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quinta-feira, 10 de junho de 2010

Copa

Está muito frio em são Paulo. Algo em torno dos 15oC.
Ouvindo a BandNews FM (96,9 MHz), descobri que é hoje a abertura da Copa do Mundo. Sério? Achei que começava terça (15). Juro.
Copa do Mundo brochante por sinal.
Não percebi animação nenhuma por onde andei. Apenas tímidas bandeiras em algumas lojas e residências.
Pinturas no asfalto? Nenhuma até o momento. Lojas de tinta e de fogos, preparem-se para o pior.
Até mesmo os taxistas com quem conversei aqui -um bom termômetro sobre assuntos como este-, estão cautelosos.
Arriscam até dizer que é melhor perder todas partidas da primeira fase e voltar.
"Prejuízo na certa para nós", disse ontem um taxista que me levou a um hospital na Avenida Paulista, onde fiz minha ressonância magnética bimestral de controle tumoral.
Ele afirmou que seu desânimo se dá por conta do técnico (Mulunga) e seus convocados. Até aí, cada brasileiro se julga um técnico.
Com opinião semelhante, outro taxista afirmou que parar de trabalhar para assistir a um jogo de futebol não se justifica. "Já temos tantos feriados para bandeira 2", completou a conversa.
Do meu modesto canto, a observação crítica se dirige não ao país-sede (África do Sul), que já provou ter a mesma desorganização (e corrupção) que os irmãozinhos do outro lado do Atlântico, que abrigarão a próxima Copa.
Mas sim ao jogo de interesses em que os patrocinadores e os 'cartolas' quem convocam jogadores através de uma boca de aluguel chamada técnico.
Nem com Viagra.

sábado, 6 de março de 2010

Renda(-se)! É um imposto ou impostor?




Acabo de enviar pela internet minha declaração de Imposto de Renda.
Como bom alemão, declarei meus iates, jatinhos, helicópteros, mansões, castelos, poços de petróleo, euros, dólares, ienes, libras esterlinas e reais (reais?) ao Fisco.

Nada como o prazer de contribuir para o progresso de meu país, sabedor dos [muito mais] devere$ que direitos a previdência social e demais serviços públicos pagos com valores justo$$$.
Isso porque vivo aqui, na Alemanha, onde vale a Lei de Gérson e pratica-se religiosamente o pagode, churrasquinho, cerveja, além da rapinagem de dinheiro público e corrupção. Política, em especial.
É o oposto do Brasil, onde tudo funciona e é motivo de vergonha familiar e prisão ser flagrado com propina.
Aqui na Deustchland sai em coluna social com manchete em letras garrafais (ou panetonianas): "Veja o estilo de vida de fulano, desfrutando sua piscina de dinheiro do povo".
Não reagimos, apenas (re)elegemos.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Um jogo, duas transmissões

Araraquara fica sempre com o osso para roer. Até no futebol.
Quando festejaram as obras e inauguração da Arena da Fonte, o jogo de estreia foi televisionado pela Record News.
Aqui em São Paulo, pela TVA ou NET, o sinal da RN é bloqueado, mesmo sendo uma emissora aberta e gerada a partir de Araraquara.
Fiquei sem assistir ao jogo inaugural por conta dessa arbitrariedade.
Com o início do campeonato paulista, todos da morada do sol [como Araraquara é conhecida], vibraram com a possibilidade de sediar jogos do G4: São Paulo, Palmeiras, Santos e Corinthians [outro dia puxaram minha orelha para dizer que corintiano é com 'h'. Em tempos de colegial aprendi que Corinthians, time, se escreve com 'h'; corintiano, torcedor, sem 'h'. Para quem tiver dúvida, acesse o Uol Bibliotecas e digite as palavras no dicionário Caldas Aulete para comprovar].
Os jogos vieram, mas o filé mignon da tv ficou para o restante do estado de São Paulo. A região abrangida pela Band (Clube) e Globo (EPTV Central) teve que se contentar com outro jogo gerado pela própria EPTV (no caso, Campinas). Foi assim com o jogo do Corinthians.
Enquanto todo estado assistia ao jogo na Arena da Fonte, Araraquara se contentava com o Palmeiras no Parque Antartica com geração e apresentação da EPTV.
A Clube de Ribeirão Preto cortou o sinal da Band e deixou barras coloridas durante a partida.
Mas a transmissão da afiliada da Rede Globo deixou muito a desejar: quem se acostumou com Cléber Machado ficou com um tal de Osvaldo. Quem assiste aos grafismos na tela gerados pela Globo SP teve que se contentar com algo parecido com quebra-galho diante do padrão global da emissora carioca.
Deve ter sido assim nesta quarta (03/03) com Oeste de Itápolis e São Paulo na Arena.
Aqui em São Paulo, o filé mignon. Em Araraquara, carne de pescoço.
Isso tudo para forçar o torcedor ir ao estádio em plena quarta-feira 22h. Como se a grande maioria não precisasse acordar cedo para trabalhar no dia seguinte.
Mas a tv banca ($$$) tudo isso.
Por isso os estádios ficam mais vazios.
Defendo jogos com estádios fechados.
Por que dispender policiamento reforçado e funcionários para organizar toda essa parafernália?
Evita-se brigas, os holofotes são ligados quando as equipes chegarem, disputa-se a partida sem imprevistos e todos saem de lá, felizes da vida, pois quem paga o cachê é a tv, que manda e desmanda nos horários.
Como se explica a presença maciça das torcidas nos estádios em campeonatos europeus?
Por lá joga-se baseado em planejamento, inclusive de faturamento.
Aqui pensa-se única e exclusivamente nas cotas de patrocínio televisivo...