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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Feira-livre e eu

Gosto de andar pelas feiras-livres.
Lembram dois momentos marcantes. Em minha infância empurrava o carrinho para minha avó. Perto da adolescência, meu irmão e eu acompanhavámos papai nas compras que fazia. Sempre nas férias escolares. Sempre às sextas-feiras, na rua de casa.
Nesse dia, era como bater cartão: pastel e caldo de cana ao chegar da escola. Houve um tempo em que havia também um vendedor de espetinhos. Há quem torça o nariz (uma amiga minha sempre dispara: “Ai que nojo!”), mas fico com o “Amo muito tudo isso”.
Sempre comunicativo, papai fez amizade com Jaime, dono de uma banca de legumes. Nesse convívio semanal, não demorou muito a estarmos lá, ajudando-o vender baciadas de cenoura, pimentão, milho verde e mandioca, sem nada em troca.
Era o prazer de ajudar, mas a nítida intenção de papai era nos fazer enxergar que a vida é comunicação, expansividade. No papel de consumidor ou vendedor, não importa: voluntariado se pratica com humildade, discrição e alguns legumes.

sábado, 28 de novembro de 2009

Mandioqueiro

As feiras-livres contam com a presença de alguns comerciantes ‘carimbados’, por destacarem-se dos demais que sempre gritam a mesma coisa: “Tá barato, tá barato, olha aí, vem escolher...”

Esse feirante que se diferencia chama-se Elias. Ou ‘Boi’, seu apelido na feira do Cambuci todas sextas-feiras.
Bem humorado, canta todo o tempo paródias de músicas populares, sempre mencionando o que se considera o ‘carro-chefe’ de sua barraca: mandioca.
Isso mesmo! Descascando, cortando, lavando e embalando os pedaços da raiz, não perde nunca o ritmo, mesmo quando se envereda em fazer graça com os feirantes próximos com aquelas frases que aprendemos na escola e repetíamos aos outros para provocar.
Alguns exemplos:
- No calor da cozinheira ela cozinha mandioca (?)...
- Bom dia freguesia, bom dia mulherada. Mandioca fresquinha, mandioca macia...
- Seu Antônio é meu amigo, seu Antônio é meu colega. Vou fazer com ele o que o cavalo faz com a é...
- Às vezes você me pergunta se a mandioca é boaaaaa... (parodiando Raul Seixas em Maluco Beleza)
- Gruda, gruda na cintura da mulher, é da mandioca boa que ela gosta, que ela quer... (parodiando a dupla sertaneja Rick & Renner em Moleca)
E assim toca a vida o nosso ‘mandioqueiro’!

No Youtube você confere os videos gravados dia 27.11.09 digitando http://tinyurl.com/y8mn2y3.
No Orkut você pode ver outras fotos no álbum ‘Mandioqueiro e feira-livre’ em meu perfil.
Acesse!
Bom final de semana.


sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Mandioca e chiclete

Sexta-feira e dia de desacelerar, certo?

- Frase ouvida de um feirante na feira livre do Cambuci, hoje pela manhã: "Mandioca é igual chiclete, tá na boca de todo mundo!".Ele vende mandioca e afins, mas será que alguém masca chiclete sem ser pela boca?
Chiclete e mandioca. Para bom entendedor...
- Na banca de frutas do 'Seu' Antônio', além das maçãs, mamões, laranjas, havia limão também.
Aproveitei que outro dia havia questionado sobre a laranja-lima 'bem doce' e perguntei se hoje o limão vendido estava 'bem azedo'.
Ele aproveitou para explicar que para fazer bolo de laranja as donas-de-casa preferem a laranja mais azeda. Ué?

sábado, 29 de agosto de 2009

Ê sábado...

Sábado de sol e calor em São Paulo. Aproveitei a manhã para sair e comprar um par de sapatos, apesar da preguiça geral demonstrada no Twitter (tuítar vicia, acredite). Acabei voltando para casa com os sapatos novos ( Mariner) e um par de tênis também (Olympikus). Par de tênis bastante leve, macio e confortável. Sapatos que ficam entre o social e o esporte. Bons investimentos para os pés, creio. Ontem (sexta-feira), na feira livre do Cambuci, ouvi um comerciante chamar a freguesia com a seguinte frase: "Everybody nights, everybody days". O quê? Quanto à segunda-feira, a consulta com o Dr. Sebastião Correa gera uma boa expectativa, mesmo sabendo que ocorra a contraindicação da radioterapia em seu relatório, essa segunda opinião será válida, pois virá referendada com aquilo o que o Dr. Carlos Alexandre havia sinalizado, bem diferente daquela minha peregrinação que fiz com a oncologista e o primeiro radioterapeuta. Até hoje eles ficaram de dar retorno sobre a alternativa da braquiterapia. Se ainda estivesse esperando...
Uma nota na Folha de S.Paulo deste sábado na página Saúde fala da descoberta, pelos pesquisadores do Instituto Butantan, que uma proteína encontrada na saliva dos carrapatos reduz ou erradica células cancerosas sem interferir nas saudáveis. Boa notícia... A de ontem, da USP de Ribeirão Preto, também foi animadora...

sábado, 9 de maio de 2009

"Jornal de papel vai servir só para embalar banana na feira?"

"Jornal de papel vai servir só para embalar banana na feira?"

Essa era a pergunta de um jornalista que recentemente escreveu na Folha de S.Paulo sobre o declínio do jornal impresso.

Em alguns casos, jornais impressos vão mal das pernas.
Perdem anunciantes, leitores e assinantes.

Talvez o que mais impacienta o leitor é ler um jornal sem conteúdo crítico,
repetindo tudo o que o rádio, a tv, a internet já noticiaram ontem (ou anteontem em alguns casos).
Além da falta de visão crítica, falta aprofundamento nas matérias, coisa que os jornais impressos desperdiçam a cada dia. E perdem cada vez mais.
Outro ponto que afungenta o leitor são os interesses que existem por trás de alguns temas insistentemente batidos diariamente por alguns jornais, como se estivessem fazendo fumaça para atingir um objetivo econômico ou político, querendo forçar o leitor a pensar como os editores e donos desses veículos.

Eu mesmo reduzi o número de exemplares do jornal que assino para apenas quatro dias. Mesmo assim, apenas o domingo é, por enquanto, o único dia mais atraente para uma leitura mais caprichada no jornal impresso. E olha lá se não parar também, tamanho os artigos insípidos e matérias repetitivas da semana inteira que desaguam naquele que seria um 'dia de domingo'.
Vai mal.
Acesse pelo nome Alvaro Taniguti.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Feira livre em São Paulo!


Feira livre em São Paulo é autêntica, tem cara de feira mesmo... com direito a caldo de cana e pastel! Essa feira acontecia na rua de casa, no Cambuci, e as barracas de peixe ficavam bem em frente! Foi transferida nos anos 90 para a Rua Victorio Emanuel. Nada se compara a feira livre paulistana! Salmão fresco, para sashimi (peixe crú): preço compensa
Miguel, cearense que fala japonês
Antônio: simpatia em pessoa
Variedade e cores em frutas, verduras e legumes


Em meu perfil no orkut.com tem álbuns completos de fotos dos posts do blog. Acesse pelo nome Alvaro Taniguti.