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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

São Paulo, estado de calamidade

- Desde ontem (17) mais uma praça de pedágio funciona em São Paulo. Fica em Osasco, na rodovia Castello Branco, nos quilômetros 18 e 20. A agência estadual que autoriza a implantação dos postos de cobrança (Artesp) argumenta que o valor será diluído em dois valores nas pistas expressas. Apenas quem utilizava as marginais da rodovia eram os pagantes. O valor cai de R$6,50 para R$2,80 para veículos de passeio. No quilometro 33 a tarifa ‘cai’ de R$11,60 para R$5,60. A população de Jandira, Itapevi e região ficou satisfeita começar assim 2010. Todos pagam agora. E mais, claro. Que bonzinhos!
Outras dez praças de pedágio serão instaladas no complexo Tamoios-Rio-Santos, assim que privatizadas.
Três pontos de cobrança funcionam desde dezembro na rodovia D. Pedro I, região de Campinas. Assim é fácil: recupera-se, constrói-se (Rodoanel) com dinheiro público para entregar de mão beijada às concessionárias.
O plano de implantar uma praça de pedágio entre Araraquara e São Carlos na rodovia Washington Luís está sepultada mesmo? Foram rumores? E a SP 255 entre Araraquara e Jaú? Os comentários sobre a privatização deste trecho não calam.

A média é de um pedágio a cada 33 quilômetros no estado. Pior: gastam também uma montanha de dinheiro do contribuinte com propaganda aos quatro cantos.
Outro exemplo de gastança com publicidade derrubada pelos fatos: a estatal de saneamento Sabesp divulga que os córregos que margeiam o rio Tietê receberam tratamento de primeiro mundo e estão limpos e recuperados. As chuvas fortes se encarregaram de mostrar a realidade. Veja no YouTube o que disse o governador José Serra sobre o assunto em http://www.youtube.com/watch?v=F-w5JOOGiiw
A mesma estatal é apontada pela Folha por fornecer água contaminada com coliformes fecais (leia-se cocô) em Bertioga, litoral sul. A direção nega, mas o jornal prova a existência de um relatório interno com a conclusão.
- A secretaria estadual dos transportes contribuiu com sua parcela de bondade ao reconhecer que não estavam preparados para suportar sobrecarga no sistema de pagamento de IPVA nos bancos, aberto esta semana para a temporada 2010. Quem não conseguiu pagar o tributo com placa final 1 na data prevista pelo governo tem agora até o dia 21 para fazê-lo, mas apenas em parcela única. Como se todos motoristas estivessem ávidos, desesperados em pagar IPVA com prazer. A mesma situação ocorreu em 2009. Nada foi resolvido, apenas afinaram as desculpas que todos queriam pagar ao mesmo tempo. Piada sem graça.
- Na capital uma cratera abriu novamente na avenida Nove de Julho e a imprensa revelou que desde 1980 o problema é empurrado.
 Em 2004 a então prefeita Marta Suplicy (PT) assinou uma licitação para obras de construção de novas galerias de águas pluviais e um piscinão sob a avenida. Em 2005, o prefeito José Serra (PSDB) suspendeu a licitação. Neste verão a cratera surgiu novamente.
Pressionado, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) -que era vice de Serra-, decidiu reabrir a licitação. Se não foi feito em seis anos, reabrir a licitação por quê? Para inglês ver?
- Outra situação semelhante: em 2004 a prefeita ordenou a compra de contêineres de lixo para serem instalados nas principais ruas e avenidas, e assim diminuir o acúmulo de lixo. No ano seguinte Serra abandonou o projeto e Kassab simplesmente ignorou. Resultado: as cenas de montanhas de lixo pós-enchente na cidade são comuns.
- Obras de ampliação do metrô paulistano estão  com o cronograma atrasado nas estações Vila Prudente e Higienopolis-Mackenzie. A promessa é de concluir em março.
A estação Sacomã começou a operar experimentalmente este mês, mas já foi aberta ao público em horários restritos. Vale lembrar que a mesma pressa eleitoral causou acidentes com vítimas fatais, como o desmoronamento da estação Pinheiros em 2007.
Por falar nisso, e as vigas do Rodoanel que desabaram? Quem pagou a conta? Cadê a imprensa que tanto lota páginas e páginas sobre o panetone em Brasília e se cala diante disso?
São Paulo é muito mal administrada há quase 16 anos.
É assim que se trabalha por você?

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Valor de um sorriso

Na minha última viagem para São Paulo tive duas oportunidades que me convenceram definitivamente que um sorriso pode mudar a feição de uma pessoa e até mesmo um ambiente. No dia anterior fui ao guichê da empresa para validar minha passagem comprada pela internet. Com o voucher em mãos, fui atendido no guichê por um funcionário atencioso e sorridente, que rapidamente imprimiu a passagem. Do começo ao fim do atendimento atenção e prestatividade. E sorrido no rosto. No dia da viagem, outra surpresa: o motorista também exibia sorriso, deixando evidente que estava lá para, não apenas cumprir sua jornada de trabalho, mas porque gostava daquilo o que estava fazendo. Não deu outra: viagem segura, tranquila e uma despedida no desembarque respondendo com um sorriso aos passageiros que agradeciam pela missão cumprida com serenidade. Outra ocasião, recente, o ônibus em que viajava para Araraquara (SP) sofreu uma pane mecânica logo após a subida da Serra dos Padres em Cotrumbataí (SP) e foi obrigado a parar. O motorista, por sua vez, demonstrou saber o que fazer, tratando todos com calma e demonstrando controle daquela situação. Teve habilidade de organizar os passageiros que tinham prioridade quando outros carros passavam pelo coletivo quebrado e dispunham os assentos vagos. Detalhe: em nenhum momento deixou de sorrir quando era solicitado por algum passageiro com dúvida ou pressa de seguir viagem durante a parada inesperada. É isso. Sorriso ajuda e desarma uma situação controversa. Desde que o sorriso seja sincero.