Lembram dois momentos marcantes. Em minha infância empurrava o carrinho para minha avó. Perto da adolescência, meu irmão e eu acompanhavámos papai nas compras que fazia. Sempre nas férias escolares. Sempre às sextas-feiras, na rua de casa.
Nesse dia, era como bater cartão: pastel e caldo de cana ao chegar da escola. Houve um tempo em que havia também um vendedor de espetinhos. Há quem torça o nariz (uma amiga minha sempre dispara: “Ai que nojo!”), mas fico com o “Amo muito tudo isso”.
Sempre comunicativo, papai fez amizade com Jaime, dono de uma banca de legumes. Nesse convívio semanal, não demorou muito a estarmos lá, ajudando-o vender baciadas de cenoura, pimentão, milho verde e mandioca, sem nada em troca.














