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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Filhinhos-de-papai

Não durou 12 horas a prisão de três universitários em Ribeirão Preto (SP) por racismo e agressão a um servente de 55 anos neste final de semana. O trio, que paga três mil reais por mês em uma faculdade de medicina, estava em um Fox quando atingiu a vítima com um tapete de borracha. Fiança de seis mil reais cada um e todos estão em casa.


Na UniNove em São Paulo os estudantes resolveram comemorar o fim do ano letivo com desordem e vandalismo. A PM foi recebida a paus, pedras e garrafas. Dois detidos.


De volta a Ribeirão, em fevereiro de 2008 um estudante de direito atropelou e quase matou um frentista.
Responde por tentativa de homicídio. Alcoolizado, revelou também traços de lança-perfume no sangue, mas não foi preso.


Dez anos antes um empresário de 24 anos arrastou até a morte a garota de programa Selma Heloísa Artigas da Silva, 22 (dois filhos, grávida de três meses), que ficou presa ou foi amarrada ao cinto de segurança de uma caminhonete Pajero. O autor ficou preso e está solto há nove anos, graças ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O ‘Caso Selma’ não tem data para julgamento.


O pomposo Núcleo de Estudos da Violência da USP citou o crime como um dos mais relevantes dos anos 90. E só.


Há 12 anos o índio pataxó Galdino pagou com a vida a ousadia de estar no caminho de cinco rapazes de classe média-alta depois de uma balada em Brasília (DF). Foi incendiado com álcool. O quinteto estava “brincando”. Contaram com inúmeras regalias da justiça. Condenados a 14 anos, estão soltos.


Entre os cinco, estão um filho de advogado, de juiz federal e ex-ministro do TSE.


É como os pais que exigem o melhor para os filhos em uma excursão escolar: o melhor lugar, atendimento, a melhor diversão e companhia. E ai se não ficarem satisfeitos.