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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Confronto

Uma nota sobre um assalto e morte de um assaltante em confronto com a PM na Avenida Aricanduva, zona leste da capital, figurava ao lado da notícia principal, a derrubada do helicóptero policial no Rio de Janeiro.
Curiosamente, o diagramador inseriu um texto complementar da notícia (o famoso ‘box’) com a avaliação de um estudioso do núcleo de violência de uma universidade fluminense sobre o caso que correu o mundo. No texto ele diz que a ‘tática de confronto’ não é ideal.
Espera um pouco!
Juntando os dois casos, o que é o ideal na concepção dessa mente brilhante que só estuda, estuda e estuda a violência, mas não passa de ano? A polícia chegar armada com um par de pantufas nas mãos e pedir para o biluzinho armado com um fuzil anti-aéreo se entregar?
Tem que ter chumbo de encontro!
Levantou um fuzil anti-aéreo, passa com um tanque em cima! Sem olhar para trás.
Que história é essa de intelectual enfiado em sala com ar condicionado afirmar que a polícia está errada com sua tática de confronto?
Desconfio seriamente que essa gente defende interesses escusos...
No caso de Aricanduva, o estado que mais sofre com a insegurança não reage à altura desde 1994, quando subestimou a formação de facções e deixou descambar nas megarrebeliões dos anos 2000.
Parece absurdo afirmar isso, mas tem muita gente que sente saudade dos tempos daquele governador que colocava a Rota nas ruas.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Noias

Uma escola que já foi símbolo de educação particular desde o final do século 19 hoje vive um martírio, podendo significar em breve o encerramento das atividades.

O Liceu Coração de Jesus, fincado na chamada cracolândia em São Paulo, teve cerca de três mil alunos no final dos anos 60, mas hoje paga o preço da degradação urbana com o domínio dos andarilhos e usuários de crack ao redor.
Não adianta falar em revitalização do centro da capital se medidas enérgicas não forem tomadas, inclusive encarando de frente os defensores das inócuas teses sociais de inclusão.
‘Nóia’ é o drogado, viciado, usuário. Deve ser visto e tratado sem muitos dedos, como gostam os estudiosos dos núcleos de violência pelo país.
Encerrado o horário comercial, caminhões-pipa fariam todas as noites e madrugadas, sob escolta da polícia e guarda municipal, uma limpeza completa nas ruas ‘degradadas’. Jatos de água potentes lavariam as vias e afugentariam os ‘nóias’ e outros assemelhados. E quem se opusesse seria presenteado com uma bela lembrança de gás pimenta, cassetete ou um passeio na delegacia por desobediência e resistência.
Oh! Isso é desumano! Desumano é desvalorizar toda uma área que tem sua vida para tocar por conta de meia dúzia de ‘nóias’. Tem que pôr para correr. Todas as noites. Duas, três vezes se necessário. Ainda estou para ver autoridade com coragem para isso. Ao invés disso, ficam enfeitando o urubú com lantejoulas sob o nome de projetos de revitalização.
Projetos, sim, mas tolerância zero com desocupado.
Aos cientistas sociais: levem essa turma para casa se quiserem tratar o problema a fundo.
Encerrando: um músico de 26 anos, usuário de crack, foi preso no Rio de Janeiro depois de matar por estrangulamento uma amiga de 18 anos que tentava ajudá-lo a sair do inferno em que se meteu.
Meteu-se porque quis, ninguém o forçou a fumar crack. Ele é quem deveria ir para o quinto, e não a amiga. ‘Capota’ fraca. Agora come às nossas custas.