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sábado, 16 de janeiro de 2010

Tolerância zero ou rabugice?

Encontrei este blog depois de tentar assistir televisão ao som de uma motocicleta com escapamento aberto  desfilando n vezes em alta velocidade na rua de casa aqui em São Paulo:

http://radioloandafm.wordpress.com/2008/02/08/08-fev-escapamento-aberto-esta-errado/

Qual é a tua reação quando você está passando por alguma rua da tua cidade e de repente passa uma mot0 com o escapamento aberto ( Barulho causado pela retirada do miolo do silencioso ou furo no cano de descarga) do seu lado?

Voce sabia:
Uma prática que vem se tornando comum entre motociclistas é mais um motivo de irritação geral e complica a convivência entre motos, automóveis e pedestres, que já não é das mais saudáveis. Trata-se de uma adulteração no escapamento das motocicletas, em alguns casos, retirando-se o miolo do silencioso (peça que reduz o ruído do motor); em outros, furando-se o escapamento. O objetivo alegado é aumentar o barulho, para que a presença da moto seja percebida mais facilmente, mas o resultado é o incômodo causado a motoristas, pedestres e até outros motociclistas, que condenam o ato. A adulteração é proibida pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB. A infração está prevista no artigo 230 do CTB, que proíbe o ato de: “Conduzir o veículo com descarga livre ou silenciador de motor de explosão defeituoso, deficiente ou inoperante”. A multa é grave, de R$ 127,69, mais perda de cinco pontos na carteira. Além disso, o código prevê que o veículo deve ser retido para regularização. Nesse caso, porém, como o procedimento não pode ser realizado na hora, a medida é reter o documento e liberar a moto para o reparo. Para o proprietário da moto voltar para casa sem o risco de novo transtorno, a Polícia Militar explica que o canhoto da multa vale como recibo, que justifica, somente no mesmo dia, a circulação com o veículo, sem documento. Depois de consertada, o proprietário deve comprovar o reparo e retirar o documento no Detran.
Isto incomoda e muito. Vamos tomar as devidas providências?

Logo abaixo há um comentário postado por um tal 'André Barros':

André Barros Disse:

Abril 2, 2008 às 1:17 am
Responder


cara, vai arrumar oq fazer meu amigo. se o proprietário da motocicleta gosta do escape aberto o problema é dele. Ao invés de adotar medidas contra, que tal vc fazer uma campanha para respeitarem os motociclistas? ou para retirar as latas velhas que transitam pela rua. isso sim causa problema. Ou a fumaça que é emitida pelo carros. ou ainda, para não usarem os carros sem necessidade, pois além de consumir muito mais combustível causa enorme transtorno na vida de todos, já que gera engarrafamento, ai aqueles que dependem de onibus chegaram atrasados e perdem horas nas própria vida.
abs. tem coisa muito mais importante pra se preocupar do que oescapamento da moto . abs

Esse energúmeno, além de ter uma mente embotada, não entende que a lei preconiza a punição para escapamento aberto, muito branda por sinal. A punição deveria ser uma rajada de metralhadora na moto e no mineral que dirige desta maneira, julgando-se no direito de mostrar quão negativo é seu Q.I. Motociclistas conscientes são poucos. Estes conseguem dirigir uma moto sem se matar, matar os outros e respeitando a lei do silêncio, que ao contrário que a maioria pensa, não vige das 22h às 6h e sim 24 horas. Está no Código Civil.



Mais: pede moto emprestada ‘pros nóias’ amigos seus para mostrar sua ignorância aos que estão ao redor.


Pior: o que é abs? ABS é um sistema de freios? abs é abreviação de observação? É obs., então. Se abs for abraços, peço desculpas, mas não utilizo o internetês ou burrês, típico de sujeitos assim. Uma moto possui mais neurônios.


O pior foi digitar 'escapamento aberto' no Google Imagens para ilustrar este post e encontrar logo de cara:
Bom final de semana.




quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

2010 com ciúme

Começo 2010 escrevendo sobre ciúme. Bem dosado o ciúme esquenta uma relação a dois (ou mais que isso), o que quer que seja.

Nem sei mais o que é ciúme.
Sou um ser 'aciumatizado', vamos dizer assim.
Tive muito ciúme e sofri por isso, mas hoje não me tira mais do sério.
Quando se estabelece uma relação de lealdade e confiança o ciúme excessivo se manda quando percebe o verdadeiro amor chegar.
Mas isso não significa que a coisa tem que esfriar. Raspa-se as arestas e o que fica é um pouquinho só, ao lado da compreensão e tolerância com as falhas que todos temos.
Ajuda a temperar, mas não é salvo conduto para sair por aí pintando e bordando...
Nem sei se sinto falta de alguém ter ciúme de mim. E quem nunca foi traído? O aborrecimento, efêmero, logo dá lugar a uma nova possibilidade.
Traição é perdoável, mas a confiança -uma vez quebrada-, não tem remendo que deixe idêntico ao original. Não se faz para o outro o que não queremos para nós. Mas a maioria pensa na bandalha, no instante. Lá na frente recebe as consequências das traições em todos os sentidos.
Ciúme, por fim, nada mais é que a sensação, a desconfiança de estar sendo passado para trás. Algumas vezes com razão de ser, mas na maioria, fruto da fértil imaginação humana. Nem tanto ao céu, nem tanto ao inferno. Mezzo a mezzo.
Controlemos a insegurança e o medo para o ciúme se reverter a nosso favor. E a quem está ao lado.
Ciúme de namorado, amigo, marido, irmão, pai, mãe, não importa: todos somos ciumentos. Assumimos, mas sempre depois de algum vexame ou barraco.
Lembre-se: a eternidade pode durar até a próxima festa. E se isso acontecer, cada um para seu lado, seguindo seu caminho, sem tragédias ou encenações toscas.
Difícil é falar em racionalidade, mas se não pararmos para respirar e refletir, o mundo seria mais louco ainda.

- Fechando:
Se você adiou deixou muita coisa para fazer em 2010, deveria ter imaginado que este ano temos além do infernoso Carnaval (ou 'semana da pátria' para alguns milhares de brasileiros orgulhosos de seu país), a Copa do Mundo e depois as eleições. Um ano perdido, sem a menor dúvida.
Por isso defendo a mudança dessas eleições em ano ímpar, em que não há futebol e olímpiada na jogada. Perdemos muito com esse oba-oba.
E acabem com o Carnaval também. Nem feriado é.
Uma pesquisa realizada pelo Ibope no início dos anos 2000 revelou que apenas 17% dos entrevistados gostam do Carnaval.
E quem não gosta fica sem opção.