Mostrando postagens com marcador jornalismo regional. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador jornalismo regional. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 24 de junho de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Rápidas & Ácidas
- Nem bem retorno a Araraquara (SP) e ligo a tv no primeiro telejornal regional. Uma das manchetes é sobre o furto de pés de alface e mandioca em Santa Cruz das Palmeiras.
- Em outro, a abertura do noticioso avisa: "Atenção emissoras que monitoram nosso sistema de comunicação", seguida de uma contagem regressiva.
Quem monitoraria uma afiliada que sequer dá a mínima para a macrorregião, a não ser o próprio umbiguinho em Ribeirão Preto?
Numa semana, início da safra de batata e os preparativos da festa do milho em um distrito como notícia importantíssima para 40 cidades de uma região.
Hoje, matérias sobre furto de pés de alface e mandioca. Além, é claro, a vinheta do monitoramento.
A imprensa regional precisa parar com essa pasmaceira e dar um basta nessa megalomania.
Afinal, se fossem emissoras que não vivessem à sombra de uma geradora na capital paulista ou carioca, esturricariam pela falta de visão e criatividade.
Surpreende a TVM (TV Matão), que abrange sua cidade e consegue dar conta do recado: é local e ponto.
- Em outro, a abertura do noticioso avisa: "Atenção emissoras que monitoram nosso sistema de comunicação", seguida de uma contagem regressiva.
Quem monitoraria uma afiliada que sequer dá a mínima para a macrorregião, a não ser o próprio umbiguinho em Ribeirão Preto?
Numa semana, início da safra de batata e os preparativos da festa do milho em um distrito como notícia importantíssima para 40 cidades de uma região.
Hoje, matérias sobre furto de pés de alface e mandioca. Além, é claro, a vinheta do monitoramento.
A imprensa regional precisa parar com essa pasmaceira e dar um basta nessa megalomania.
Afinal, se fossem emissoras que não vivessem à sombra de uma geradora na capital paulista ou carioca, esturricariam pela falta de visão e criatividade.
Surpreende a TVM (TV Matão), que abrange sua cidade e consegue dar conta do recado: é local e ponto.
Marcadores:
Araraquara,
jornal,
jornalismo regional,
manchete,
notícia,
Rápidas e Ácidas,
Ribeirão Preto,
São Carlos
terça-feira, 13 de abril de 2010
Rápidas & Ácidas
- Nessas idas e vindas de São Paulo por conta do tratamento quimioterápico, fico asustado com as reportagens levadas ao ar no jornalismo regional do interior.
- Na semana que passou assisti, intrigado e curioso, um repórter que foi deslocado para mostrar um bezerro supostamente albino, nascido em uma cidade da região.
Despertou tamanho interesse em mim que não me contive de espanto e alegria com um fato tão chamativo: um bezerro albino na região central do estado de São Paulo!
Na edição, entrevistas com o proprietário do animal, um biólogo e um técnico agropecuário.
Todo aquele carnaval de quase 90 segundos para se concluir, lavando as patas e examinando a pelagem do animal, que NÃO se tratava de um bezerro albino.
Oh! Não dormi aquela noite, só em pensar que isso ocorre raramente, a cada zilhões de bezerros nascidos pelo planeta. Tadinho dos bezerros albinos. Vou abrir uma ONG em defesa dos bichinhos.
O 'mesão' (reunião de pauta para definir assuntos de um jornal) estava fraquinho aquele dia. Sobrou para o bezerro não albino virar estrela de um jornal de televisão regional. Só faltou ele conceder entrevista. Bééé...
- Mas para fechar a semana, o noticioso estava inspirado: sábado à noite saboreei as imagens dos preparativos da festa das delícias do milho em um distrito de São Carlos.
Não é melhor deixar aberto para o interior as duas edições do jornal veiculado na praça paulistana da emissora global?
Vez ou outra uma notícia mais séria dos nossos rincões pode 'subir' (interessar) e, quem sabe, virar matéria estadual? Menos a do bezerro e da festa do milho, por favor.
Ou então, que tal cada afiliada se dividir em mais emissoras?
É impossível informar (bem) mais de 40 cidades sintonizadas em uma só emissora regional, mera repetidora de uma rede nacional.
Que interessa ao telespectador em Matão, Santa Lúcia, Rincão e Araraquara saber sobre o problema da batata mal crescida em Vargem Grande do Sul?
Qual comerciante de Santa Cruz do Rio Pardo não percebe que joga dinheiro fora anunciando as ofertas de seu mercado ao mesmo tempo em Boa Esperança do Sul? Ou ele acha que algum louco sairá de Ribeirão Bonito para conferir as ofertas em outra cidade tão distante?
Nosso trabalho de conclusão de curso de jornalismo (TCC) focou a questão com o video 'Fronteiras em Pauta'.
Corre-se o risco, do jeito que está acéfalo o telejornalismo, de assistirmos manchetes nacionais assim:
-'Um bezerro albino intriga o interior de São Paulo'. Ou:
-' Exclusivo: imagens da preparação da festa das delícias do milho em um distrito de São Carlos'.
Pasmém.
- Na semana que passou assisti, intrigado e curioso, um repórter que foi deslocado para mostrar um bezerro supostamente albino, nascido em uma cidade da região.
Despertou tamanho interesse em mim que não me contive de espanto e alegria com um fato tão chamativo: um bezerro albino na região central do estado de São Paulo!
Na edição, entrevistas com o proprietário do animal, um biólogo e um técnico agropecuário.
Todo aquele carnaval de quase 90 segundos para se concluir, lavando as patas e examinando a pelagem do animal, que NÃO se tratava de um bezerro albino.
Oh! Não dormi aquela noite, só em pensar que isso ocorre raramente, a cada zilhões de bezerros nascidos pelo planeta. Tadinho dos bezerros albinos. Vou abrir uma ONG em defesa dos bichinhos.
O 'mesão' (reunião de pauta para definir assuntos de um jornal) estava fraquinho aquele dia. Sobrou para o bezerro não albino virar estrela de um jornal de televisão regional. Só faltou ele conceder entrevista. Bééé...
- Mas para fechar a semana, o noticioso estava inspirado: sábado à noite saboreei as imagens dos preparativos da festa das delícias do milho em um distrito de São Carlos.
Não é melhor deixar aberto para o interior as duas edições do jornal veiculado na praça paulistana da emissora global?
Vez ou outra uma notícia mais séria dos nossos rincões pode 'subir' (interessar) e, quem sabe, virar matéria estadual? Menos a do bezerro e da festa do milho, por favor.
Ou então, que tal cada afiliada se dividir em mais emissoras?
É impossível informar (bem) mais de 40 cidades sintonizadas em uma só emissora regional, mera repetidora de uma rede nacional.
Que interessa ao telespectador em Matão, Santa Lúcia, Rincão e Araraquara saber sobre o problema da batata mal crescida em Vargem Grande do Sul?
Qual comerciante de Santa Cruz do Rio Pardo não percebe que joga dinheiro fora anunciando as ofertas de seu mercado ao mesmo tempo em Boa Esperança do Sul? Ou ele acha que algum louco sairá de Ribeirão Bonito para conferir as ofertas em outra cidade tão distante?
Nosso trabalho de conclusão de curso de jornalismo (TCC) focou a questão com o video 'Fronteiras em Pauta'.
Corre-se o risco, do jeito que está acéfalo o telejornalismo, de assistirmos manchetes nacionais assim:
-'Um bezerro albino intriga o interior de São Paulo'. Ou:
-' Exclusivo: imagens da preparação da festa das delícias do milho em um distrito de São Carlos'.
Pasmém.
Marcadores:
jornalismo,
jornalismo regional,
jornalista,
Rápidas e Ácidas,
TCC,
Uniara,
video
Assinar:
Postagens (Atom)
