Um estrangeiro, ao ver as imagens do ex-governador José Roberto Arruda ontem (12/04), pode perguntar se é algum náufrago resgatado do mar ou alguém que ficou perdido dois meses na selva amazônica, amparado por sua esposa e equipes de socorro.
Talvez se surpreenda ao saber que se trata da soltura -sob aval da justiça-, do ex-governador da capital do Brasil, investigado e preso como líder de um esquema portentoso de corrupção, mas conduzido ao poder com o voto do eleitor.
Somos mesmo o país da piada pronta, como escreve José Simão.
Por isso reafirmo minha convicção em justificar o voto.
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terça-feira, 13 de abril de 2010
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Compensação
Acabo de ver no portal UOL uma notícia sobre a corrupção no Distrito Federal, conhecido por 'mensalão do Democratas'.
Além desse 'mais um caso' que ficará impune, condenado ao limbo do esquecimento, pergunto:
Se nossa passagem pela Terra é efêmera e aprendemos a conduzi-la nos princípios morais herdados de outras gerações, haverá compensação para esses que são desesperadamente apegados ao bem material ($$$) e deixam a população sem saúde, educação e previdência, para não entrar em outras questões coletivas?
Minha crença na figura maior (respeito os agnósticos e ateus) não aceita que no dia em que pesarmos na balança tudo o que produzimos (ou não), esses espíritos simplesmente consigam sair impunes igualmente aqui.
Sempre aparece a pergunta quando um ente querido parte de forma inesperada: "Por que fulano ao invés de tanta gente inútil habitando os quatro cantos da face da Terra?"
Nesse caso acredito que as tarefas, missões, provas e expiações de cada um tenham se encerrado. Com o tempo aceitamos, mas não compreendemos.
Essa gente corrupta e desavergonhada ficará no mesmo patamar que o nosso na prestação de contas?
Vale a pena seguir as regras? Sim, claro que sim (dormir com a consciência serena ao final de cada dia é uma das motivações).
Antes eles do que eu.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Filhinhos-de-papai
Não durou 12 horas a prisão de três universitários em Ribeirão Preto (SP) por racismo e agressão a um servente de 55 anos neste final de semana. O trio, que paga três mil reais por mês em uma faculdade de medicina, estava em um Fox quando atingiu a vítima com um tapete de borracha. Fiança de seis mil reais cada um e todos estão em casa.
Na UniNove em São Paulo os estudantes resolveram comemorar o fim do ano letivo com desordem e vandalismo. A PM foi recebida a paus, pedras e garrafas. Dois detidos.
De volta a Ribeirão, em fevereiro de 2008 um estudante de direito atropelou e quase matou um frentista.
Responde por tentativa de homicídio. Alcoolizado, revelou também traços de lança-perfume no sangue, mas não foi preso.
Dez anos antes um empresário de 24 anos arrastou até a morte a garota de programa Selma Heloísa Artigas da Silva, 22 (dois filhos, grávida de três meses), que ficou presa ou foi amarrada ao cinto de segurança de uma caminhonete Pajero. O autor ficou preso e está solto há nove anos, graças ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O ‘Caso Selma’ não tem data para julgamento.
O pomposo Núcleo de Estudos da Violência da USP citou o crime como um dos mais relevantes dos anos 90. E só.
Há 12 anos o índio pataxó Galdino pagou com a vida a ousadia de estar no caminho de cinco rapazes de classe média-alta depois de uma balada em Brasília (DF). Foi incendiado com álcool. O quinteto estava “brincando”. Contaram com inúmeras regalias da justiça. Condenados a 14 anos, estão soltos.
Entre os cinco, estão um filho de advogado, de juiz federal e ex-ministro do TSE.
É como os pais que exigem o melhor para os filhos em uma excursão escolar: o melhor lugar, atendimento, a melhor diversão e companhia. E ai se não ficarem satisfeitos.
Na UniNove em São Paulo os estudantes resolveram comemorar o fim do ano letivo com desordem e vandalismo. A PM foi recebida a paus, pedras e garrafas. Dois detidos.
De volta a Ribeirão, em fevereiro de 2008 um estudante de direito atropelou e quase matou um frentista.
Responde por tentativa de homicídio. Alcoolizado, revelou também traços de lança-perfume no sangue, mas não foi preso.
Dez anos antes um empresário de 24 anos arrastou até a morte a garota de programa Selma Heloísa Artigas da Silva, 22 (dois filhos, grávida de três meses), que ficou presa ou foi amarrada ao cinto de segurança de uma caminhonete Pajero. O autor ficou preso e está solto há nove anos, graças ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O ‘Caso Selma’ não tem data para julgamento.
O pomposo Núcleo de Estudos da Violência da USP citou o crime como um dos mais relevantes dos anos 90. E só.
Há 12 anos o índio pataxó Galdino pagou com a vida a ousadia de estar no caminho de cinco rapazes de classe média-alta depois de uma balada em Brasília (DF). Foi incendiado com álcool. O quinteto estava “brincando”. Contaram com inúmeras regalias da justiça. Condenados a 14 anos, estão soltos.
Entre os cinco, estão um filho de advogado, de juiz federal e ex-ministro do TSE.
É como os pais que exigem o melhor para os filhos em uma excursão escolar: o melhor lugar, atendimento, a melhor diversão e companhia. E ai se não ficarem satisfeitos.
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terça-feira, 7 de abril de 2009
Sequestro
Semana passada tivemos um latrocínio (roubo seguido de morte) no Yolanda Ópice e, no dia seguinte, um assaltante que enfrentou a polícia a tiros em Araraquara (SP) e morreu.
Dois homens foram presos, um morreu em tiroteio
Hoje (07/04) noticiei um sequestro ocorrido em São Carlos (SP) e o bando que foi preso em Araraquara com uma caminhonete Toyota Hilux monitorada via satélite através do GPS. O resultado ainda contemplou um dos assaltantes que, cercado no cativeiro da vítima, abriu fogo contra policiais da Força Tática da PM de Araraquara e do Tático Ostensivo Rodoviário utilizando uma pistola 9mm, de uso exclusivo das Forças Armadas.
O rapaz morto em confronto, de acordo com o que foi apurado, era proprietário de uma loja de utilidades e presentes em frente ao CDHU do Jardim Paraíso, aberto a duras penas pelo padrasto e pela mãe, mas desprezado pelo vigia do refém em um paiol de um sítio abandonado há muitos anos na Fazenda Bocaiuva.
O que mais choca é presenciar, no necrotério, a chegada da mãe para reconhecer o corpo do filho que havia saído de casa dizendo que iria para Ribeirão Preto e demoraria um pouco para retornar. Desespero sem tamanho e sofrimento infinito para a mãe.
Mas a polícia cumpriu seu papel ao ser agredida dessa forma. O que vem nesta sequência é a forma maldita como a grande imprensa gosta de cobrir os fatos, sempre destacando que a Polícia matou um civil. Civil? Civil que guarda cativeiro de um refém? Civil? Ou então esses grandes jornais, sempre desqualificando o trabalho policial, soltam a manchete nesse tom: "PM mata um em Araraquara", mas nunca consideram que os policiais é que foram recebidos a tiros, não restando outra saída senão revidar na mesma carga.
Trânsito em frente ao plantão policial foi impedido Nos casos desta e da semana passada, o que se nota é o enfrentamento contra a polícia ocorrer, mesmo o suspeito se vendo cercado e em desvantagem numérica frente aos policiais, que recebem treino para uso da arma de fogo, o que não ocorre com a maioria daqueles que praticam seus crimes violentos e hediondos. Vai levar a pior, não há outro desfecho para uma situação desfavorável.
Essa juventude quer o quê da vida?
Que desesperança é essa com o futuro?
O que leva uma pessoa com boas condições a enveredar por estes caminhos tortos que sempre terminam de forma trágica?
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sábado, 4 de abril de 2009
Mais do mesmo
Outro dia postei sobre um flagrante de tráfico de drogas no blog.
A história se repete com outros personagens.
1. Um Vectra abordado pelo Tático Ostensivo Rodoviário na Rodovia Washington Luís em Araraquara (SP) revelou uma quantidade considerável de maconha e cocaína no porta-luvas.
Os dois envolvidos não se entendiam sobre a propriedade e quase chegaram às vias de fato na delegacia. Um acusando o outro pela droga apreendida. Os dois estão na cadeia.
2. Uma viatura da PM de Araraquara, na mesma madrugada, prendeu no Jardim das Hortênsias um casal com cocaína e maconha. Com passagens pela polícia, os dois foram para a cadeia. Do lado de fora da delegacia algumas mulheres, provavelmente familiares da mulher presa com a droga, esperavam por alguma oportunidade para falar com os presos. Em vão. Ao sair, com cara de poucos amigos (já estou acostumado com cara feia dessas pessoas que se julgam injustiçadas e sem oportunidade na vida), ficaram resmungando alguma coisa que entrou por um ouvido e saiu pelo outro, como se eu fosse o grandissímo culpado do casal estar algemado e prestes a curtir a cadeia novamente.
Não tem jeito, o usuário de drogas é sócio do traficante e deve ser contido a qualquer custo, pois o confronto entre polícia e traficante é fruto de quem financia o comércio de drogas.
Tudo capota fraca.
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