e pontes da Marginal Tietê [executada às pressas em época de chuva e entregue mal sinalizada], com um provável pedágio urbano, o primeiro no Brasil.
É isso o que o paulista e o paulistano querem?

domingo, 1 de novembro de 2009

Estradas

Ranking divulgado esta semana pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) reprovou boa parte das rodovias brasileiras. Minas Gerais, com a BR 262, aparece no topo como a pior em 2009. Na outra ponta está a Rodovia Carvalho Pinto, ligação entre São Paulo e o Vale do Paraíba. São 17 rodovias paulistas entre as melhores. De quebra, a carestia de dezenas praças de pedágio.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Louros da captura

- Continua sem explicação convincente a maneira como se deu a prisão do ex-promotor Igor Ferreira. Agora é o secretário da segurança pública quem cobra explicações, mesmo depois de ter cumprimentado os policiais após a captura.

É capaz de punirem quem de fato trabalhou na prisão em nome da hierarquia. Mas o próprio secretário afirmou em entrevista no mês de agosto, que a “Polícia Civil é inépta e letárgica”.


- Liminar concedida pela justiça suspendeu a cobrança de pedágio na Rodovia Dom Pedro 1º na praça de Atibaia (R$ 4,60).


Liminar, decisão provisória que pode ser derrubada a qualquer momento. O que é bom, dura pouco. Façam suas apostas.
E segue a carestia dos R$ 10,80 em cada sentido da Rodovia Washington Luís em Araraquara.





Planejamento minimizaria congestionamento

Repercute mal a série de interdições na Marginal Tietê para acomodar a ampliação das pistas, prometida para 2010.



A crítica é dirigida ao período escolhido para a execução das obras: final de ano e início da temporada de chuvas.


A visibilidade eleitoral da empreitada, tocada em ritmo incessante, submerge diante da irritação dos motoristas, que pagam pela falta de um planejamento mínimo entre estado e município.


quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Roupa Nova e Aclimação





- Ontem (30), ao verificar o Orkut, uma mensagem acompanhada da música 'Seguindo no trem azul' do Roupa Nova fez viajar no tempo. Por duas coisas: a primeira pelos tempos de tietagem de rádio e a outra pelo Parque da Aclimação.

Na infância já era um apaixonado por rádio. Aos oito anos ganhei de meu pai o primeiro gravador cassete National, um trambolho que também funcionava com quatro pilhas grandes. Gravei fitas cassete imitando repórteres e locutores. Não sei onde foram parar esses registros, mas ficaria envergonhado de ouvir, com certeza!

O tempo passava e o amor pelo rádio, aumentava. Veio o rádio FM, que descobri com mais profundidade em 1982, com a Antena Um FM (94,7) tocando sucessos da época como Guilherme Arantes com 'Deixa chover', tema da novela Baila Comigo.
Mas um dia pintou a Rádio Cidade (96,9).

 Tavinho Ceschi, Sandra Groth, Celso Giunti, Rony Magrini, Bob Floriano...
Sempre tinha gente nos corredores da rádio conhecendo os estúdios da Paulista 1294, 15o andar.

A rádio não existe mais (virou Band News FM), mas a fama e a audiência ficaram na história do rádio paulistano.

Era concorrente ferrenha da Jovem Pan (100,9) com Emílio Surita e Mônica Venerábile no mesmo horário (10-14h). Na época nem se pensava em rede de rádio via satélite.

O sonho juvenil era trabalhar lá, sabendo que havia projeto de construção de uma linha de metrô que passaria sob a Paulista.
Fazia planos! Iria para a rádio até a estação Trianon-Masp e desceria quase em frente ao prédio do (extinto) Banco de Tóquio, onde ficava a rádio.
Na semana que estive internado no hospital Nove de Julho aproveitei o tempo para ficar admirando o tal prédio onde ficava a rádio...
Quanto sucesso tocou! E claro, Roupa Nova com 'Seguindo no trem azul'. Entendeu?



- O Parque da Aclimação fez parte de minha infância.
O colégio em que estudei fechou as portas. Ver aquela montanha de imóveis que abrigou o Anglo Latino vazia é de amargurar.
As aulas de educação física eram internas e também no parque. Aí que o bicho pegava...
Preguiçooooso que era, detestava ter que correr duas voltas ao redor do lago sem direito a cortar caminho pela frente da concha acústica.

Escutava bronca, mas cortava caminho ou ficava enrolando até dar o final da aula.
Hoje sei da importância da atividade física. Faço algumas caminhadas aproveitando o tempo que tenho com o tratamento quimioterápico.Quero voltar a frequentar academia assim que possível.


Se estivesse no filme 'De volta para o futuro', viajaria ao passado com a maturidade de hoje para dar umas dicas ao Álvaro Taniguti. Aquele, aluno do Anglo Latino entre 76 e 89.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Tropeços e merenda

Nas últimas semanas tenho acompanhado alguns 'tropeços' do prefeito paulistano com algumas decisões  que provocaram repercussão negativa e recuo.
Semana retrasada a decisão de cortar em 20% do orçamento a verba para a varrição de ruas na capital paulista gerou uma demissão de garis e greve dos que ficaram, além do descontentamento da população, que pôde ver muito lixo acumulado, em especial nas ruas do centro.
Há que se fazer uma ressalva: a população não faz sua parte. Atira ao chão aquilo que considera ser lixo (papéis, bitucas de cigarro, chicletes, sacos plásticos etc), mas não pensa que o acúmulo gera mais sujeira e bueiros entupidos. E dá mais trabalho aos varredores.
Outro dia comentei sobre a enchente do Tietê, mas a argumentação é quase a mesma. Ô povo sem eira nem beira (estúpido mesmo)! O prefeito recuou no contingenciamento e retomou o ritmo normal da limpeza. Mas o povo continua a não ter educação.

Semana passada foi a merenda escolar foi a bola da vez. A decisão tomada pela prefeitura cortava uma das cinco refeições a que tinham direito as crianças da rede municipal de ensino. Ao ser questionado, o prefeito respondeu que "comer demais também faz mal".
Não se discute que todo excesso faz mal, mas daí dizer isso para justificar o corte pegou mal. É público e notório que uma boa parcela dos estudantes conta com a merenda como a principal fonte de alimentação no seio familiar. Houve recuo e as justificativas de sempre.

Hoje a Folha de S.Paulo publicou uma matéria sobre algumas irrregularidades que foram apontadas em um dos Centros Educacionais Unificados (CEU). Problemas como  leite impróprio para o consumo, higienização incorreta das mamadeiras e o encontro de uma barata na dispensa do refeitório devem ser vistos sob dois aspectos: por que o leite se tornou impróprio?; como se orientou as funcionárias a proceder no manuseio das mamadeiras?; como se acondiciona os alimentos no depósito?
Atrás de respostas, o jornal foi atrás da prefeitura e da empresa terceirizada que fornece a comida, mas cabe a pergunta antes de apontar quem errou: é falta de orientação ou é o funcionário relapso que não se preocupa ou não gosta nem um pouco do que faz, permitiu chegar ao ponto que chegou?

Pouco mais de um mês do início da restrição da circulação dos ônibus fretados no centro expandido de São Paulo pouca coisa mudou, além dos protestos contra a medida.
 Houve apenas houve a liberação de algumas vias consideradas primordiais para o transporte de passageiros nesse meio de transporte coletivo que ganhou visibilidade nos últimos anos, competindo com lotações, mototaxistas, ônibus e taxis.
Pena que o metrô paulistano só cresce em ano preeleitoral.
 O jogo político se sobrepõe ao interesse da população pagadora de impostos.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Notas do dia (segunda, 31/08)

- O articulista da Folha de S.Paulo Ricardo Melo veio ao encontro do que havia postado ontem, sobre a falta de reação do governo estadual paulista sobre a crescente criminalidade no estado. Essa inércia tucana remonta 1994, quando o desaparelhamento da segurança pública começou, seja pela falta de investimentos em equipamentos, reforço em contingente, treinamento das corporações e principalmente na melhoria dos vencimentos dos policiais. Até quando esse descaso e abandono perdurarão? - Em entrevista ao mesmo jornal, um especialista europeu em Direito Penal defende que endurecer as penas não surte efeitos para criminosos leves. Concordo. Mas no Brasil a situação é peculiar e os maus exemplos partem dos legisladores que abrandam e incentivam cada vez mais a bandidagem e também juízes que afrontam o bom senso, nos casos recentes de Palocci e dos habeas corpus assinados em benefício do banqueiro Daniel Dantas. Como disse um ministro do STF ontem na Folha, "a corda sempre estoura para o lado mais fraco". O ditado que diz que cadeia foi feito para os três pês mais uma vez se cobre de razão neste Brasil. E os outro três Pês, Três Poderes, se mostram cada vez mais incompetentes com a coisa pública. Vai mal, muito mal. - Notícia sobre a pirataria chinesa mostra que se copia de tudo: tesouras, biquínis, cadeados, fechaduras, calçados e bebidas. E não são apenas as marcas estrangeiras as vítimas de tamanha semvergonhice. As brasileiras também estão sendo multiplicadas aos milhares. Direitos autorais na China são piada de péssimo gosto. País que sediou os jogos olímpicos, não teve dúvida em substituir a cantora do tema na cerimônia de abertura por uma dublê, pois os organizadores julgaram-na fora dos padrões de beleza exigidos para o evento. Ou seja, era feia. Até isso foi pirateado? - Governo de São Paulo tenta aprovar na Assembléia Legislativa o projeto que terceriza a saúde em todo o estado através da contratação de organizações sociais. Uma iniciativa semelhante foi implantada em algumas cidades e gerou muita discussão, como em Araraquara. Como são 645 municípios paulistas, o projeto cria enorme expectativa. Alguma iniciativa tem que ser tomada, pois não dá mais para suportar o caos na saúde pública. Que venham os especialistas e os contrários para esquentar o debate, mas que haja uma saída para a população de depende do SUS... - Foi inaugurada ontem pela manhã a ciclofaixa na região do Ibirapuera. Tudo pintado, limpo e cheio de festa. Mas como sempre, com uma pitada de desorganização e da falta de educação do brasileiro... ciclovia ficaria melhor, mais funcional e segura. Em Araraquara construíram duas ciclovias. Uma delas próximo ao campus da Unesp e outra, ligando o Vale do Sol ao Jardim Tangará, que ficou muito estranha, principalmente porque avança sobre calçadas e uma ponte. Se é para fazer, que seja bem feito, tanto na capital como no interior! - Empresário de 29 anos atropela e mata catador em Itaquera na madrugada de domingo. O atropelante fugiu em sua BMW e foi cercado pela PM depois que um taxista viu o acidente e seguiu o carro passando as informações aos policiais. Ao ser abordado, o empresário -acompanhado da namorada de 17 anos-, investiu contra os PMs e teve que ser algemado. Aparentava estar bêbado, pagou 1,2 mil reais de fiança e foi posto em liberdade. As leis nesse país sempre acomodam o famoso 'porém'. Por ser empresário e ter dinheiro, comprou sua liberdade. No Paraná tivemos o caso do deputado embriagado que matou duas pessoas. Vai ficar por isso mesmo. Volta a história dos três 'pês'. E ainda o estudioso europeu defende que não adianta punir com severidade. Está faltando é uma pena mais agressiva, sim. O catador de papel perdeu sua vida, o atropelante fugiu, agrediu um policial, mas pagou fiança e foi para casa dormir. Tem que haver pena de morte se for preciso, mas vai servir de exemplo para quem resolver embebedar e matar. Não sei como populares não tentaram o linchamento e incendiaram o carro... Sobe o sangue, desculpem. - Presos armados com pistolas fazem reféns no CDP 1 de Guaulhos durante visita. Essa história eu conheço e vi pelo menos três vezes em rebeliões na Penitenciária e na Febem de Araraquara. Como as armas foram parar lá dentro? Voltamos à lerdeza e falta de coragem do governo paulista que não reage desde 1994. Não precisa explicar mais nada... Saudades do Maluf, Montoro, Quércia e Fleury? Pelo menos tinha polícia na rua e bem paga. Agora, só ao redor da casa do secretário assaltado e do Palácio no Morumbi...

sábado, 29 de agosto de 2009

Ê sábado...

Sábado de sol e calor em São Paulo. Aproveitei a manhã para sair e comprar um par de sapatos, apesar da preguiça geral demonstrada no Twitter (tuítar vicia, acredite). Acabei voltando para casa com os sapatos novos ( Mariner) e um par de tênis também (Olympikus). Par de tênis bastante leve, macio e confortável. Sapatos que ficam entre o social e o esporte. Bons investimentos para os pés, creio. Ontem (sexta-feira), na feira livre do Cambuci, ouvi um comerciante chamar a freguesia com a seguinte frase: "Everybody nights, everybody days". O quê? Quanto à segunda-feira, a consulta com o Dr. Sebastião Correa gera uma boa expectativa, mesmo sabendo que ocorra a contraindicação da radioterapia em seu relatório, essa segunda opinião será válida, pois virá referendada com aquilo o que o Dr. Carlos Alexandre havia sinalizado, bem diferente daquela minha peregrinação que fiz com a oncologista e o primeiro radioterapeuta. Até hoje eles ficaram de dar retorno sobre a alternativa da braquiterapia. Se ainda estivesse esperando...
Uma nota na Folha de S.Paulo deste sábado na página Saúde fala da descoberta, pelos pesquisadores do Instituto Butantan, que uma proteína encontrada na saliva dos carrapatos reduz ou erradica células cancerosas sem interferir nas saudáveis. Boa notícia... A de ontem, da USP de Ribeirão Preto, também foi animadora...

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Assuntos do dia...

Drops: - Matéria da Folha de S.Paulo no caderno Cotidiano trata da declaração do secretário de segurança pública, que afirmou que a Polícia Civil paulista é "inépta e letárgica", para justificar a reestruturação a que se propôs fazer na corporação policial. Inépta e letárgica não é a polícia, mas sim este governo que está -desde 94-, dilapidando o estado de São Paulo, a ponto de causar uma greve e confrontar as corporações policiais, para o deleite de quem assistia tudo do Palácio dos Bandeirantes. Mandei minha opinião para o Painel do leitor. - Também da Folha uma nota sobre a filha da apresentadora Xuxa, Sasha, que escreveu 'cena' com 's' e justificou o erro pela filha ter sido alfabetizada em inglês. Sasha, 'sena', cena ou Senna mesmo? Idolatria de qualquer espécie é burrice. Que diga a quantidade de reality shows que proliferaram a partir de 'Casa dos Artistas ' e 'BBBs'. Vamos mal, muito mal! - O Senado quer construir uma praça de alimentação. Só não foi definido se haverá uma pizzaria. Tomaria conta da praça inteira. Haja fome! - Macaco Simão e o 'BBB' hoje na Folha. Barbudo manda, bigode obedece e Bigodão agradece! O Senado e seus jogos de cena: cangaceiros de terceira, dedos sujos apontados, olhos esbugalhados e agora o cartão vermelho do Suplicy. Fechem o Senado!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Dia da consulta oncológica

A quarta-feira começou com sol em São Paulo. Bom sinal. Logo mais às 13h tenho a consulta com o oncologista indicado pela ouvinte e com boas referências na comunidade de glioblastoma multiforme no Orkut. Boa expectatuva, apesar da ansiedade, nervosismo e preocupação com o tempo perdido por causa da médica que me deixou aguardando papéis preenchidos, como se eu estivesse num parque de diversões. Ainda há pouco me perguntei sobre o motivo dela ter feito isso com um paciente. Será que esse desleixo não é recorrente com os pacientes dela, a ponto de ter que ser obrigada a preencher um formulário na frente da supervisora administrativa da clínica oncológica? Hoje pela manhã uma amiga de msn foi submetida a uma cirurgia na Beneficência Portuguesa em Araraquara (SP). Como terá sido o procedimento? Bom, deixa para lá. Volto a postar assim que sair do consultório. Abraço!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Procura por respostas

Ontem 'descasquei a banana' ao saber que a oncologista não havia enviado relatório algum ao convênio para analisar o pedido de medicamento da quimioterapia pela segunda vez. Passados alguns momentos, comecei a busca por respostas do porquê desse desmazelo com um paciente oncológico. Acomodação? É possível que uma profissional da medicina se daria ao luxo de se dedicar ao paciente dessa forma tão insolente? Desmazelo? Para pensar assim, somente se a médica acreditasse que seria infrutífero solicitar ao convênio o medicamento, sabendo de antemão que seria negado. Mas quem tem bola de cristal? Um detalhe importante: a receita prescrita após a grita estava com a dosagem correta, ao contrário da primeira vez, em que a dosagem indicada não existe nesse e nem em qualquer medicamento que já vi na vida: 388 mg. Alguém já viu isso, um remédio em comprimido de 388 mg? Seja lá o que se passou pela mente brilhante dela, fiquei com a sensação de ter sido deixado de 'escanteio' por quase um mês, tempo que poderia ter feito o primeiro ciclo do tratamento quimioterápico. As coisas não ocorrem por acaso, pelo menos é o que penso. A indicação de um segundo oncologista veio em boa hora nas mãos de uma ouvinte de Araraquara (SP) com quem conversei por telefone. Boas referências dele, esperança e confiança renovadas. Boa terça-feira!

domingo, 19 de julho de 2009

Cirurgia Hospital Nove de Julho

Fiz um breve relato dos dias que passei internado no Hospital Nove de Julho para uma cirurgia no cérebro, junto com algumas fotografias feitas no periodo de 6 a 13 de julho.
Outras fotos podem ser acessadas em meu perfil no Orkut pelo nome Alvaro Taniguti.
Observação:
O texto não sofreu grandes intervenções e pode conter alguns erros, uma vez que minha digitação ainda não está grande coisa.
Boa leitura!
Segunda (6), Internação O tempo agradável, com algumas nuvens no inverno paulistano, inspirava ainda mais os bons pensamentos sobre a cirurgia que se aproximava. A atenção e a cordialidade, típicas do Hospital Nove de Julho, pude encontrar novamente depois de quase sete anos da primeira cirurgia. O único porém que observaria mais tarde seria o volume bastante alto de veículos no estacionamento terceirizado. No sábado (11), ao receber a visita da minha amiga Paula, ouvi o relato de seu pai que não havia manobristas em número suficiente para atender à demanda. Parece que não era só isso. Um dos elevadores sociais estava parado com problemas e havia acúmulo no transporte dos visitantes. Detalhes que relevo, pois no traço geral a avaliação sobre o Nove de Julho não poderia deixar de ser melhor. Internação realizada, fui encaminhado ao quarto para os preparativos (exame de sangue, coagulação etc). Foram três picadas de agulhas logo de cara. Haja determinação para um sujeito como eu que sempre esperneava ao chão, berrava e chorava ao ver uma agulha de injeção quando criança! Ao mesmo tempo que dividia a atenção entre minha mãe, Rosi e os enfermeiros que não paravam de entrar no quarto, fixava momentaneamente meu pensamento em cada uma das pessoas que havia deixado em Araraquara. O Magdalena no ar, a expectativa de se pedir a corrente de orações aos ouvintes ao final do programa daquela segunda-feira, tudo aquilo me fez voltar instantaneamente para a primeira cirurgia em 2002. Eu não imaginava que ele fosse pedir preces, pensamentos e orações na abertura do jornal naquele dia de setembro. Fiquei muito surpreso com aquilo. Desta vez a corrente pareceu estar fortificada. Gostaria de poder cumprimentar e agradecer cada ouvinte que fez esse gesto por mim. Tanto na primeira como nesta cirurgia. Antes mesmo de ter ciência que teria a segunda cirurgia pela frente, ainda encontrava pelas ruas de Araraquara ouvintes que me contavam sobre as orações da primeira intervenção. Imagino agora a força espiritual que todos me deram desta vez. Fico com o coração apertado só em pensar, pois minha vontade, naquele exato momento, era estar ao lado de todos aqueles que me apoiaram para que tudo desse certo, como de fato ocorreu. Mas parece inexplicável traduzir esse aperto que senti, sentado na cama, prestando atenção em tudo aquilo que o anestesista, o Dr. Shibata e as enfermeiras me diziam. Perto das 14 horas estava recebendo o pré-anestésico e sendo levado para o centro cirúrgico. Já estava grogue.
Depois da cirurgia A intervenção durou cerca de quatro horas. Não me recordo, mas o Dr. Shibata me garantiu que respondi todas perguntas que fez assim que saí de lá. Minha mãe e a Rosi foram me espiar. Estava em algum outro lugar que minha cabeça nem poderia imaginar. Tudo transcorreu bem. Enquanto estava na mesa de cirurgia, elas foram almoçar no 12º andar e, para matar o tempo de espera, foram se aventurar na Rua José Paulino, atrás de confecções. De quebra, fiquei sabendo mais tarde, conheceram de passagem a cracolândia, tema de equipes de reportagem dias atrás. Tudo vale a pena quando a alma não é pequena, dizem. Rosi faz questão de contar que conheceu a tal ‘lândia’. Uberlândia? Analândia? Não! Cracolândia! Que aventura! Terça (7) UTI Acordei lentamente da anestesia perto das 16h30, com enjoo. Toalhas aos dois lados em boa quantidade, esforçava-me para respirar sozinho, ao mesmo tempo que a ânsia mostrava seu pique e me acudiam com mais toalhas. Da primeira cirurgia acordei me debatendo, entubado e amarrado na cama. Desta vez devo ter criado uma memória seletiva para não passar o mesmo ‘carão’, pois me controlei mais rapidamente e podia reparar no mundo à minha volta: aparelhos bipando o tempo todo, o televisor do meu leito 24 na UTI sintonizado num canal que vi de relance a Mariah Carey cantando I´ll be there do Michael Jackson. Alguns minutos se passaram até recompôr melhor minhas ideias e perceber que era o showneral do rei do pop, ao vivo para todo o planeta e para mim também, com um dreno pendurado na cabeça, sonda e soro em dois acessos venosos no braço direito. Para assistir melhor e ter noção exata daquilo, não lembro se pedi para que trouxessem meus óculos, mas o curioso era olhar à minha frente e notar mais dois leitos à direita de um total de 26 somente no 10º andar. Da primeira cirurgia havia ocupado o leito 10 (são dois andares de UTI no Nove de Julho, fiquei sabendo, com 45 profissionais e três médicos a cada turno de serviço distribuídos em quatro postos de enfermagem, coisa de gente grande mesmo, para curiosidade de jornalista, mesmo na UTI!). Mas o que me coube naquele momento era aquilo mesmo: enfermeiras entrando, medindo pressão, aplicando medicação e anotando tudo. Havia também fisioterapia, que me acompanhou o restante da semana, já no quarto, com diversos exercícios. Nem sei ao certo como consegui pegar no sono em alguns momentos. A novela das nove eu assisti sem mirar muito a atenção no que ocorria. Ainda estava lunático. Quarta (8) Quarto Os médicos da equipe do Dr. Shibata haviam passado de manhã e liberado o café e almoço. No final do dia estava de alta da UTI e estava sendo transportado para o quarto.
Gilmara, uma das técnicas de enfermagem, marcou por sua simpatia e atenção. E haja força para empurrar, em duas, o leito até o quarto... Que alívio poder ficar mais à vontade! Apesar de todas intervenções necessárias das enfermeiras nesse próximo período, a situação era completamente diferente. TV a cabo, frigobar, o ambiente mais calmo que uma UTI, era uma transformação que se passava entre os elevadores da UTI até o corredor do 5º andar. Naquele momento nem me importava com o barulho do trânsito vindo da Avenida Nove de Julho ao lado do túnel. Queria mais é descansar ao lado da Rosi, que me acompanhou pela segunda vez. E ela estava em férias do hospital onde trabalha! Que férias, não? Quinta (9) – Feriado estadual Na quinta-feira, feriado estadual de nove de Julho, São Paulo estava uma paradeira só. Olhar a avenida, o corredor de ônibus quase sem movimento eram o sonho de quem vive a loucura paulistana: poucos ônibus, carros que atravessavam lentamente as ruas atrás do vão livre do MASP davam o contorno da calmaria. Neste dia a Paula, amiga de longa data, foi me visitar. Levou um pão doce, apesar da recomendação expressa do hospital em não oferecer alimentos fora da dieta aos pacientes. Sem problemas.
No sábado a Paula voltou acompanhada de seu pai, levando algumas empadas do Rei das Empadas na Sena Madureira. Valeu, Paula! Momentos assim são velozes, mas gratificantes pela companhia e pela conversa. Sexta (10) Tiraram o último acesso que havia em meu braço e podia ficar livre com meus movimentos. Minha dieta era geral desde quarta-feira e a comida oferecida pela empresa terceirizada do Nove de Julho merece elogios, inclusive pela opção de escolha de cardápio para o almoço e jantar do dia seguinte. A nutricionista passava todos dias perguntando sobre a qualidade do que era servido. Muito bom. Começava a ficar ansioso pela alta médica e poder ir embora. Sábado (11) Recebi a visita de Priscila, uma amiga de Araraquara, acompanhada do seu namorido. Mudou-se de Brasília e está morando em Pinheiros. É jornalista da TV Brasil. Foi bom revê-la e saber que está tudo bem também com sua mãe e a irmã, Maria Luiza. Aliás, faz mais de dez anos que eu as conheço. Maria Luiza cursou engenharia naval em Jaú e depois jornalismo na Uniara. Priscila foi direto ao jornalismo e ingressou na TV Brasil. Domingo (12) Rosi percebeu minha ansiedade pela alta médica da segunda-feira. Parecia cavar um buraco no quarto do hospital, de tanto que andava para lá e para cá. A hora não passava. Mas agüentei firme. Segunda (13) O café-da-manhã era trazido ao quarto po volta das 6h30, mas neste dia já estava acordado na cama, louco para poder levantar e dizer: “Daqui a pouco vou embora”! Às 10 horas já estava indo embora. Sem restrição em poder viajar (sem ser dirigindo, claro) já estava a caminho de Araraquara no meio da tarde. Cansado, aproveitei essa semana para descansar e tentar colocar meus reflexos em ordem. Nos exercícios com a fisioterapeuta havia falado sobre não conseguir manter linha reta nas caminhadas e ainda estar um pouco descoordenado em meus movimentos. Foi explicado que é normal nos primeiros dias e a situação volta ao normal, afinal de contas as interligações nervosas do cérebro foram afetadas durante a cirurgia. Mas que dá nervosismo ao querer digitar as coisas e não sair corretamente, isso dá! Passei terça-feira no jornal e até disse um ‘oi’ no ar, com fixação em agradecer o que foi feito por mim. Domingo (19) Volta para SP Daqui a pouco viajo para Sampa e amanhã tiro os pontos metálicos. Estou com outra ansiedade: ouvir do Dr. Shibata sobre a biopsia e saber do tratamento quimioterápico que enfrentarei. Dai-me forças.

domingo, 28 de junho de 2009

Bazar Mooca novamente



Fiz nova visita ao Bazar Mooca e percebi que uma grande quantidade e variedade de confecções de marcas renomadas (licenciadas no Brasil) chegaram.

Se ainda não conferiu de perto, aproveite.
Bazar Mooca - Rua Fernando Falcão, 233, Mooca, São Paulo, (11) 2604 7462
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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Aviso aos pichadores?



Em uma rua do Cambuci em São Paulo (SP) encontrei um aviso inusitado.
Na verdade um aviso aos pichadores. Mas será que pichador sabe ler? E se souber, compreende o que está escrito assim como o que ele rabisca coisas ininteligíveis? Acho que não.
Mas de qualquer forma, fica o registro.
Pichação é sujeira, grafite são desenhos pintados com autorização do proprietário do imóvel, que
fica conhecendo previamente o que será pintado pelo grafiteiro.

domingo, 10 de maio de 2009

Rádio Cidade 96,9, São Paulo, 1988/89

Bons tempos que rádio FM tocava música. Mas música de verdade. Era A-ha, Duran Duran, Rick Astley, Roupa Nova, Grafite (tem uma comunidade minha), Paralamas, Titãs, Barão, New Order, Patrícia, Manhhatans, Glenn Medeiros, etc. Era tiete de rádio. Vivia na Paulista na Cidade FM (hoje BandNews). Ah, que saudade!
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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Feira livre em São Paulo!


Feira livre em São Paulo é autêntica, tem cara de feira mesmo... com direito a caldo de cana e pastel! Essa feira acontecia na rua de casa, no Cambuci, e as barracas de peixe ficavam bem em frente! Foi transferida nos anos 90 para a Rua Victorio Emanuel. Nada se compara a feira livre paulistana! Salmão fresco, para sashimi (peixe crú): preço compensa
Miguel, cearense que fala japonês
Antônio: simpatia em pessoa
Variedade e cores em frutas, verduras e legumes


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