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terça-feira, 30 de março de 2010

300 reais

Chego a Araraquara na sexta-feira (26/03) e  tomo conhecimento de mais um assalto à mão armada na cidade.
Desta vez os malditos craqueiros invadiram a farmácia Bandeirantes [a uma quadra de casa] e, armados com um revólver, renderam o farmacêutico e o obrigaram a abrir o caixa, donde subtraíram cerca de 300 reais.
Felizmente ninguém saiu ferido.
Mas e o trauma de passar pelo estresse de ter uma arma apontada para si, sob ameaça de morte?
Infelizmente, nenhum bandido foi preso ou morreu em confronto com a polícia.
Volto a defender com veemência a pena de morte.
Gosto sempre de lembrar de Paul Kersey.
Não. Não é nenhum pesquisador americano que possui uma teoria sobre a violência, além das tantas milhares que esses cientistas sociais adoram vomitar para Folha de SPaulo e Vejas da vida.
Para quem não conhece, Paul Kersey é um personagem vivido pelo ator Charles Bronson [1921-2003] no filme Desejo de Matar (Death Wish, 1974).
Com cinco filmes no total, o personagem é um arquiteto que vê sua família destroçada pela ação de assaltantes e estupradores no centro de Nova Iorque.
Cansado da impunidade recorrente ao tipo de crime (que também assola o Brasil), foi à forra munido de uma arma de fogo em rondas noturnas, eliminando bandidos que o ameaçavam. Uma limpeza, sem dúvida.
'Vigilante' foi o apelido dado pela população que aplaudia as ações de Kersey e ganhou espaço na mídia.
Talvez seja a hora mais que tardia disso acontecer no Brasil.
A população não pode contar com leis firmes, tampouco polícias bem equipadas e pagas.
Além disso é obrigada a engolir esses estudiosos da violência das universidades e ongs de direitos 'dos manos'.
Para quem quiser saber um pouco mais sobre os cinco filmes Desejo de Matar, pode acessar http://www.youtube.com/watch?v=00_BHzNYxeM


Lixo humano
Semana passada assaltantes atacaram vários motéis em Ribeirão Preto (SP).
Em um dos crimes, a PM foi recebida a tiros. Dois ladrões  foram presos e um terceiro morreu no confronto.
Poderia ter sido os três lixos em uma só tacada.
Mas a sociedade agradece pelo menos um que já estava sendo aguardado há tempos no quinto.
Bandido bom é bandido morto.

Anistia Internacional e Nações Unidas
714 pessoas foram executadas em 2009 em 18 países que adotam a pena de morte.
Os números são da Anistia Internacional.
Anistia Internacional, Nações Unidas: bibelôs caríssimos do planeta, cabides gigantes.
Manda esse povo engravatado cortar cana.
No Brasil o direito à vida é considerada cláusula pétrea (irrevogável).
Convoca-se uma nova Assembléia Constituinte, anula-se o direito dos 'manos' encherem nossa paciência e abre-se a arena com leões famintos e os presos no meio.
Nós, cidadãos de bem, queremos viver em paz, mas os noias acham que não. Pena de morte, Paul Kersey neles!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Bandido bom é bandido morto

Ao final da noite desta terça-feira recebi a informação da morte de um policial militar em Araraquara (SP) em tiroteio com assaltantes que invadiram uma residência no Santa Angelina, bairro de classe média da cidade de  200 mil habitantes.
Soldado Grecca, como era conhecido Carlos Roberto Grecca, tinha 39 anos, levou um tiro no abdomêm.
Foi socorrido à Santa Casa, mas não resistiu ao ferimento.
Júlio César Ramos, com passagens pela polícia por roubo, foi preso e indiciado por latrocínio, assalto seguido de morte. Está na cadeia vivendo à nossa custa.
Outro assaltante morreu baleado, mas não foi identificado. Foi tarde para o quinto.
Existe a possibilidade de uma assaltante estar foragida.
Reforço minha opinião sobre a pena de morte: a favor.
Nossas leis protegem bandidos de todo tipo.
Cadê as ONGs de direitos humanos que sobrevivem de dinheiro público e surgem agora para defender a família -não do policial morto-, mas do canalha preso?
E o que dizer dos malditos cientistas sociais que parasitam as universidades públicas em salas com ar condicionado e café?
Daqui a alguns dias darão entrevistas dizendo que o assaltante morto foi vítima da exclusão e que a 'letalidade policial' deve ser combatida?
Desconfio que nossos legisladores e esses estudiosos da violência, encastelados em seus núcleos universitários, têm um pacto demoníaco.
O que acontece agora com a família do soldado Grecca, que morreu em defesa da sociedade?
E esse governo estadual, que desde 1994 dilapida um dia após o outro a segurança pública?
Cobro respostas de vocês, turma do 'Pior Salário Do Brasil', que rechaçou uma greve da polícia civil paulista atiçando policiais militares para um confronto desnecessário (2008)!
Sinceramente: tem que emparedar e fuzilar esses ladrões que sentam dedo no gatilho por qualquer coisa!
No Paraná, em especial no interior, vários linchamentos foram executados pela população, face a crimes bárbaros e descrente do poder judiciário.
Esvaziar as cadeias é necessário, jogando todos amarrados em alto mar, com tubarões à espera. Se algum preso sobreviver, pura sorte.
O mundo condena diariamente Mahmoud Ahmadinejad (presidente do Irã), mas ele seria um excelente ministro da justiça no Brasil, com carta branca para implantar e executar o que fosse necessário para colocar as coisas em seus devidos lugares:
Bandido bom é bandido morto!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Um jogo, duas transmissões

Araraquara fica sempre com o osso para roer. Até no futebol.
Quando festejaram as obras e inauguração da Arena da Fonte, o jogo de estreia foi televisionado pela Record News.
Aqui em São Paulo, pela TVA ou NET, o sinal da RN é bloqueado, mesmo sendo uma emissora aberta e gerada a partir de Araraquara.
Fiquei sem assistir ao jogo inaugural por conta dessa arbitrariedade.
Com o início do campeonato paulista, todos da morada do sol [como Araraquara é conhecida], vibraram com a possibilidade de sediar jogos do G4: São Paulo, Palmeiras, Santos e Corinthians [outro dia puxaram minha orelha para dizer que corintiano é com 'h'. Em tempos de colegial aprendi que Corinthians, time, se escreve com 'h'; corintiano, torcedor, sem 'h'. Para quem tiver dúvida, acesse o Uol Bibliotecas e digite as palavras no dicionário Caldas Aulete para comprovar].
Os jogos vieram, mas o filé mignon da tv ficou para o restante do estado de São Paulo. A região abrangida pela Band (Clube) e Globo (EPTV Central) teve que se contentar com outro jogo gerado pela própria EPTV (no caso, Campinas). Foi assim com o jogo do Corinthians.
Enquanto todo estado assistia ao jogo na Arena da Fonte, Araraquara se contentava com o Palmeiras no Parque Antartica com geração e apresentação da EPTV.
A Clube de Ribeirão Preto cortou o sinal da Band e deixou barras coloridas durante a partida.
Mas a transmissão da afiliada da Rede Globo deixou muito a desejar: quem se acostumou com Cléber Machado ficou com um tal de Osvaldo. Quem assiste aos grafismos na tela gerados pela Globo SP teve que se contentar com algo parecido com quebra-galho diante do padrão global da emissora carioca.
Deve ter sido assim nesta quarta (03/03) com Oeste de Itápolis e São Paulo na Arena.
Aqui em São Paulo, o filé mignon. Em Araraquara, carne de pescoço.
Isso tudo para forçar o torcedor ir ao estádio em plena quarta-feira 22h. Como se a grande maioria não precisasse acordar cedo para trabalhar no dia seguinte.
Mas a tv banca ($$$) tudo isso.
Por isso os estádios ficam mais vazios.
Defendo jogos com estádios fechados.
Por que dispender policiamento reforçado e funcionários para organizar toda essa parafernália?
Evita-se brigas, os holofotes são ligados quando as equipes chegarem, disputa-se a partida sem imprevistos e todos saem de lá, felizes da vida, pois quem paga o cachê é a tv, que manda e desmanda nos horários.
Como se explica a presença maciça das torcidas nos estádios em campeonatos europeus?
Por lá joga-se baseado em planejamento, inclusive de faturamento.
Aqui pensa-se única e exclusivamente nas cotas de patrocínio televisivo...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Meu avô, baleado...

Lembro-me até hoje. A imagem não sai da memória. Jamais.
1986. Era sábado de carnaval.
Meus avós costumavam sair nas primeiras horas da manhã para pescar.
Enquanto ajeitavam as tralhas de pesca no carro, foram rendidos por dois assaltantes.
Um deles, armado com um revólver, não contava com a reação de meu avô, que deve ter pensado -naquele instante-, em quem ainda dormia naquele momento: meus pais, meu irmão e eu.
Reagiu diante da vontade dos ladrões quererem entrar em casa. Um disparo e a fuga deles, sem nada levar.
Acordei com minha avó (hoje com 91 anos) entrando em casa aos berros de "ladrão, ladrão!"
Enquanto meu pai se apressava em ligar 190, corremos até à varanda.
Do alto, a cena: meu avô, caído na calçada, ao lado do carro aberto, ensanguentado. Os vizinhos saindo para verificar o que havia ocorrido.
O que pensei na hora?
Em pena de morte para quem fez aquilo.
A PM chegou cerca de dois minutos após em três Opalas Diplomata branco e cinza claro.
Meu avô, mesmo baleado, insistia para que fosse levado para dentro de casa, para ser tratado do ferimento.
Só mesmo a calma dele para sugerir isso. Foi colocado  no carro e levado às pressas ao Hospital Modelo, o mais próximo.
Submetido à cirurgia, perdeu um dos rins e o baço.
Tempos depois o assaltante que atirou, -e conhecia meu pai de vista-, veio pedir desculpas pelo ocorrido naquela manhã.
Alegou que não iria tentar o roubo quando passava e viu meus avós carregando o carro, mas o comparsa que estava com ele decidiu pelo assalto.
Bonzinho esse assaltante!
Meu pai disse que estava tudo bem. Ele foi embora.
O assaltante, conhecido nas redondezas por Washington,  sempre desfilava com uma moto diferente, novinha.
Não passou um ano e meu pai soube que Washington morreu numa troca de tiros em acerto de contas no Jardim Ângela.

2004, a mesma situação
Em 2004 uma dupla armada pulou o portão da garagem com o mesmo intuito e tentou obrigar meu pai a levá-los para dentro de casa. Foi agredido a coronhadas.
Os ladrões fugiram sem nada e meu pai entrou em casa sangrando muito na cabeça. Minha mãe o socorreu.

Comigo, duas vezes
Era 1982. Estava no apartamento de um colega de escola fazendo um trabalho.
Precisamos sair para comprar papel almaço.
A papelaria ficava a 300 metros. No caminho, cerca de dez trombadinhas me cercaram. Fui jogado ao chão e roubaram meu par de tênis.
Ainda tentei segurar um deles, que estava com um dos pés, mas fui agredido com o calçado até soltá-lo, veja só.
Meu amigo conseguiu entrar em uma loja segundos antes.
Voltei com um par de chinelos emprestado pelo pai do meu colega, que me levou para casa e explicou à minha mãe o que houve.
Tive ainda que ouvir bronca de meu pai por ter deixado me roubarem. (Risos)
A segunda vez fui atacado por seis trombadinhas ao descer do ônibus, vindo da escola, já perto de casa.
Armados com pedaços de madeira, levaram o troco da passagem.
O dono de uma quitanda assistiu tudo e levou um dos meninos até a porta de casa, perguntando o que havia ocorrido.
Com medo de represália, respondi negativamente.
Meu pai me deu outra bronca ao saber da história (risos), mas resolveu agir a seu modo.
Durante mais de uma semana ele me buscava na porta do colégio e rondávamos de carro as ruas próximas onde fui roubado.
Pediu que, assim que identificasse qualquer um dos integantes do bando, apontasse para ele.
Confirmei, sem sombra de dúvida, em duas ocasiões.
Na primeira meu pai parou o carro no meio da praça ao lado da Escola Caetano de Campos, aproximou-se de um garoto que andava pela praça e chamou-o.
Ao virar, levou um soco certeiro na boca. Meu pai voltou para o carro tranquilamente, fechou a porta, deu partida e falou:
- "Um já aprendeu."
O golpe foi forte suficiente, pois ainda pude vê-lo se agachar e cuspir sangue e alguns dentes.
Dois dias depois, mais do mesmo: outro com a boca arrebentada.
Meu pai ainda não havia dado por satisfeito. Conversou com o dono da quitanda, que indicou -sob condição de sigilo-, onde morava o líder da gangue.
Fomos recebidos pelo irmão mais velho de 'Marcinho' [o primeiro nocauteado], que prometeu conversar com a mãe e tomar providências.
Meu pai deixou o endereço para que ela nos procurasse. Mesmo sendo na rua de cima, nunca apareceu aqui.
Os filhos eram uma grande porcaria mesmo.
Cheguei a cruzar 'Marcinho' na rua, mas ele sempre abaixava a cabeça ou atravessava para a outra calçada ao me ver.
Quase dez anos depois soube que 'Marcinho' foi despachado para o quinto em tiroteio com a Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar).
Entenderam por que defendo a pena de morte.
Para dar o exemplo, os estreantes da pena capital devem ser os criminosos de 'colarinho branco': políticos corruptos, banqueiros que fogem do país e deixam milhares no prejuízo, traficantes e usuários e droga, estupradores, ladrões e estelionatários de qualquer tipo. Com transmissão ao vivo pela tv.
E para agradar os descontentes: ongs de direitos humanos e cientistas sociais que vivem do dinheiro público encastelados em núcleos de estudos da violência das universidades públicas: vão para a Indonésia e provem que os brasileiros presos por tráfico de cocaína não são escória e não merecem estar no corredor da morte.
Destino de ladrão e gente safada é esse.