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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Indonésia: punição real

Dois brasileiros surpreendidos há quase seis anos por tráfico de drogas no aeroporto de Jacarta na Indonésia foram sentenciados à morte pela justiça local.
Eles tentaram entrar no país com cocaína. Foram julgados e aguardam execução no corredor da morte.
Um deles, aos 48 anos, concedeu entrevista à Folha de S.Paulo, publicada sábado.
Apresentou-se arrependido e alegou que estava endividado em US$250 mil com o hospital onde foi atendido após acidente como instrutor de asa delta.
O 'surfista do pó' deveria ter apelado às autoridades diplomáticas brasileiras e à imprensa ao voltar do coma em que permaneceu.
Mas nããooo! Aceitou transportar cocaína em uma prancha de surfe para conseguir dinheiro e quitar a 'dívida' do hospital. Foi flagrado.
Conversa! Tinha ciência da pena capital e a conversa do $$$ fácil o fez cair em tentação.
Pesquisei rapidamente e descobri que em outubro de 2009 oito mulheres e dois homens foram presos com heroína no mesmo aeroporto.
Esta é a diferença: traficante preso na Indonésia tem punição real: morre ou apodrece numa prisão sem regalia. Paises asiáticos ou de ordenação islâmica possuem essa característica.
No Brasil o preso por tráfico 'encarrrrna' o personagem aventureiro da novela 'Viver a Vida': 'viajandããoo', 'ísssperrrto', usufrui de estrutura completa: saída temporária, rebelião, celular, 'mulheeerrr' (visita íntima), banho de sol, atendimento preferencial em hospital e até um churrasquinho com chope, como foi em uma cidade da região de Ribeirão Preto, onde a cadeia tinha esse tipo 'maneeeiirooo', 'bolaaadãoo'  de tratamento VIP. Se bobear, vai votarrrr também, aí, sacou?
Só falta nossas autoridades pedirem clemência aos indonésios. Ele só traficou seis quilos de cocaína em uma prancha de 'surrrrrfee', 'tá ligado'?
Nada demais. Errados estão os indonésios.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Crime organizado


Em tramitação desde 2006 na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, o projeto de lei sobre o crime organizado recebe os últimos retoques antes das votações em plenário.
Entre detalhes da investigação e punições previstas está a definição do que é crime organizado.
Faltou dizer que este tipo penal surgiu ontem e os parlamentares descobriram como é violento o modo de agir das quadrilhas.
Desorganizados somos nós.


domingo, 12 de abril de 2009

Vandalismo, para quê serve isso?

O poder público investe em favor da população.
Seja em asfaltamento, saneamento básico ou em áreas de lazer.
Nesse último caso, acessível diretamente à população, os equipamentos disponíveis custam um bom dinheiro a cada empreitada e o que se vê, dias depois, é a ação perniciosa dos vândalos.

Em outro post tratei das pichações e, de certa forma, volto ao assunto.
A semana que passou entrevistei moradoras do Parque das Laranjeiras em Araraquara (SP), revoltadas com esses 'lixos humanos' que danificam maçanetas, furtam fios, luminárias, quebram banheiros, levam torneiras, utilizam o próprio público para consumo de drogas e fazem suas necessidades fisiológicas ao chão (para essa gente vaso sanitário é peça de decoração, só pode ser isso).

O investimento decidido no Orçamento Participativo em 2008 parece ter sido em vão. E para poder preservar o que foi edificado para a comunidade, a prefeitura terá que arcar com mais alguma despesa para proteger o que está sendo destruído aos poucos.
As frequentadoras dividem espaço com desocupados de todo tipo e são obrigadas a lavar todos os dias as instalações antes da ginástica. Ginástica antes da ginástica.

Tem quem pense: "O melhor é não construir nada mesmo, o povo destrói tudo". Errado. O povo não destrói. Quem destrói é crackeiro, calçudo de boné, ladrão, gente infeliz, que não vira nada na vida e fica deixando o rastro de destruição por onde passa.

Pessoas de bem terão que reagir. Qual maneira? Não estimulo reações armadas, como as milícias que mostraram que deturpam a falsa intenção de dar segurança no lugar do poder público e passam a controlar o crime ao invés de combatê-lo. O caminho é outro.
Como despertar o interesse da população em frequentar e proteger um patrimônio erguido para eles?
Uma das iniciativas que geraram interesse tanto na gestão Edinho Silva (PT) como a de Marcelo Barbieri (PMDB) são as atividades populares aos finais de semana, como a que foi desenvolvida um pouco antes do Carnaval, como o Samba Popular nos bairros.
Envolver a iniciativa privada e associações de bairros é importante. Atitudes isoladas têm pouco resultado diante da maioria.
Outro programa bem sucedido (um dos poucos do atual governo estadual) é o 'Escola da Família', com a abertura das escolas aos finais de semana para atividades esportivas e recreacionais e a monitoria de estudantes de educação física. Isso também ajuda.
Mas a população do bairro deve ser a maior interessada na participação, pois a presença maciça dos interessados afugenta a ação de gente vadia e inútil.
No meu perfil no orkut.com tem álbuns completos de fotos dos posts do blog. Acesse pelo nome Alvaro Taniguti.