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domingo, 6 de dezembro de 2009

Convulsão na mão, um alerta

Na noite deste sábado (05/12) uma convulsão na mão esquerda impressionou quem nunca havia visto algo semelhante.
Movimentos involuntários de abre-e-fecha surgiram de repente, descontrolados e muito rápidos, como  doador de sangue colhendo material.
Essa convulsão durou pouco mais de cinco minutos e deixou impressionada a família da minha mulher, que em 2002 presenciou duas convulsões até descobrir que a primeira cirurgia seria necessária.
Logo após a crise, liguei para o neurocirurgião em São Paulo. Contei o ocorrido e ele recomendou voltar a tomar os quatro comprimidos diários do anticonvulsivante.
No dia primeiro ele decidiu em diminuir um comprimido ao ver o resultado do exame de sangue com a concentração do medicamento e constatar que estava no máximo da referência, de 10 a 20 mg. Acima de 20 é considerada tóxica.
Com essa 'cãibra' na mão esquerda, concluo:
1- os quatro comprimidos diários são necessários por conta da quimioterapia ou da radiocirurgia de 21 de setembro (a 'noite do terror');
2- essa convulsão na mão esquerda possui histórico: duas vezes antes da segunda cirurgia, no dia da radiocirugia e ontem;
3- o anticonvulsivante é ministrado em quatro comprimidos desde a primeira cirurgia em 2002, mas não me recordo se houve redução após um certo período do encerramento da radioterapia;
4- a sensação de formigamento diminuiu 95% no final da noite, mas hoje pela manhã sentia algo parecido com dor muscular, como ácido lático tivesse sido produzido após intensa atividade física repentina.
5- Fico desconfiado ao movimentar a mão esquerda, receoso de nova convulsão. É igual bunda de nenê e cabeça de juiz: nunca se sabe o que vem por aí. Tá louco!