- Nessas idas e vindas de São Paulo por conta do tratamento quimioterápico, fico asustado com as reportagens levadas ao ar no jornalismo regional do interior.
- Na semana que passou assisti, intrigado e curioso, um repórter que foi deslocado para mostrar um bezerro supostamente albino, nascido em uma cidade da região.
Despertou tamanho interesse em mim que não me contive de espanto e alegria com um fato tão chamativo: um bezerro albino na região central do estado de São Paulo!
Na edição, entrevistas com o proprietário do animal, um biólogo e um técnico agropecuário.
Todo aquele carnaval de quase 90 segundos para se concluir, lavando as patas e examinando a pelagem do animal, que NÃO se tratava de um bezerro albino.
Oh! Não dormi aquela noite, só em pensar que isso ocorre raramente, a cada zilhões de bezerros nascidos pelo planeta. Tadinho dos bezerros albinos. Vou abrir uma ONG em defesa dos bichinhos.
O 'mesão' (reunião de pauta para definir assuntos de um jornal) estava fraquinho aquele dia. Sobrou para o bezerro não albino virar estrela de um jornal de televisão regional. Só faltou ele conceder entrevista. Bééé...
- Mas para fechar a semana, o noticioso estava inspirado: sábado à noite saboreei as imagens dos preparativos da festa das delícias do milho em um distrito de São Carlos.
Não é melhor deixar aberto para o interior as duas edições do jornal veiculado na praça paulistana da emissora global?
Vez ou outra uma notícia mais séria dos nossos rincões pode 'subir' (interessar) e, quem sabe, virar matéria estadual? Menos a do bezerro e da festa do milho, por favor.
Ou então, que tal cada afiliada se dividir em mais emissoras?
É impossível informar (bem) mais de 40 cidades sintonizadas em uma só emissora regional, mera repetidora de uma rede nacional.
Que interessa ao telespectador em Matão, Santa Lúcia, Rincão e Araraquara saber sobre o problema da batata mal crescida em Vargem Grande do Sul?
Qual comerciante de Santa Cruz do Rio Pardo não percebe que joga dinheiro fora anunciando as ofertas de seu mercado ao mesmo tempo em Boa Esperança do Sul? Ou ele acha que algum louco sairá de Ribeirão Bonito para conferir as ofertas em outra cidade tão distante?
Nosso trabalho de conclusão de curso de jornalismo (TCC) focou a questão com o video 'Fronteiras em Pauta'.
Corre-se o risco, do jeito que está acéfalo o telejornalismo, de assistirmos manchetes nacionais assim:
-'Um bezerro albino intriga o interior de São Paulo'. Ou:
-' Exclusivo: imagens da preparação da festa das delícias do milho em um distrito de São Carlos'.
Pasmém.
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terça-feira, 13 de abril de 2010
Rápidas & Ácidas
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domingo, 7 de fevereiro de 2010
Baderna com B de Brasil, il, il ,il
A novela do diploma de jornalista continua.
Do site Comunique-se em 04/02/10:
Em Sorocaba, só diplomados conseguem registro profissional
Da Redação
A Gerência Regional do Trabalho e Emprego em Sorocaba, interior de São Paulo, dá entrada apenas em pedidos de registro profissional para jornalistas com diploma de graduação na área. De acordo com a Regional, a medida vem sendo adotada desde junho de 2009, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão.
Segundo a Regional de Sorocaba, a ordem partiu do Ministério do Trabalho e o órgão está proibido de receber qualquer protocolo que não tenha o diploma.
O Ministério nega que exista essa orientação, já que no início deste ano acatou a decisão do STF e começou a emitir registro para jornalistas com ou sem graduação específica. De acordo com o órgão federal, os jornalistas com diploma devem receber o registro como “Jornalista profissional”, e os não diplomados recebem o título de “Jornalista/decisão STF”.
Não é defesa de reserva de mercado, mas o papel desempenhado por um jornalista interfere de forma profunda na vida das pessoas. Adiando ou antecipando decisões, enaltecendo ou destruindo vidas.
Da mesma maneira que engenheiros, médicos, advogados possuem o mínimo de formação acadêmica para atuar no mercado de trabalho, o jornalista também é obrigado a possuir bagagem, mesmo que futuramente seja excluído do meio por incompetência, oportunismo rasteiro (o 'bate-carteira') ou safadeza.
Só a faculdade não constrói um jornalista. Ele se faz com muita leitura, pesquisa e trabalho de campo.
A sociedade, com o tempo, reconhece quem é sério e os que se aventuram por interesses escusos.
Além do registro diplomado pelo Ministério do Trabalho, a existência de um órgão paraestatal como o conselho de jornalismo disciplinaria um pouco essa 'casa da mãe joana' que virou a profissão. Quem sabe até uma prova nos moldes da OAB poderia ser aplicada aos jornalistas.
Não se trata de censura, como alardeiam alguns obtusos, mas uma saída para evitar que qualquer pessoa ponha na cachola que é jornalista e simplesmente saia por aí causando estragos. A praça está forrada de 'profissionais' desse naipe e não quero que a profissão seja ainda mais depreciada como foi feito ao longo dos tempos. Que se dirá agora, sem necessidade de diploma?
Baderna, com B de Big Brother, com B de Brasil, il, il.
Do site Comunique-se em 04/02/10:
Em Sorocaba, só diplomados conseguem registro profissional
Da Redação
A Gerência Regional do Trabalho e Emprego em Sorocaba, interior de São Paulo, dá entrada apenas em pedidos de registro profissional para jornalistas com diploma de graduação na área. De acordo com a Regional, a medida vem sendo adotada desde junho de 2009, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão.
Segundo a Regional de Sorocaba, a ordem partiu do Ministério do Trabalho e o órgão está proibido de receber qualquer protocolo que não tenha o diploma.
O Ministério nega que exista essa orientação, já que no início deste ano acatou a decisão do STF e começou a emitir registro para jornalistas com ou sem graduação específica. De acordo com o órgão federal, os jornalistas com diploma devem receber o registro como “Jornalista profissional”, e os não diplomados recebem o título de “Jornalista/decisão STF”.
Não é defesa de reserva de mercado, mas o papel desempenhado por um jornalista interfere de forma profunda na vida das pessoas. Adiando ou antecipando decisões, enaltecendo ou destruindo vidas.
Da mesma maneira que engenheiros, médicos, advogados possuem o mínimo de formação acadêmica para atuar no mercado de trabalho, o jornalista também é obrigado a possuir bagagem, mesmo que futuramente seja excluído do meio por incompetência, oportunismo rasteiro (o 'bate-carteira') ou safadeza.
Só a faculdade não constrói um jornalista. Ele se faz com muita leitura, pesquisa e trabalho de campo.
A sociedade, com o tempo, reconhece quem é sério e os que se aventuram por interesses escusos.
Além do registro diplomado pelo Ministério do Trabalho, a existência de um órgão paraestatal como o conselho de jornalismo disciplinaria um pouco essa 'casa da mãe joana' que virou a profissão. Quem sabe até uma prova nos moldes da OAB poderia ser aplicada aos jornalistas.
Não se trata de censura, como alardeiam alguns obtusos, mas uma saída para evitar que qualquer pessoa ponha na cachola que é jornalista e simplesmente saia por aí causando estragos. A praça está forrada de 'profissionais' desse naipe e não quero que a profissão seja ainda mais depreciada como foi feito ao longo dos tempos. Que se dirá agora, sem necessidade de diploma?
Baderna, com B de Big Brother, com B de Brasil, il, il.
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quinta-feira, 16 de abril de 2009
Jornalista em férias!
Como se vê na imagem, já estou com tudo em cima para aproveitar uns dias de férias. Mas permaneço em plantão! Afinal, jornalista não descansa, fica em stand by! Até a volta! I´ll be back!
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