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domingo, 13 de dezembro de 2009

Xixi à Mr. Bean

Esta semana vim para São Paulo para exames e quimioterapia.
Além de enfrentar muita chuva e deparar com a Paulicéia de ponta cabeça com a inundação (postei fotos no Orkut e uma visão crítica neste espaço), passei por uma situação curiosa.
Na clínica de medicina diagnóstica (tucanaram o que era laboratório de análises clínicas!) fui para banheiro com o pote, copinho e tubo de amostra para exame de urina.
Estava muito além das duas horas necessárias sem ‘verter água’. Minha última ida ao banheiro foi no posto em Limeira. Resumo: estava há quatro horas sem visitar o (tão sonhado) mictório!
Orientado pela enfermeira, deveria colher e dispensar o primeiro jato e colocar a amostra do segundo no tubo.
Fico sem graça em ficar descrevendo esses procedimentos, mas quem nunca fez isso? Se estiver louco de vontade de esvaziar a bexiga, é onde mora o perigo.
Pois bem. Fiz tudo como manda o figurino: Xixi um, fora. Xixi dois, separa.
Não aguentava mais. Esvaziei a bexiga em seguida, de olho no copinho que interessava ao laboratório. Dei descarga. Pronto! Agora é só despejar o conteúdo para o tubinho, tampar, lavar novamente as mãos, entregar e adeus.
Na na ni na não! Comigo, claro, haverua de ser diferente.
Ao esticar o braço direito para apanhar o copinho em cima da pia, esbarrei a bendita mão e o copinho com meu precioso (“my preciooous” do Senhor dos Anéis, lembra?) virou na cuba!
“Não fiz isso!”, falei comigo, olhando o líquido que sumia velozmente pelo ralo, o vaso, a pia, o copinho e o tubinho vazios.
Por uns quinze segundos fiz cara de Jerry Lewis e Mr. Bean.




Forcei a bexiga na esperança de, quem sabe, dar a derradeira xixizada que me livraria ter que ficar na sala de espera por mais duas horas. Em vão.
Saí do banheiro. Contei à enfermeira, com cara de panetone. Com toda tranquilidade ela soltou:
-“Pode acontecer. É só esperar duas horas. Aproveita para tomar café, uma água”, disse.
- Minha mãe foi saber por que demorava em sair da ala de coleta:
-“Não acredito!”
-“ Nem eu!”, respondi, pensando nas duas horas perto das máquinas de café, capuccino, chocolate quente e bolachas.
É o tempo que surge a vontade de ir ao banheiro.
Vou eu de novo: pote, copinho e... tubinho.
Dispensei o primeiro jato e o segundo despejei imediatamente para o tubo. Fechei bem fechadinho, para garantir o meu precioso.
Aí, sim! Aliviei a bexiga, sem nenhuma preocupação.
Um oito de dezembro inesquecível: chuva, viagem e a tarde fazendo xixi.
Outros virão.
Aprendemos com os acertos, mas principalmente com os erros.
Bom final de semana.