Mostrando postagens com marcador CPO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CPO. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 17 de março de 2010

GardenÁlvaro

Hoje acordei desorientado após ingerir o primeiro comprimido de Gardenal 100 mg na última noite.
Tomei café, li jornal e o sono apertou de uma tal forma que não tive outra escolha senão dormir.
Despertei perto das 11h30, lento. Melhorei e sintonizei a quarta-feira após almoçar.
Mas se tudo dá 100% certo, algo está errado. E descobri  tarde.
Fui à consulta e aplicação de Avastin, munido da ressonância realizada terça da semana passada.
Porém descobri que havia deixado algo para trás: os exames anteriores (jan e nov)  para comparação das imagens e decisão sobre meu futuro.
Culpa do remedinho, brincou dr Carlos.
Ficou para terça da próxima semana, pois existem dúvidas sobre alguns pontos das imagens.
Ô cabecinha!
Já estou ficando sonolento (20h12) e nem assistirei o jgo da seleção corintiana contra um tal de Cerro, deve ser isso.
Até amanhã!

Epílogo? Fim?

Passei hoje por consulta com o neurocirurgião, dr Shibata.
Aproveitei e levei a ressonância magnética solicitada pelo oncologista, dr Carlos.
Na visão de Shibata as imagens estão boas com necrose da quimio e radiocirurgia.

Jorge versus Miguel
Quanto a Jorge e Miguel, minhas mãos que 'brigam' quando a esquerda convulsiona, ele achou altíssima a concentração da amostra de sangue coletada em jejum quarta-feira (10/3).
O nível da fenitonína (Hidantal) estava em 28,3 [a referência terapêutica oscila entre 10 e 20]. Acima disso é considerado nível de toxicidade.
O corpo não responde mais ao Hidantal, na opinião de Shibata. Acostumou-se.
Decidiu pela combinação de um dos quatro comprimidos diários de Hidantal por um de fenobarbitol, conhecido por Gardenal 100 mg [dããã...].
Este medicamento sempre foi estigmatizado por ser indicado para quem 'surta', mas é apenas um anticonvulsivante (ou anticonvulsionante) na mesma linha de Tegretol e o próprio Hidantal. A única diferença, segundo o neurocirurgião que me operou em 2002 e ano passado, é que Gardenal causa mais sono.
Nesta quarta tenho consulta e aplicação de Avastin.
Sairá também o veredicto sobre o prosseguimento da minha quimioterapia ou se o oncologista decreta 'férias' do tratamento até o resultado dos próximos exames. Em outras palavras, o fim.
Algo semelhante a Cinema Paradiso (Nuovo Cinema Paradiso, Itália, 1988), em que Salvatore -ainda jovem-, parte para a cidade grande, deixando para trás o vilarejo onde morava.
Comparo a cena da partida do trem como a de alguém que foi amparado na estação enquanto necessário.
Em seu devido momento, deverá levar adiante sua vida, recordando as pessoas que -no passado-, acenaram o adeus.
Em minha memória ficarão todos os membros do Centro Paulista de Oncologia (CPO), da recepção-passando pela enfermagem-, até os médicos Carlos Alexandre e Silvana, que cuidaram de meu caso com interesse, conhecimentos atualizados e atendimento humanitário num momento tão delicado para o paciente da oncologia.
O aceno do adeus balança qualquer um.
Independente do que ocorra nesta quarta, sigo mais confiante e animado.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Quimioterapia







Sexta-feira (02) foi dia da segunda aplicação de Avastin, dentro do tratamento quimioterápico pós-cirurgia em julho.
Já havia feito a radiocirugia estereotáxica dia 21 e o primeiro ciclo de Temodal comprimidos. Portanto estou no descanso de 21 dias do oral e 14 dias do endovenoso.
Durante a aplicação, Priscila, nutricionista da clínica, passou em consulta, sabatinando sobre meus hábitos alimentares e o que deveria ser observado neste período, dando algumas recomendações. Em geral ela afirmou que minha alimentação é boa (comida da mamãe não tem preço!).
Aproveitei a presença da enfermeira Karina e fiz algumas fotos. Meu médico oncologista, Dr. Carlos, fugiu da câmera.
Mas dia 16, data da próxima consulta, exame e aplicação, tentarei novamente!


Recepção CPO : Aina e Marcos


Priscila, Karina e eu!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Noite do terror

Após ter feito a radiocirurgia estereotáxica na Beneficência Portuguesa ontem à tarde (21) e ter tomado a primeira dose de Temodal, alguns fatores podem ter contribuido para a noite do terror que passei.

Antes que as dúvidas apareçam, é bom deixar esclarecido que a radiocirurgia não é uma operação invasiva, que se abre o crânio do paciente. É uma modalidade de radiação semelhante à radioterapia, mas em dose única, onde se planeja com a ressonância magnética e tomografia a aplicação milimétrica dos raios na região que se deseja combater o tumor cerebral. De forma geral, é isso.

Talvez a força da dose aplicada tenha contribuído para passar uma noite em que acordei com tremedeiras involuntárias na mão esquerda. Dr. Sebastião explicou-me, hoje pela manhã ao dar alta, que se deve ao edema (inchaço) e prescreveu que tomasse decadron 4mg duas vezes ao dia até sexta-feira (25).

Mas que foi uma noite com enjoos e náuseas, isso foi. Digno de um filme de terror.

Agora são 15h15 e acabo de tomar a segunda dose de Temodal comprimidos. Há meia hora tomei um comprimido de Vonau, para prevenção dos sintomas comuns da quimioterapia.

Tomara que hoje a situação a se desenhar seja outra.

Ainda hoje pela manhã meu café da manhã e o almoço foram na base da comida para passarrinho...

Não sinto fome como deveria sentir, comi para prover o estômago de alimento.

Dia 2, na próxima aplicação de Avastin, tenho consulta com uma nutricionista do CPO.

Vamos ver. Enfrentar de frente os desafios e sacrifícios para voltar logo ao  meu dia a dia....