A lei que obriga o comércio da banana por quilo desagradou os consumidores e virou motivo de piada, em especial entre os feirantes da capital. A 'Lei da Banana', como foi apelidada, foi sancionada pelo governador José Serra (PSDB) e está em vigor nos 645 municípios paulistas.
Em visita a duas feiras livres na sexta-feira (16), várias foram as reclamações sobre a qualidade da atuação parlamentar dos deputados estaduais. "Gastam tempo e nosso dinheiro para aprovar esse tipo de matéria. Ficam discutindo a venda da banana enquanto a violência toma conta das ruas", disse um feirante do Cambuci, bastante indignado.
Nenhuma das três barracas de banana possuía balança para pesar a fruta.
Na feira da rua Mato Grosso, no bairro Higienópolis, a mesma situação: nenhuma balança. Banana, só à dúzia.
Na voz dos consumidores, a mesma irritação. "É falta do que fazer. Só pode ser isso. Sempre foi assim", disse uma consumidora.
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sábado, 17 de outubro de 2009
domingo, 20 de setembro de 2009
Lei da banana!
- Lei estadual da banana é piada de mau gosto!
Vigente desde a quarta-feira, a lei paulista que obriga comerciantes a vender a fruta por peso parece um sarro. Algum deputado que não tinha lá muito o que fazer além de pensar em bananas teve a (infeliz) ideia de criar um projeto de lei 'normatizando' a venda de banana em todo o estado de São Paulo através da balança.
Hoje, numa rápida passagem pela feira do Glicério (região central de São Paulo), o que mais escutei foram xingamentos e críticas de consumidores aos que contribuiram para que a 'Lei da banana' fosse aprovada na íntegra.
Sem entrar no mérito da 'bananalização' do tema, qual foi o custo legislativo disso? Quantas horas de discussão, folhas de papel e cafezinhos foram gastos pelos parlamentares até seu desfecho 'heróico e retumbante'?Façam-me o favor! Banana sempre foi vendida por dúzia nas feiras e por quilo nos supermercados. Está faltando o que fazer? Mamma mia!
Os 27 tribunais de justiça em todo o país gastam quase 17 bilhões de reais por ano com vencimentos dos juízes. São Paulo banca 4,59 bilhões desse bolo somente com despesas da toga paulista, mas o que se vê é a morosidade e ineficiência como marcas registradas do poder judiciário brasileiro.
O contribuinte deve pensar que deveria haver um índice de produtividade para que os processos não ficassem tanto tempo emperrados à espera de um despacho ou sentença. Mas esbarra-se em alguns princípios previstos em lei que protegem os magistrados daquilo o que acontece na iniciativa privada, ou seja: não produziu, não rendeu, olho da rua e passe bem.
Uma das blindagens é o que se chama de irredutibilidade de vencimentos. O juiz não pode ter seu salário diminuído sob hipótese alguma. Outro é a inamovilidade do cargo, em que não pode ser transferido ou demitido em razão da função exercida. Existem outros princípios, aplicados igualmente aos membros do Ministério Público e demais servidores.
Tudo isso deveria mudar, passar por uma transformação. Executivo, Legislativo e Judiciário seriam submetidos ao olhar do contribuinte, com poder de decisão sobre quem fica e quem sai ao deixar de prestar um serviço público com um mínimo de qualidade.
A figura do ombudsman junto aos conselhos deliberativos seria uma alternativa para os três poderes nos níveis federal, estadual e municipal..Correições seriam o princípio da via rápida para quem não demonstra interesse em constituir o serviço público.
Outra medida interessante é quebrar de uma só vez a chamada estabilidade do serviço público. Hoje, tanto faz como tanto fez, o servidor vira as costas para o contribuinte e o salário cai na conta do mesmo jeito no final do mês. Isso tem que mudar.
Experimente um vendedor de uma loja de calçados fazer isso para ver o que acontece na primeira semana do mês seguinte. Ou então o gerente de um banco deixar de cumprir a meta. Tenho certeza que não fica.
Enxugar o quadro de servidores também seria uma boa medida. Programa de demissão voluntária em um primeiro momento. Demissão com o fim da estabilidade e insatisfação do conrtibuinte com má prestação de serviço viria em seguida.
Medidas arrogantes e contrárias ao que preconiza a lei? Talvez. Mas alguma coisa deveria ser feita para a máquina pública funcionar de verdade. Mesmo com a gritaria dos sindicalistas contrários ao interesse maior da população que está cansada de ser atendida de qualquer jeito quando precisa buscar um dos três poderes.
Vigente desde a quarta-feira, a lei paulista que obriga comerciantes a vender a fruta por peso parece um sarro. Algum deputado que não tinha lá muito o que fazer além de pensar em bananas teve a (infeliz) ideia de criar um projeto de lei 'normatizando' a venda de banana em todo o estado de São Paulo através da balança.
Os 27 tribunais de justiça em todo o país gastam quase 17 bilhões de reais por ano com vencimentos dos juízes. São Paulo banca 4,59 bilhões desse bolo somente com despesas da toga paulista, mas o que se vê é a morosidade e ineficiência como marcas registradas do poder judiciário brasileiro.
O contribuinte deve pensar que deveria haver um índice de produtividade para que os processos não ficassem tanto tempo emperrados à espera de um despacho ou sentença. Mas esbarra-se em alguns princípios previstos em lei que protegem os magistrados daquilo o que acontece na iniciativa privada, ou seja: não produziu, não rendeu, olho da rua e passe bem.
Uma das blindagens é o que se chama de irredutibilidade de vencimentos. O juiz não pode ter seu salário diminuído sob hipótese alguma. Outro é a inamovilidade do cargo, em que não pode ser transferido ou demitido em razão da função exercida. Existem outros princípios, aplicados igualmente aos membros do Ministério Público e demais servidores.
Tudo isso deveria mudar, passar por uma transformação. Executivo, Legislativo e Judiciário seriam submetidos ao olhar do contribuinte, com poder de decisão sobre quem fica e quem sai ao deixar de prestar um serviço público com um mínimo de qualidade.
A figura do ombudsman junto aos conselhos deliberativos seria uma alternativa para os três poderes nos níveis federal, estadual e municipal..Correições seriam o princípio da via rápida para quem não demonstra interesse em constituir o serviço público.
Outra medida interessante é quebrar de uma só vez a chamada estabilidade do serviço público. Hoje, tanto faz como tanto fez, o servidor vira as costas para o contribuinte e o salário cai na conta do mesmo jeito no final do mês. Isso tem que mudar.
Experimente um vendedor de uma loja de calçados fazer isso para ver o que acontece na primeira semana do mês seguinte. Ou então o gerente de um banco deixar de cumprir a meta. Tenho certeza que não fica.
Enxugar o quadro de servidores também seria uma boa medida. Programa de demissão voluntária em um primeiro momento. Demissão com o fim da estabilidade e insatisfação do conrtibuinte com má prestação de serviço viria em seguida.
Medidas arrogantes e contrárias ao que preconiza a lei? Talvez. Mas alguma coisa deveria ser feita para a máquina pública funcionar de verdade. Mesmo com a gritaria dos sindicalistas contrários ao interesse maior da população que está cansada de ser atendida de qualquer jeito quando precisa buscar um dos três poderes.
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sábado, 9 de maio de 2009
"Jornal de papel vai servir só para embalar banana na feira?"
"Jornal de papel vai servir só para embalar banana na feira?"
Essa era a pergunta de um jornalista que recentemente escreveu na Folha de S.Paulo sobre o declínio do jornal impresso.
Em alguns casos, jornais impressos vão mal das pernas.
Perdem anunciantes, leitores e assinantes.
Talvez o que mais impacienta o leitor é ler um jornal sem conteúdo crítico,
repetindo tudo o que o rádio, a tv, a internet já noticiaram ontem (ou anteontem em alguns casos).
Além da falta de visão crítica, falta aprofundamento nas matérias, coisa que os jornais impressos desperdiçam a cada dia. E perdem cada vez mais.
Outro ponto que afungenta o leitor são os interesses que existem por trás de alguns temas insistentemente batidos diariamente por alguns jornais, como se estivessem fazendo fumaça para atingir um objetivo econômico ou político, querendo forçar o leitor a pensar como os editores e donos desses veículos.
Eu mesmo reduzi o número de exemplares do jornal que assino para apenas quatro dias. Mesmo assim, apenas o domingo é, por enquanto, o único dia mais atraente para uma leitura mais caprichada no jornal impresso. E olha lá se não parar também, tamanho os artigos insípidos e matérias repetitivas da semana inteira que desaguam naquele que seria um 'dia de domingo'.
Vai mal.
Acesse pelo nome Alvaro Taniguti.
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