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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Triste notícia


Levantamento publicado pela Folha de S.Paulo mostra que o número de policiais militares mortos em folga subiu 56% de janeiro a agosto deste ano em comparação ao mesmo período em 2008. Foram 100 mortes em 2009, contra 64 ano passado. Somado ao trágico índice está o aumento de todos os crimes neste terceiro trimestre.

Os números vêm ao encontro de outra constatação: desde 1994 os milicianos ganham cada vez menos e são obrigados a fazer ‘bicos ’ fora do serviço para complementar a renda. Atuam, em sua maioria, como seguranças privados, o que em tese, é proibido.
A classe policial, militar e civil, não recebe aumento efetivo nos salários há quase 16 anos. Recebeu apenas gratificações.

O descalabro que se transformou a segurança pública em São Paulo ficou escancarado em outubro de 2008 com a greve da Polícia Civil e o confronto com a PM em frente ao Palácio dos Bandeirantes, de onde as cúpulas assistiram as cenas inimagináveis no estado mais rico da nação.
Um projeto de emenda constitucional (PEC 300) estabelece um piso de quatro mil reais para policiais militares em todo o país e enfrenta a resistência do governo paulista.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Confronto

Uma nota sobre um assalto e morte de um assaltante em confronto com a PM na Avenida Aricanduva, zona leste da capital, figurava ao lado da notícia principal, a derrubada do helicóptero policial no Rio de Janeiro.
Curiosamente, o diagramador inseriu um texto complementar da notícia (o famoso ‘box’) com a avaliação de um estudioso do núcleo de violência de uma universidade fluminense sobre o caso que correu o mundo. No texto ele diz que a ‘tática de confronto’ não é ideal.
Espera um pouco!
Juntando os dois casos, o que é o ideal na concepção dessa mente brilhante que só estuda, estuda e estuda a violência, mas não passa de ano? A polícia chegar armada com um par de pantufas nas mãos e pedir para o biluzinho armado com um fuzil anti-aéreo se entregar?
Tem que ter chumbo de encontro!
Levantou um fuzil anti-aéreo, passa com um tanque em cima! Sem olhar para trás.
Que história é essa de intelectual enfiado em sala com ar condicionado afirmar que a polícia está errada com sua tática de confronto?
Desconfio seriamente que essa gente defende interesses escusos...
No caso de Aricanduva, o estado que mais sofre com a insegurança não reage à altura desde 1994, quando subestimou a formação de facções e deixou descambar nas megarrebeliões dos anos 2000.
Parece absurdo afirmar isso, mas tem muita gente que sente saudade dos tempos daquele governador que colocava a Rota nas ruas.